quarta-feira, 2 de novembro de 2022

A História e os super-heróis | CMD 2021

 


Esse relato de experiência ocorreu em 2014 e possibilitou uma troca pedagógica das mais ricas, porque além do conteúdo aprendido, a vivencia foi muito significativa para todos os envolvidos e permaneceu na memória de todos os envolvidos, tendo uma repercussão muito positiva que ecoou por muito tempo após a finalização do projeto. Esse compartilhamento visa não apenas expor uma boa prática, como também apontar caminhos aos colegas docentes que por vezes pensam sobre maneiras de despertar as suas turmas para o conhecimento histórico utilizando elementos do cotidiano de seus estudantes. 

A temática dos super-heróis, que hoje é reverenciada pela cultura nerd aponta um bom caminho para criar esse envolvimento, porque permite traçar paralelos entre personagens de ficção e acontecimentos históricos que remontam a diversos períodos, além de possibilitar uma compreensão mais aprofundada das mitologias e permitir um debate de alto nível.  Esse tema pode ser explorado pelo docente de diversas formas a depender do público-alvo (qual a etapa ou modalidade do ensino).

Trabalhar com um tema como esse exige uma preparação minuciosa que deve levar em conta diversos elementos da ficção, dos acontecimentos históricos e cruzar essas informações. Portanto, o primeiro passo é mergulhar nesse universo para desenhar quais serão as abordagens adequadas para relacionar as informações ao que se pretende construir.

terça-feira, 25 de outubro de 2022

Relato de experiência: "Jogos de história e quiz em sala de aula" apresentado no IV SEPEP





Relato de vivências pedagógicas numa escola da periferia de São Paulo em momentos distintos que demonstram que a utilização de jogos em sala de aula, tanto no modo analógico, quanto no digital, conduzem a uma aprendizagem bastante significativa. Essa reflexão tem por finalidade demonstrar que a metodologia ativa pode ser uma ferramenta que conduz a uma produção de conhecimento mais aprofundado desde que utilizada com bastante planejamento e pautada num objetivo claro por parte de quem o executa. O professor da Educacao Básica deve utilizar tais recursos como estratégia de ensino de acordo com as potencialidades do seu público-alvo com a finalidade de promover uma discussão ou fixação de temas que sejam pertinentes ao currículo. 

quinta-feira, 17 de setembro de 2020

Esclarecendo significados:

 Há alguns dias, esta professora em trabalho remoto devido a pandemia da Covid 19 que tem deixado a população do mundo inteiro confinada e em ensino remoto, resolveu dar aos alunos 25 palavras para que pudessem assinalar as conhecidas e assim, fazer-la perceber que nem sempre os estudantes sabem os conceitos sobre os quais os professores falam.

Feito esse levantamento, de maneira parcial ainda, hoje, 17 de setembro de 2020, uma quinta-feita de muito calor, esta professora resolve deixar registrado esses conceitos para que os seus alunos possam conhece-los e da mesma forma, qualquer pessoa que tenha essa dúvida. 

Sem mais delongas, vamos as 5 palavras mais desconhecidas por 85 alunos de Ensino Médio do longínquo bairro do Itaim Paulista:


Como se ve, as cinco palavras ou termos mais desconhecidos são: austeridade, elitismo, neoliberalismo, domínio público e fascismo. Os alunos que responderam deveriam selecionar qualquer uma das palavras indicadas, escolher uma e dissertar sobre a palavra escolhida. Desse modo, foi totalmente espontânea a escolha. 

De acordo com o levantamento, a palavra menos conhecida, austeridade (assinalada por 13,4% dos alunos, significa qualidade de quem é austero. É um termo muito utilizado em economia e significa de maneira geral que o governo deve conter os gastos públicos.  As políticas de austeridade vem sendo aplicadas por diversos países e estão presentes em medidas como a reforma da previdência, por exemplo, elas prevem que o estado tem que ter menos gastos sociais, como é o caso da aposentadoria. 

Porém, países que aplicaram rigorosamente a política da austeridade nem sempre foram bem sucedidos economicamente, a Grécia, por exemplo, que aplicou políticas rigorosas de austeridade a partir de 2008, com vários planos de austeridade, nao conseguiu se reerguer economicamente e ainda deixou a vida do povo grego duríssima.

A segunda palavra, elitismo (assinalada por 17,1%), refere-se as elites. Ou seja, um grupo privilegiado que tem acesso aos benefícios sociais ou políticos em detrimento das demais pessoas que nao tem o mesmo acesso.

O elitismo é a consciência que se tem da existência desses privilégios e, portanto, da desigualdade que há por conta deles, pois para um grupo possuir acesso a certos benefícios exclusivos, significa que outras pessoas ficarão de fora. Em outras palavras, há uma relação desigual.

