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quinta-feira, 17 de setembro de 2020

Esclarecendo significados:

 Há alguns dias, esta professora em trabalho remoto devido a pandemia da Covid 19 que tem deixado a população do mundo inteiro confinada e em ensino remoto, resolveu dar aos alunos 25 palavras para que pudessem assinalar as conhecidas e assim, fazer-la perceber que nem sempre os estudantes sabem os conceitos sobre os quais os professores falam.

Feito esse levantamento, de maneira parcial ainda, hoje, 17 de setembro de 2020, uma quinta-feita de muito calor, esta professora resolve deixar registrado esses conceitos para que os seus alunos possam conhece-los e da mesma forma, qualquer pessoa que tenha essa dúvida. 

Sem mais delongas, vamos as 5 palavras mais desconhecidas por 85 alunos de Ensino Médio do longínquo bairro do Itaim Paulista:


Como se ve, as cinco palavras ou termos mais desconhecidos são: austeridade, elitismo, neoliberalismo, domínio público e fascismo. Os alunos que responderam deveriam selecionar qualquer uma das palavras indicadas, escolher uma e dissertar sobre a palavra escolhida. Desse modo, foi totalmente espontânea a escolha. 

De acordo com o levantamento, a palavra menos conhecida, austeridade (assinalada por 13,4% dos alunos, significa qualidade de quem é austero. É um termo muito utilizado em economia e significa de maneira geral que o governo deve conter os gastos públicos.  As políticas de austeridade vem sendo aplicadas por diversos países e estão presentes em medidas como a reforma da previdência, por exemplo, elas prevem que o estado tem que ter menos gastos sociais, como é o caso da aposentadoria. 

Porém, países que aplicaram rigorosamente a política da austeridade nem sempre foram bem sucedidos economicamente, a Grécia, por exemplo, que aplicou políticas rigorosas de austeridade a partir de 2008, com vários planos de austeridade, nao conseguiu se reerguer economicamente e ainda deixou a vida do povo grego duríssima.

A segunda palavra, elitismo (assinalada por 17,1%), refere-se as elites. Ou seja, um grupo privilegiado que tem acesso aos benefícios sociais ou políticos em detrimento das demais pessoas que nao tem o mesmo acesso.

O elitismo é a consciência que se tem da existência desses privilégios e, portanto, da desigualdade que há por conta deles, pois para um grupo possuir acesso a certos benefícios exclusivos, significa que outras pessoas ficarão de fora. Em outras palavras, há uma relação desigual.

Outro termo desconhecido também por 17,1% dos 85 alunos é neoliberalismo, que é uma doutrina econômica do século XX que propõe os princípios do liberalismo numa retomada aos velhos ideais de liberdade irrestrita do mercado. A partir da década de 1970, os neoliberais passaram a pregar que o estado intervisse o mínimo possível na economia.

O problema é que quando nao há uma intervenção do Estado na Economia e em determinadas áreas de atendimento a população, tende a ter uma piora na vida social com a prestação de serviços que nao levam em conta as demandas de que a sociedade de fato necessita, já que passa a ser a empresa a nova lógica. Também as questões éticas podem ser deixadas de lado em favor do lucro privado. 

O termo desconhecido por 28% dos alunos é o domínio público, que é um termo jurídico para designar uma obra que passa a pertencer ao conjunto da sociedade. Neste caso, uma obra de domínio pública pode ser utilizada por todas as pessoas de maneira gratuita, sem a necessidade de pagar por direitos autorais. Isso serve para músicas, livros e etc. 

Uma obra de domínio público nao perde a autoria, apenas nao se paga mais por seu uso. Normalmente, o domínio público se dá 70 anos após a morte do autor. A partir desse momento, os ascendentes do autor perdem o direito de ser remunerados por essas reproduções. 

Por fim, o quinto conceito é o fascismo, um termo político para designar um regime político como o de Benito Mussolini que passou a governar a Itália a partir de 1922. É um modelo de governo autocrático, centralizado na figura de um ditador. Suas características marcantes se fundam numa visão ultranacionalista.