Outro termo desconhecido também por 17,1% dos 85 alunos é neoliberalismo, que é uma doutrina econômica do século XX que propõe os princípios do liberalismo numa retomada aos velhos ideais de liberdade irrestrita do mercado. A partir da década de 1970, os neoliberais passaram a pregar que o estado intervisse o mínimo possível na economia.

O problema é que quando nao há uma intervenção do Estado na Economia e em determinadas áreas de atendimento a população, tende a ter uma piora na vida social com a prestação de serviços que nao levam em conta as demandas de que a sociedade de fato necessita, já que passa a ser a empresa a nova lógica. Também as questões éticas podem ser deixadas de lado em favor do lucro privado. 

O termo desconhecido por 28% dos alunos é o domínio público, que é um termo jurídico para designar uma obra que passa a pertencer ao conjunto da sociedade. Neste caso, uma obra de domínio pública pode ser utilizada por todas as pessoas de maneira gratuita, sem a necessidade de pagar por direitos autorais. Isso serve para músicas, livros e etc. 

Uma obra de domínio público nao perde a autoria, apenas nao se paga mais por seu uso. Normalmente, o domínio público se dá 70 anos após a morte do autor. A partir desse momento, os ascendentes do autor perdem o direito de ser remunerados por essas reproduções. 

Por fim, o quinto conceito é o fascismo, um termo político para designar um regime político como o de Benito Mussolini que passou a governar a Itália a partir de 1922. É um modelo de governo autocrático, centralizado na figura de um ditador. Suas características marcantes se fundam numa visão ultranacionalista.

Esse termo voltou a ser muito comentado nos últimos anos por ocorrência da volta do nacionalismo no cenário político internacional. Muitos pesquisadores tem se debruçado sobre o tema para entende-lo, aplica-lo a determinados países e situações que envolvem política, economia e sociedade na atual conjuntura. 

Dito isto, essa professora espera ter esclarecido um pouco seus alunos de Ensino Médio que se veem afastados fisicamente, mas unidos pelo conhecimento. 


quarta-feira, 2 de agosto de 2017

O Mapa muda:


No mapa de Waldseemuller, de 1507 é feito um desenho do mundo bem diferente daquele que atualmente conhecemos. No Brasil vem escrito América e o país é representado no que hoje é uma das Ilhas Antilhas.

Mapas são instrumentos muito valiosos de orientação. Eles servem como uma importante ferramenta para conhecer o mundo e ajudar o homem quanto aos caminhos e rotas a serem percorridas. Desde a Idade Média, o homem vem elaborando mapas e utilizando a cartografia para não só localizar como para entender o tamanho do mundo e assim utilizá-lo em seus empreendimentos. 
Os mapas foram fundamentais para as Grandes Navegações e também para que em tempos recentes se trouxesse a tona a ideia de globalização, que entende o homem como um ser pertencente ao planeta e não apenas a região que habita, podendo transitar pelo mundo e consumir produtos que sejam fabricados em lugares diversos.
É certo, que assim como acontece na História, os mapas mudam e ampliam seus desenhos a medida que o mundo é conhecido e novos territórios são portanto adicionados, ampliando e revisando assim o conhecimento cartográfico. Para analisá-los é preciso portanto, verificar sua historicidade para ter ideia de seu valor e se os próprios traçados correspondem a totalidade ou em parte a realidade.
Assim, um mapa é um documento não apenas geográfico, mas histórico e ajuda a compreender uma sociedade e não apenas mostra o território de maneira exata. Os mapas também podem ser imprecisos e até mesmo subjetivos.
Além disso, com o passar do tempo, por inúmeros fatores, os territórios sofrem modificações de diversas ordens, sejam elas físicas, econômicas, sociais e assim por diante.  A medida que o tempo passa, a geografia dos lugares mudam e com ela, os mapas também, por consequência.
No Atlas Miller de 1519, o Brasil representado aí, pouco tem a ver com o país atual que habitamos, seja pelo desenho, seja pela mata ou pela população representada que não mais é de predominância indígena:


O Atlas Miller, do século XVI mostra como os mapas mudam de acordo com a época de sua elaboração e outros aspectos que mudam ao longo do tempo.

Assim, seria pouco surpreendente se daqui a alguns séculos, os mapas atuais fossem contraditados e refeitos seja pelo avanço tecnológico ou pela descoberta de novos territórios ou ainda por mudanças geopolíticas que garantissem novos desenhos seja no traçado externo ou na delimitação interna de países e regiões do mundo que na atualidade compõem o mundo que conhecemos e o mundo em que vivemos. A única certeza que podemos ter com relação ao mapa e a cartografia, portanto, é que o mapa muda, porque o mundo muda.

O país que se dizia democrático:

Era um país que se dizia democrático. Dizia que os poderes republicanos eram a expressão da vontade popular.

Nesse país todo mundo ganhava muito dinheiro para fazer coisas erradas que afetavam o povo.
Até que o povo descobriu a verdade.

Quando a verdade veio a tona, todos precisavam se safar. Era necessário uma atitude tomar.

Muito se pensou a respeito de uma solução para a crise que afetava a todos, principalmente ao povo. Mas o país que se dizia democrático, na hora em que o calo apertou, esqueceu que era o povo que se representava e passou a ser um jogo de poder danado.

Primeiro o poder passou a ser usurpado, depois, negociado, por último comprado e por fim, profanado. De todos os lados o povo era enganado e aí, o país que se dizia democrático virou o país do povo desrespeitado, sacrificado, humilhado.

terça-feira, 20 de junho de 2017

Nada é impossível de mudar - parada pra reflexão:


Bertold Brecht


Em tempos tão sombrios quanto os que estamos vivenciando agora, se faz necessário parar para refletir uma poesia que nos enche de esperança, pois, ao que tem fé, nada é impossível. 



Nada é impossível de mudar

Desconfiai do mais trivial, na aparência singelo. 
E examinai, sobretudo, o que parece habitual. 
Suplicamos expressamente: não aceiteis o que é de hábito como coisa natural, pois em tempo de desordem sangrenta, de confusão organizada, de arbitrariedade consciente, de humanidade desumanizada, nada deve parecer natural nada deve parecer impossível de mudar.

Bertold Brecht

sexta-feira, 26 de agosto de 2016

Vocábulos do tempo presente: significados de palavras ditas na conjuntura atual


Congresso Nacional: onde se reúne o Senado brasileiro.

Nos últimos meses temos visto na internet e em algumas falas de políticos brasileiros certas expressões que ao público em geral se apresentam como palavras curiosas. Pensando em esclarecer o grande público,  o blog Luana Ensina foi buscar no Dicionário Aurélio - o mais tradicional da nossa língua portuguesa/brasileira - o significado dessas expressões. Sendo assim, o leitor poderá por si mesmo entender e tirar suas próprias conclusões.

Constituição: (...) 3. Lei fundamental e suprema dum Estado, que contém normas respeitantes à formação dos poderes públicos, forma de governo, distribuição de competências, direitos e deveres dos cidadãos e etc; carta constitucional, carta magna.

Golpe: (...) 6. Acontecimento súbito e inesperado. 

(...) 10. Manobra desonesta,  com o fim de enganar,  prejudicar,  roubar outrem.

Golpe de Estado: Subversão da ordem constitucional e tomada de poder por individuo ou grupo de certo modo ligados à maquina do Estado.

Impeachment: No regime presidencialista, ato pelo qual se destitui, mediante deliberação do legislativo, o ocupante de cargo governamental que pratica crime de responsabilidade; impedimento. 

Senado: (...) 4. Câmara alta, nos países onde existem duas assembleias legislativas.

sexta-feira, 29 de julho de 2016

Qual o motivo de tantos ataques a França atualmente?

Diante dos últimos acontecimentos que colocam a França como principal alvo de atentados terroristas e outros fatos igualmente lamentáveis; o Blog Luana Ensina foi ouvir a opinião de um especialista a esse respeito. Vejamos uma breve análise feita com exclusividade para os nossos leitores:


Para entender a origem do que acontece na França atual, é preciso olhar para os tempos medievais.

"O sacerdote degolado esta semana (supostamente pelos adeptos do Daesh – chamado pela imprensa de um modo geral de Estado Islâmico) revela-nos uma das concepções do Daesh, a cerca da França. Para eles, a França estaria entre os seus principais inimigos, sendo mesmo considerado o inimigo numero um, porque eles acham que os franceses precisam ser condenados porque a Igreja desde a Idade Média, durante as Cruzadas enviou a maioria das tropas que partiam para converter os povos com seus soldados cruzados e camponeses, objetivando retomar Jerusalém e outros lugares tão importantes; para a Cristandade. Esses locais eram (e são) importantes para judeus, cristãos e muçulmanos.
A França, além de ser o país mais cristão da Europa; ela sempre está envolvida nos conflitos mundiais ao lado de países cristãos; como os Estados Unidos. Por exemplo, a França ajudou a atacar a Líbia; o Iraque; enviou tropas ao Afeganistão e mais recentemente; a Síria – com bombardeios partindo de aviões franceses. Mas; apesar de estar ao lado de nações cristãs; a França não se posiciona claramente; não se assume cristã. Preferem a fala da liberdade religiosa. Não assumem uma identidade cristã de fato.
O Daesh, por sua vez; diz que isso é errado. Que os franceses deveriam assumir uma posição religiosa de fato. Nesse contexto, a degola do sacerdote católico, ocorrida esta semana, é um símbolo do enforcamento da França e o enforcamento da Igreja cristã." 