Esse termo voltou a ser muito comentado nos últimos anos por ocorrência da volta do nacionalismo no cenário político internacional. Muitos pesquisadores tem se debruçado sobre o tema para entende-lo, aplica-lo a determinados países e situações que envolvem política, economia e sociedade na atual conjuntura. 

Dito isto, essa professora espera ter esclarecido um pouco seus alunos de Ensino Médio que se veem afastados fisicamente, mas unidos pelo conhecimento. 


quarta-feira, 2 de agosto de 2017

O Mapa muda:


No mapa de Waldseemuller, de 1507 é feito um desenho do mundo bem diferente daquele que atualmente conhecemos. No Brasil vem escrito América e o país é representado no que hoje é uma das Ilhas Antilhas.

Mapas são instrumentos muito valiosos de orientação. Eles servem como uma importante ferramenta para conhecer o mundo e ajudar o homem quanto aos caminhos e rotas a serem percorridas. Desde a Idade Média, o homem vem elaborando mapas e utilizando a cartografia para não só localizar como para entender o tamanho do mundo e assim utilizá-lo em seus empreendimentos. 
Os mapas foram fundamentais para as Grandes Navegações e também para que em tempos recentes se trouxesse a tona a ideia de globalização, que entende o homem como um ser pertencente ao planeta e não apenas a região que habita, podendo transitar pelo mundo e consumir produtos que sejam fabricados em lugares diversos.
É certo, que assim como acontece na História, os mapas mudam e ampliam seus desenhos a medida que o mundo é conhecido e novos territórios são portanto adicionados, ampliando e revisando assim o conhecimento cartográfico. Para analisá-los é preciso portanto, verificar sua historicidade para ter ideia de seu valor e se os próprios traçados correspondem a totalidade ou em parte a realidade.
Assim, um mapa é um documento não apenas geográfico, mas histórico e ajuda a compreender uma sociedade e não apenas mostra o território de maneira exata. Os mapas também podem ser imprecisos e até mesmo subjetivos.
Além disso, com o passar do tempo, por inúmeros fatores, os territórios sofrem modificações de diversas ordens, sejam elas físicas, econômicas, sociais e assim por diante.  A medida que o tempo passa, a geografia dos lugares mudam e com ela, os mapas também, por consequência.
No Atlas Miller de 1519, o Brasil representado aí, pouco tem a ver com o país atual que habitamos, seja pelo desenho, seja pela mata ou pela população representada que não mais é de predominância indígena:


O Atlas Miller, do século XVI mostra como os mapas mudam de acordo com a época de sua elaboração e outros aspectos que mudam ao longo do tempo.

Assim, seria pouco surpreendente se daqui a alguns séculos, os mapas atuais fossem contraditados e refeitos seja pelo avanço tecnológico ou pela descoberta de novos territórios ou ainda por mudanças geopolíticas que garantissem novos desenhos seja no traçado externo ou na delimitação interna de países e regiões do mundo que na atualidade compõem o mundo que conhecemos e o mundo em que vivemos. A única certeza que podemos ter com relação ao mapa e a cartografia, portanto, é que o mapa muda, porque o mundo muda.

sexta-feira, 26 de agosto de 2016

Vocábulos do tempo presente: significados de palavras ditas na conjuntura atual


Congresso Nacional: onde se reúne o Senado brasileiro.

Nos últimos meses temos visto na internet e em algumas falas de políticos brasileiros certas expressões que ao público em geral se apresentam como palavras curiosas. Pensando em esclarecer o grande público,  o blog Luana Ensina foi buscar no Dicionário Aurélio - o mais tradicional da nossa língua portuguesa/brasileira - o significado dessas expressões. Sendo assim, o leitor poderá por si mesmo entender e tirar suas próprias conclusões.

Constituição: (...) 3. Lei fundamental e suprema dum Estado, que contém normas respeitantes à formação dos poderes públicos, forma de governo, distribuição de competências, direitos e deveres dos cidadãos e etc; carta constitucional, carta magna.