Fabiano Batista - Professor de Ciências Humanas na Rede Particular de Ensino de S. Paulo, especialista em Ciências Sociais pela FESSP e em Globalização e Cultura pela Universitat de Barcelona. Atua no mundo do samba como Fabiano Melodia, tendo diversas passagens por Escolas de Samba de São Paulo e Rio de Janeiro. 

terça-feira, 17 de maio de 2016

Aquedutos romanos: praticidade e objetividade na Antiguidade


Os aquedutos romanos são marcantes na arquitetura daquela civilização.

Ao pensarmos na Roma Antiga, quase sempre nos direcionamos a um passado remoto e cheio de coisas antigas. Ao estudar essa antiga civilização, é possível perceber que ao contrário, os romanos eram muito avançados em diversas áreas, sobretudo, na arquitetura, tendo criado conceitos que chegaram até mesmo as construções dos nossos dias.
Na ilustração acima está a representação de um aqueduto, que como o nome já diz: é uma obra cuja função é conduzir água. Embora os aquedutos não tenham sido propriamente uma invenção romana, foi nessa civilização que o sistema de abastecimento de água mais se desenvolveu na Antiguidade.
O sistema de aquedutos romanos chegou a contar com um que possuía 90 km de extensão (maior que o metrô de muitas cidades brasileiras, por exemplo) e refletia simbolicamente, a filosofia romana, sempre pautada na objetividade e na praticidade.
Além dos aquedutos - que suspendiam a canalização da água - havia um encanamento subterrâneo. Esse conhecimento foi aprendido com os etruscos e foi logo adotado por conta do preço da obra, que na prática era mais barato que o outro método.
Nessas construções, a função dos arcos não era a de embelezar e sim, de garantir que além de levar a água, os aquedutos suportassem o peso da mesma. Internamente haviam canais revestidos de cimento cuja função era levar o liquido até os arredores das cidades, onde era despejado em reservatórios. De lá, era levada em canos de bronze para as termas (banhos públicos) e para a casa dos mais ricos. 

Créditos:

Aline Vitória, Fernanda Flores, Hiago Neves, Jackeline Lima,Pedro Oliveira, Vitória Barbosa, Thiago Oliveira (Charles - 2015)

sexta-feira, 29 de abril de 2016

Breve análise da atual crise política e da democracia brasileiras:


O cartunista Mário Tarcitano ilustra bem a ideia do convidado: a Constituição sente-se atacada por todos os lados, bem como a democracia.

"A palavra democracia tem origem no grego demokratía que é composta por demos (que significa povo) e kratos (que significa poder). Neste sistema político, o poder é exercido pelo povo através do sufrágio universal". Pois bem, dado o conceito de democracia, penso eu que o que temos hoje na atual conjuntura política nacional é uma afronta a nossa democracia, temos nossa presidente da republica Dilma Rousseff, sendo acusada por crime de responsabilidade fiscal, mas sabemos também que crime de responsabilidade não é ato doloso segundo o homem que fez a defesa do impedimento da presidente Dilma, o advogado geral da união, José Eduardo Cardozo. O que seria um ato doloso segundo Cardozo? Seria um ato que fere a constituição por não ter sido cometido no atual mandato e de forma indireta pela presidente. O que vemos é um ato que  se alimenta de uma vingança do presidente da câmara, Eduardo Cunha para com nossa presidente em razão de o PT ter decidido votar no ano passado pela abertura de um processo contra o peemedebista no Conselho de Ética na Casa. E a Democracia nesse circo todo assim corre risco, porque se acusa passando por cima da constituição que é clara ao dizer que um presidente deve ser eleito pelo seu povo, obedecendo o conceito de democracia, isso me cheira a um golpe, um golpe com todas as características de um golpe clássico. A mídia faz campanha descarada, perderam o senso da imparcialidade da mídia, partiram pro tudo ou nada, a mesma globo e cia que participou do golpe de 1964, hoje segue firme e forte na tentativa de mais um... E o Lula ? Coitado está mortinho politicamente falando, "só que não", tentaram manchar a imagem do ex presidente  mas sua última aparição em fortaleza  debaixo de chuva levou milhares para as ruas... É amigo... a mesma democracia que é ferida fere também, fere essa gente que acha que vão tirar uma presidente eleita por um povo nas urnas, a galera do filé mignon,  fere no sentido de mostrar que se existe os golpistas de camiseta da seleção brasileira, também tem os vermelhos mortadela do outro lado fazendo o choque dos contrários, a oposição, a resistência a essa tentativa de golpe, e a democracia dar esse direito ... De uma coisa eu sei, quer ser presidente da república? esperem até as próximas eleições e façam melhor, porque como postei nas redes a dois anos atrás: depois da Dilma ainda tem o Lula... e viva a democracia, e toda resistência a qualquer tipo de golpe.