Golpe: (...) 6. Acontecimento súbito e inesperado. 

(...) 10. Manobra desonesta,  com o fim de enganar,  prejudicar,  roubar outrem.

Golpe de Estado: Subversão da ordem constitucional e tomada de poder por individuo ou grupo de certo modo ligados à maquina do Estado.

Impeachment: No regime presidencialista, ato pelo qual se destitui, mediante deliberação do legislativo, o ocupante de cargo governamental que pratica crime de responsabilidade; impedimento. 

Senado: (...) 4. Câmara alta, nos países onde existem duas assembleias legislativas.

sexta-feira, 29 de julho de 2016

Qual o motivo de tantos ataques a França atualmente?

Diante dos últimos acontecimentos que colocam a França como principal alvo de atentados terroristas e outros fatos igualmente lamentáveis; o Blog Luana Ensina foi ouvir a opinião de um especialista a esse respeito. Vejamos uma breve análise feita com exclusividade para os nossos leitores:


Para entender a origem do que acontece na França atual, é preciso olhar para os tempos medievais.

"O sacerdote degolado esta semana (supostamente pelos adeptos do Daesh – chamado pela imprensa de um modo geral de Estado Islâmico) revela-nos uma das concepções do Daesh, a cerca da França. Para eles, a França estaria entre os seus principais inimigos, sendo mesmo considerado o inimigo numero um, porque eles acham que os franceses precisam ser condenados porque a Igreja desde a Idade Média, durante as Cruzadas enviou a maioria das tropas que partiam para converter os povos com seus soldados cruzados e camponeses, objetivando retomar Jerusalém e outros lugares tão importantes; para a Cristandade. Esses locais eram (e são) importantes para judeus, cristãos e muçulmanos.
A França, além de ser o país mais cristão da Europa; ela sempre está envolvida nos conflitos mundiais ao lado de países cristãos; como os Estados Unidos. Por exemplo, a França ajudou a atacar a Líbia; o Iraque; enviou tropas ao Afeganistão e mais recentemente; a Síria – com bombardeios partindo de aviões franceses. Mas; apesar de estar ao lado de nações cristãs; a França não se posiciona claramente; não se assume cristã. Preferem a fala da liberdade religiosa. Não assumem uma identidade cristã de fato.
O Daesh, por sua vez; diz que isso é errado. Que os franceses deveriam assumir uma posição religiosa de fato. Nesse contexto, a degola do sacerdote católico, ocorrida esta semana, é um símbolo do enforcamento da França e o enforcamento da Igreja cristã." 

Fabiano Batista - Professor de Ciências Humanas na Rede Particular de Ensino de S. Paulo, especialista em Ciências Sociais pela FESSP e em Globalização e Cultura pela Universitat de Barcelona. Atua no mundo do samba como Fabiano Melodia, tendo diversas passagens por Escolas de Samba de São Paulo e Rio de Janeiro. 

terça-feira, 17 de maio de 2016

Aquedutos romanos: praticidade e objetividade na Antiguidade


Os aquedutos romanos são marcantes na arquitetura daquela civilização.

Ao pensarmos na Roma Antiga, quase sempre nos direcionamos a um passado remoto e cheio de coisas antigas. Ao estudar essa antiga civilização, é possível perceber que ao contrário, os romanos eram muito avançados em diversas áreas, sobretudo, na arquitetura, tendo criado conceitos que chegaram até mesmo as construções dos nossos dias.
Na ilustração acima está a representação de um aqueduto, que como o nome já diz: é uma obra cuja função é conduzir água. Embora os aquedutos não tenham sido propriamente uma invenção romana, foi nessa civilização que o sistema de abastecimento de água mais se desenvolveu na Antiguidade.
O sistema de aquedutos romanos chegou a contar com um que possuía 90 km de extensão (maior que o metrô de muitas cidades brasileiras, por exemplo) e refletia simbolicamente, a filosofia romana, sempre pautada na objetividade e na praticidade.
Além dos aquedutos - que suspendiam a canalização da água - havia um encanamento subterrâneo. Esse conhecimento foi aprendido com os etruscos e foi logo adotado por conta do preço da obra, que na prática era mais barato que o outro método.
Nessas construções, a função dos arcos não era a de embelezar e sim, de garantir que além de levar a água, os aquedutos suportassem o peso da mesma. Internamente haviam canais revestidos de cimento cuja função era levar o liquido até os arredores das cidades, onde era despejado em reservatórios. De lá, era levada em canos de bronze para as termas (banhos públicos) e para a casa dos mais ricos. 

Créditos:

Aline Vitória, Fernanda Flores, Hiago Neves, Jackeline Lima,Pedro Oliveira, Vitória Barbosa, Thiago Oliveira (Charles - 2015)

segunda-feira, 21 de março de 2016

Os amores de Maria - consequências psicológicas da Segunda Guerra:


Drama humano no regresso de um soldado da Segunda Guerra Mundial.

A obra cinematográfica a respeito da Segunda Guerra Mundial, como se sabe, é bastante extensa. Neste blog, inclusive, há uma grande variedade delas, em postagens anteriores, que podem ser conferidas, na busca dos marcadores de cinema e história, por exemplo. No filme Os amores de Maria, de Andrei Kontchalovski, estrelado por Nastasja Kinski.
No filme de 1984, novamente a Segunda Guerra é retratada, mas não como confronto e sim, como uma volta pra casa de um soldado, Ivan, que ao chegar a sua cidade e à vida de antes, trás consigo todos os fantasmas da guerra, através das experiências que viveu, que na sua citação pura e simples torna-se aterrorizante para os ouvintes.
O olhar se volta para as consequências psicologicas do conflito. Os desgastes emocionais e os danos irreversíveis na vida de quem esteve em batalha. Tudo isso se faz presente em fantasmas e bloqueios que ficam sempre presentes na vida de quem esteve nas trincheiras.
Ao voltar pra casa, Ivan, pensa ser bastante simples retomar sua vida. Mas, ao procurar seu amor de adolescência, descobre que Maria já está em "outra". A vida seguiu para todos, o tempo não parou. Nesta retomada, o casal se une em matrimonio, mas não consegue consumar o casamento.
A dor e o sofrimento do casal, a exposição emocional das personagens mostra a fragilidade humana diante da guerra. Nessa experiência humana
, não há afastamento capaz de retirar as dores e as angustias vivenciadas. Em outras palavras, os dramas acompanham a vida humana aonde quer que vá, onde quer que esteja. 
Vale a reflexão, as belas fotografias e os detalhes dessa obra que registra uma época (o final da década de 1940) com riqueza de detalhes e mostra que os sentimentos humanos são atemporais. Os amores são de Maria, mas as angustias são as mesmas de Josés, Clarices, e todas as pessoas do mundo.

sábado, 12 de dezembro de 2015

Abrahan Lincoln - presidente dos Estados Unidos na Guerra Civil:


1. O presidente Abraham Lincoln e a bandeira de seu país.

Um dos três presidentes americanos que até os dias atuais é mais lembrado, Abrahan Lincoln, ficou imortalizado pela difícil missão que teve: unir o país durante a Guerra Civil americana. É também mencionado na História como o primeiro presidente americano assassinado e por sua luta contra a escravidão, tendo abolido essa prática dos Estados Unidos em 1864. 


2. Com a cartola que lhe era característica.

Considerado um homem muito inteligente, Lincoln adquiriu conhecimento de maneira autodidata, tornando-se advogado. Teve uma carreira política bastante consistente até chegar ao cargo máximo da política estado-unidense. É considerado um ícone dos valores republicanos e democráticos. Após o final da Guerra Civil, conseguiu de maneira muito habil unir o país e reconstruir o país. Seu assassinato gerou grande comoção, mas seus ideais jamais foram esquecidos pelo povo que se refere a ele com muito carinho mais de 150 anos depois de sua morte.