Flávio Vieira é professor de Filosofia na Rede Estadual de São Paulo e nos últimos meses tem se dedicado a entender o processo político atual.

segunda-feira, 21 de março de 2016

Os amores de Maria - consequências psicológicas da Segunda Guerra:


Drama humano no regresso de um soldado da Segunda Guerra Mundial.

A obra cinematográfica a respeito da Segunda Guerra Mundial, como se sabe, é bastante extensa. Neste blog, inclusive, há uma grande variedade delas, em postagens anteriores, que podem ser conferidas, na busca dos marcadores de cinema e história, por exemplo. No filme Os amores de Maria, de Andrei Kontchalovski, estrelado por Nastasja Kinski.
No filme de 1984, novamente a Segunda Guerra é retratada, mas não como confronto e sim, como uma volta pra casa de um soldado, Ivan, que ao chegar a sua cidade e à vida de antes, trás consigo todos os fantasmas da guerra, através das experiências que viveu, que na sua citação pura e simples torna-se aterrorizante para os ouvintes.
O olhar se volta para as consequências psicologicas do conflito. Os desgastes emocionais e os danos irreversíveis na vida de quem esteve em batalha. Tudo isso se faz presente em fantasmas e bloqueios que ficam sempre presentes na vida de quem esteve nas trincheiras.
Ao voltar pra casa, Ivan, pensa ser bastante simples retomar sua vida. Mas, ao procurar seu amor de adolescência, descobre que Maria já está em "outra". A vida seguiu para todos, o tempo não parou. Nesta retomada, o casal se une em matrimonio, mas não consegue consumar o casamento.
A dor e o sofrimento do casal, a exposição emocional das personagens mostra a fragilidade humana diante da guerra. Nessa experiência humana
, não há afastamento capaz de retirar as dores e as angustias vivenciadas. Em outras palavras, os dramas acompanham a vida humana aonde quer que vá, onde quer que esteja. 
Vale a reflexão, as belas fotografias e os detalhes dessa obra que registra uma época (o final da década de 1940) com riqueza de detalhes e mostra que os sentimentos humanos são atemporais. Os amores são de Maria, mas as angustias são as mesmas de Josés, Clarices, e todas as pessoas do mundo.

sábado, 12 de dezembro de 2015

Abrahan Lincoln - presidente dos Estados Unidos na Guerra Civil:


1. O presidente Abraham Lincoln e a bandeira de seu país.

Um dos três presidentes americanos que até os dias atuais é mais lembrado, Abrahan Lincoln, ficou imortalizado pela difícil missão que teve: unir o país durante a Guerra Civil americana. É também mencionado na História como o primeiro presidente americano assassinado e por sua luta contra a escravidão, tendo abolido essa prática dos Estados Unidos em 1864. 


2. Com a cartola que lhe era característica.

Considerado um homem muito inteligente, Lincoln adquiriu conhecimento de maneira autodidata, tornando-se advogado. Teve uma carreira política bastante consistente até chegar ao cargo máximo da política estado-unidense. É considerado um ícone dos valores republicanos e democráticos. Após o final da Guerra Civil, conseguiu de maneira muito habil unir o país e reconstruir o país. Seu assassinato gerou grande comoção, mas seus ideais jamais foram esquecidos pelo povo que se refere a ele com muito carinho mais de 150 anos depois de sua morte.

Créditos:
1. Giovanna Safannauer - 8ºB
2. Kamili - 8º B

Napoleão Bonaparte - de indisciplinado a imperador:

1. Napoleão representado como imperador que gostava de ter poder político e militar,

Napoleão Bonaparte é a grande figura política que ascendeu no momento imediatamente após as mudanças da Revolução Francesa. De 1804 a 1814, e durante alguns meses, foi o imperador Napoleão I, grande responsável pelo poder hegemônico que a França teve durante algum tempo na Europa. 