Créditos:
1. Giovanna Safannauer - 8ºB
2. Kamili - 8º B

Napoleão Bonaparte - de indisciplinado a imperador:

1. Napoleão representado como imperador que gostava de ter poder político e militar,

Napoleão Bonaparte é a grande figura política que ascendeu no momento imediatamente após as mudanças da Revolução Francesa. De 1804 a 1814, e durante alguns meses, foi o imperador Napoleão I, grande responsável pelo poder hegemônico que a França teve durante algum tempo na Europa. 

2. Com a espada, o imperador francês soube impor sua nação em início do século XIX na Europa.

Do exercício militar à ascensão política, tudo ocorreu de maneira meteórica. Napoleão Bonaparte era descendente de uma família da nobreza italiana, que se estabeleceu na França no século XVI. Por causa de sua indisciplina, foi imediatamente enviado a escola, tendo na pessoa de sua mãe a severidade necessária para se aprumar. Em 1874, entrou na Escola Militar de Paris (apenas 5 anos antes da Revolução Francesa) e no ano seguinte se tornou segundo tenente. Apoiou os jacobinos e foi promovido a tenente-coronel. 
Chegou ao poder no golpe do 18 Brumário em 1799 - o que equivale a 09 de novembro no nosso calendário. É uma figura histórica bastante controversa e que tem importância para o entendimento de muitos países, o Brasil, inclusive. Temendo a invasão das tropas napoleônicas em Portugal, Dom João VI veio para as terras tupiniquins com toda a sua corte e estabeleceu acordos com a Inglaterra que mudariam para a sempre a vida dessas nações.

Créditos:
1. Giovana Aparecida - 8ºB
2. Ieda Rodrigues - 8ºB

Cavaleiro Medieval - sua representação:


Cavaleiro medieval em ação.

Um dos personagens mais emblemáticos da Idade Média, é o cavaleiro. Recebendo das mãos do rei a incumbência de proteger as terras ou da Igreja a missão de expandir a fé na cristandade, os cavaleiros colocavam a própria vida a serviço de seus senhores, sendo por isso mesmo, vassalos da mais honrosa estirpe.
Na ilustração, o cavaleiro levava a fé cristã representada em seu escudo e no estandarte. Através desses bravos homens a Europa Medieval pode estender seu poder até lugares remotos e se estabelecer no mundo oriental inclusive. 
Os cavaleiros permanecem no nosso imaginário com toda a pompa e circunstancia, mas é provável que sua realidade de batalhas constantes (para impor as conquistas), não tenha sido de boas roupas, nem tampouco de austeridade, como nos acostumamos a vê-los nas representações. É certo que sua presença, mesmo que menos imponente, foi fundamental para a construção do mundo pré-renascentista que pouco a pouco fez surgir a nossa realidade.

Crédito:
Lucas - 7ºD

domingo, 22 de novembro de 2015

Joana D'Arc - a heroína que atravessou os séculos:


Joana D'Arc foi uma brava mulher que ousou lutar pela França em plena Guerra dos Cem Anos.

Joana D'Arc foi uma jovem mulher francesa, que viveu num período muito conturbado da história do país: a Guerra dos Cem Anos. Pelo Tratado de Troyes, pelo qual após a morte do rei da França, o território seria anexado à Inglaterra. Ocorre que faleceram na mesma época ambos os monarcas e a França seria governada pelo novo rei, Henrique VI, que à época tinha menos de um ano de idade.
Diante da crise política, a jovem que sempre teve visões espirituais ao longo da vida, sentiu-se enviada por Deus para lutar contra o destino político da França. Se auto intitulando a Donzela de Lorraine, a jovem Joana D'Arc parte para a luta pela soberania de seu país, objetivando coroar o Rei Carlos.
Uma produção francesa de 1999, retratou toda a luta de Joana para coroar o rei e salvar a França das mãos dos ingleses. Na obra cinematográfica, a vida da heroína da França é revisitada desde o nascimento, passando pela infância e chegando aos momentos decisivos de sua vida. A trama mostra uma menina-mulher em sua vida familiar e a relação tribulada com o pai. O preconceito contra uma mulher lutadora também é bastante evidenciado, assim como a esperança da França em uma libertação da Inglaterra.
O ponto alto do filme são as batalhas empreendidas pela jovem para promover a coroação do Rei Carlos e os momentos cruciais que a levaram ao Tribunal da Santa Inquisição e sua posterior condenação à pena de morte. Na França, a figura de Joana D'Arc é bastante emblemática e embora tenha sido esquecida em alguns momentos, ao longo da História sempre foi relembrada em momentos cruciais como a Revolução Francesa e ao longo do século XIX, quando se fez necessário reavivar o sentimento nacionalista.
O papa Bento XV em 1920 reconheceu o seu martírio pelo bem da França e a canonizou, desde então ela é a padroeira daquele país, simbolo de bravura e reconhecidamente uma mulher a frente do seu tempo. Uma heroína que continua a inspirar as pessoas ao longo do tempo.