2. Com a espada, o imperador francês soube impor sua nação em início do século XIX na Europa.

Do exercício militar à ascensão política, tudo ocorreu de maneira meteórica. Napoleão Bonaparte era descendente de uma família da nobreza italiana, que se estabeleceu na França no século XVI. Por causa de sua indisciplina, foi imediatamente enviado a escola, tendo na pessoa de sua mãe a severidade necessária para se aprumar. Em 1874, entrou na Escola Militar de Paris (apenas 5 anos antes da Revolução Francesa) e no ano seguinte se tornou segundo tenente. Apoiou os jacobinos e foi promovido a tenente-coronel. 
Chegou ao poder no golpe do 18 Brumário em 1799 - o que equivale a 09 de novembro no nosso calendário. É uma figura histórica bastante controversa e que tem importância para o entendimento de muitos países, o Brasil, inclusive. Temendo a invasão das tropas napoleônicas em Portugal, Dom João VI veio para as terras tupiniquins com toda a sua corte e estabeleceu acordos com a Inglaterra que mudariam para a sempre a vida dessas nações.

Créditos:
1. Giovana Aparecida - 8ºB
2. Ieda Rodrigues - 8ºB

Cavaleiro Medieval - sua representação:


Cavaleiro medieval em ação.

Um dos personagens mais emblemáticos da Idade Média, é o cavaleiro. Recebendo das mãos do rei a incumbência de proteger as terras ou da Igreja a missão de expandir a fé na cristandade, os cavaleiros colocavam a própria vida a serviço de seus senhores, sendo por isso mesmo, vassalos da mais honrosa estirpe.
Na ilustração, o cavaleiro levava a fé cristã representada em seu escudo e no estandarte. Através desses bravos homens a Europa Medieval pode estender seu poder até lugares remotos e se estabelecer no mundo oriental inclusive. 
Os cavaleiros permanecem no nosso imaginário com toda a pompa e circunstancia, mas é provável que sua realidade de batalhas constantes (para impor as conquistas), não tenha sido de boas roupas, nem tampouco de austeridade, como nos acostumamos a vê-los nas representações. É certo que sua presença, mesmo que menos imponente, foi fundamental para a construção do mundo pré-renascentista que pouco a pouco fez surgir a nossa realidade.

Crédito:
Lucas - 7ºD

domingo, 22 de novembro de 2015

Joana D'Arc - a heroína que atravessou os séculos:


Joana D'Arc foi uma brava mulher que ousou lutar pela França em plena Guerra dos Cem Anos.

Joana D'Arc foi uma jovem mulher francesa, que viveu num período muito conturbado da história do país: a Guerra dos Cem Anos. Pelo Tratado de Troyes, pelo qual após a morte do rei da França, o território seria anexado à Inglaterra. Ocorre que faleceram na mesma época ambos os monarcas e a França seria governada pelo novo rei, Henrique VI, que à época tinha menos de um ano de idade.
Diante da crise política, a jovem que sempre teve visões espirituais ao longo da vida, sentiu-se enviada por Deus para lutar contra o destino político da França. Se auto intitulando a Donzela de Lorraine, a jovem Joana D'Arc parte para a luta pela soberania de seu país, objetivando coroar o Rei Carlos.
Uma produção francesa de 1999, retratou toda a luta de Joana para coroar o rei e salvar a França das mãos dos ingleses. Na obra cinematográfica, a vida da heroína da França é revisitada desde o nascimento, passando pela infância e chegando aos momentos decisivos de sua vida. A trama mostra uma menina-mulher em sua vida familiar e a relação tribulada com o pai. O preconceito contra uma mulher lutadora também é bastante evidenciado, assim como a esperança da França em uma libertação da Inglaterra.
O ponto alto do filme são as batalhas empreendidas pela jovem para promover a coroação do Rei Carlos e os momentos cruciais que a levaram ao Tribunal da Santa Inquisição e sua posterior condenação à pena de morte. Na França, a figura de Joana D'Arc é bastante emblemática e embora tenha sido esquecida em alguns momentos, ao longo da História sempre foi relembrada em momentos cruciais como a Revolução Francesa e ao longo do século XIX, quando se fez necessário reavivar o sentimento nacionalista.
O papa Bento XV em 1920 reconheceu o seu martírio pelo bem da França e a canonizou, desde então ela é a padroeira daquele país, simbolo de bravura e reconhecidamente uma mulher a frente do seu tempo. Uma heroína que continua a inspirar as pessoas ao longo do tempo.

sexta-feira, 6 de novembro de 2015

Amor e Inocência: a história cinematográfica de Jane Austen


Jane e Thomas: um amor impossível para a sociedade de seu tempo.

Uma das autoras inglesas mais consagradas de todos os tempos, Jane Austen,  que entre outras obras escreveu Orgulho e Preconceito, também recebeu uma bonita homenagem cinematográfica. Inspirado em sua biografia, o filme Amor e Inocência, de 2007 mostra a autora como protagonista de sua vida real. 
A obra mostra o amor da escritora por Thomas Lefroy. Segundo alguns de seus biógrafos, Jane Austen teve na juventude uma história de amor que não teve êxito, mas teria sido a inspiração para que ela escrevesse sua obra mais famosa, justamente Orgulho e Preconceito (escrito em 1797 e publicado em 1813).
O filme é uma trama deliciosa e envolvente e se assemelha muito ao que se vê nas filmagens de suas obras fictícias, o que leva a crer que a autora reproduzia o cotidiano da sua vida na escrita de seus livros. Nas obras, se vê uma Inglaterra da transição dos séculos XVIII e XIX, em que imperava a aristocracia e onde o cenário das histórias é sempre o campo. 
Outra característica importante é o conflito entre a razão e o coração. A razão bem sabe que nesse período não pode haver um romance entre ricos e pobres. Já o coração, pouco se importa com essas convenções sociais.
A atriz que interpretou Jane Austen, Anne Hathaway, foi selecionada para o papel por sua semelhança física com a autora e por ser uma profunda estudiosa da vida dessa grande escritora inglesa, tendo feito mestrado sobre o universo de suas obras. 
É uma história belíssima que encanta ainda mais os apaixonados pelo universo de uma mulher que soube estar a frente de seu tempo e nos deixar um legado riquíssimo que nos faz conhecer outros tempos e nos encantar por eles pelo simples fato de o percebermos tão humanos e com dramas que nos são contemporâneos.

segunda-feira, 2 de novembro de 2015

Frida Khalo


A artista mexicana Frida Khalo.

Frida Khalo é talvez a mexicana mais importante do século XX, portadora de poliomielite, desde a infância conviveu com inúmeras dificuldades - seja o relacionamento conturbado dos país, seja pelas limitações físicas - que não a impediram em nada de estudar e prosseguir na sua vida com bravura, Aos 18 anos, Frida sofreu um acidente de bonde que quase a matou, ficando meses entre a vida e a morte, passando por várias cirurgias de reconstituição e usando diversos tipos de coletes ortopédicos. Mesmo assim, a artista sobreviveu e usou o período mais dramático de sua vida como inspiração para algumas de suas obras.
Em 1928, após sua recuperação, ao entrar no Partido Comunista, conhece Diego Rivera, um muralista, que tem grande influencia em sua obra. Um ano depois, os dois se casam. Nesse período, a arte de Frida Khalo se aproxima de suas raízes mexicanas e dos temas do folclore e da arte popular do México. A artista passa um longo tempo nos Estados Unidos e no seu retorno, recebe a visita em sua casa de Leon Trotski, com quem teve um caso. 
Seu relacionamento com Diego Rivera era extremamente conturbado, mas um grande amor os unia, Foram casados duas vezes. A arte dela - interpretada por muitos (erroneamente) como surrealista - aprendeu muito com a arte dele.
Um dos pontos mais marcantes de Frida Khalo são seus auto-retratos, que mostram em cores vibrantes, o universo da artista sobre si mesma. A artista que viveu os tempos da Revolução Mexicana, foi bastante ousada e a frente do seu tempo, deixando-nos como herança uma arte que mostra uma profusão de cores e símbolos do século XX.

Crédito: 
Adriely Baptista - 3ºB

O mundo moderno (séculos XV-XVII)


O mundo da Idade Moderna em História em Quadrinhos.

Descrito em HQ, o mundo moderno seria aquele em que o homem perdeu o medo do mar e pôs-se a navegar pelas águas do desconhecido. Também foi o período em que a Igreja teve um papel de destaque, seja por seu enfraquecimento no continente europeu - o que se deu através da consequente Reforma Protestante, empreendida por Martinho Lutero e João Calvino - ou por seu papel de destaque na colonização do Novo Mundo. 
O mundo, descobriu-se era redondo, cheio de água e bem maior do que se imaginava. Contudo, a sede do poder era a mesma de sempre e os reis, no período, levaram seu poder de maneira absoluta, governando de maneira centralizada e se articulando em torno de mais poder e riquezas. O capitalismo dava seu primeiro passo: o mercantilismo.
Enfim, a partir desse momento, percebeu-se que o Universo era muito maior do que se supunha!

Créditos:
Helen, Juliana, Larissa, Luanda, Thieli e Victor - 3ºA

Vasos ou ânforas: se esses elementos gregos representassem a nossa realidade?

Na Antiguidade Clássica, mais precisamente na Grécia Antiga, os vasos tinham uma função de destaque: serviam pra armazenar água, vinho, salmoura, azeite, etc., que assim podiam ser transportados ou simplesmente melhor acomodados para o uso cotidiano. A palavra ânfora, de origem latina, tem como significado "carregar" e representa, justamente os vasos gregos.
Na Grécia, alem de armazenar e transportar os líquidos, os vasos (ou as ânforas) eram ilustrados com temas do cotidiano, Assim, para a historiografia, fica fácil precisar quando foram feitos, pois basta analisar as ilustrações para ter noção do período ao qual pertenceram.
Como desafio, alunos do 1º ano do Ensino Médio foram incentivados a produzir vasos inspirados na Antiguidade Clássica, cujo conteúdo das ilustrações fosse contemporâneo. Como seria uma ânfora de 2015?



1. Essa ânfora estaria ornamentada com a literatura juvenil do nosso tempo, a família, os amigos e os smarthphones. O conteúdo seriam flores, já que nos tempos modernos há diversos recipientes para guardar os líquidos.


2. Aqui, o cotidiano é retratado com a agitação da vida moderna: o descanso (raro), o ônibus para o transporte, as horas passadas em frente a TV, os estudos, a refeição e o trânsito.



3. O tempo é uma das maiores preocupações contemporâneas, assim como os diversos afazeres na cidade, a música, o trânsito e o desejo de estar em meio a natureza.


4. Esse vaso possui elementos do nosso tempo: as comunicações, os transportes, a música, a natureza.


5. Os inúmeros meios de transporte, a tecnologia moderna, os calçados, a cosmética, a música, os aplicativos, a necessidade de dormir em meio a correria. Tudo isso está presente nessa ânfora.


6. Aqui uma menção a crise hídrica de São Paulo, quando se abre as torneiras e não se encontra água.


7. Aqui um resumo do mundo em que vivemos: sabemos que a Terra é redonda, o dinheiro é o que garante o poder, temos a capacidade de produzir muito conhecimento e ainda há a sede por liberdade.


8. Dos esportes ao tablet, dos transportes à pescaria, sem nos esquecer de que o dinheiro é quem paga por tudo isso.

Créditos:

1. Pamela - 1ºI 
2.Beatriz, Gabriel, Jorge, Mike e Paulo - 1ºI 
3.Fernando, Jackeline e Pedro - 1ºJ
4.Aline, Hiago, Thiago e Vitória - 1ºJ
5. Ellen, Kauane, Mikkaelly e Rafaela - 1º J
6. Larissa e Kamila - 1ºJ
7.Jorge, Matheus Silva, Matheus Pereira, Otávio e Ruan - 1º J
8. Gabriela, Hanna, Ingrid, Jeremias, Klayve, Vitória - 1ºJ 

O pianista - uma celebridade em apuros durante a Segunda Guerra:

Neste filme de 2002, do diretor Roman Polanski, nos é apresentada a biografia de Wladislaw Szpilman (1911-2000), um famoso pianista polonês, judeu, que trabalhava na rádio Varsóvia e que por ocasião do grande conflito militar, viu seu mundo desmoronar (literalmente). A trama mostra a dolorosa trajetória do artista famoso, que se viu de repente envolto ao horror da guerra, tendo a sua família destruída e sendo obrigado a viver sem dignidade após a tomada do território polonês pelos nazistas.
Mais que isso, a obra nos leva a refletir sobre a solidariedade, a amizade e a capacidade do ser humano de se superar em meio as adversidades que se apresentam no caminho. Wladislaw aceitou o que a vida lhe impôs e buscou a todo o custo viver com dignidade.
No entanto, aproveitando-se da situação, alguns amigos que lhe estenderam a mão nesse momento difícil, deram a um aproveitador a missão de cuidar do rapaz. O resultado disso, é que o mesmo usou os recursos doados para salvar a vida do pianista Szpilman, deixando-o a beira da morte por inanição. 
O pianista ainda teve que passar por muitos episódios de busca pela sobrevivência. Ao fugir do prédio atingido por um tanque, o pianista se viu em meio aos escombros de uma cidade destruída pela guerra. Eis que o inesperado acontece: um capitão nazista, Hosenfield (189-1952), o encontra e o liberta graças a sua música, sendo esse, certamente, o ponto mais comovente da história.
O capitão passa a alimentá-lo e uma inesperada amizade surge em meio ao horror da guerra. Posteriormente, o algoz teria o mesmo destino, mas não a mesma sorte. Szpilman sobrevive e trás consigo a gratidão pelo homem que salvou a sua vida. 
Inspirado numa história real, O Pianista nos leva a refletir sobre a guerra que é capaz de destruir tudo, menos o mais sublime que existe dentro de nós: a compaixão pelo outro que é o que de fato nos faz humanos.


 Wladislaw Spilman chora a destruição de Varsóvia.


Szpilman e Hosenfield: em meio a guerra, a música os aproxima, revelando o lado humano do capitão nazista,