sexta-feira, 6 de novembro de 2015

Amor e Inocência: a história cinematográfica de Jane Austen


Jane e Thomas: um amor impossível para a sociedade de seu tempo.

Uma das autoras inglesas mais consagradas de todos os tempos, Jane Austen,  que entre outras obras escreveu Orgulho e Preconceito, também recebeu uma bonita homenagem cinematográfica. Inspirado em sua biografia, o filme Amor e Inocência, de 2007 mostra a autora como protagonista de sua vida real. 
A obra mostra o amor da escritora por Thomas Lefroy. Segundo alguns de seus biógrafos, Jane Austen teve na juventude uma história de amor que não teve êxito, mas teria sido a inspiração para que ela escrevesse sua obra mais famosa, justamente Orgulho e Preconceito (escrito em 1797 e publicado em 1813).
O filme é uma trama deliciosa e envolvente e se assemelha muito ao que se vê nas filmagens de suas obras fictícias, o que leva a crer que a autora reproduzia o cotidiano da sua vida na escrita de seus livros. Nas obras, se vê uma Inglaterra da transição dos séculos XVIII e XIX, em que imperava a aristocracia e onde o cenário das histórias é sempre o campo. 
Outra característica importante é o conflito entre a razão e o coração. A razão bem sabe que nesse período não pode haver um romance entre ricos e pobres. Já o coração, pouco se importa com essas convenções sociais.
A atriz que interpretou Jane Austen, Anne Hathaway, foi selecionada para o papel por sua semelhança física com a autora e por ser uma profunda estudiosa da vida dessa grande escritora inglesa, tendo feito mestrado sobre o universo de suas obras. 
É uma história belíssima que encanta ainda mais os apaixonados pelo universo de uma mulher que soube estar a frente de seu tempo e nos deixar um legado riquíssimo que nos faz conhecer outros tempos e nos encantar por eles pelo simples fato de o percebermos tão humanos e com dramas que nos são contemporâneos.

segunda-feira, 2 de novembro de 2015

Frida Khalo


A artista mexicana Frida Khalo.

Frida Khalo é talvez a mexicana mais importante do século XX, portadora de poliomielite, desde a infância conviveu com inúmeras dificuldades - seja o relacionamento conturbado dos país, seja pelas limitações físicas - que não a impediram em nada de estudar e prosseguir na sua vida com bravura, Aos 18 anos, Frida sofreu um acidente de bonde que quase a matou, ficando meses entre a vida e a morte, passando por várias cirurgias de reconstituição e usando diversos tipos de coletes ortopédicos. Mesmo assim, a artista sobreviveu e usou o período mais dramático de sua vida como inspiração para algumas de suas obras.
Em 1928, após sua recuperação, ao entrar no Partido Comunista, conhece Diego Rivera, um muralista, que tem grande influencia em sua obra. Um ano depois, os dois se casam. Nesse período, a arte de Frida Khalo se aproxima de suas raízes mexicanas e dos temas do folclore e da arte popular do México. A artista passa um longo tempo nos Estados Unidos e no seu retorno, recebe a visita em sua casa de Leon Trotski, com quem teve um caso. 
Seu relacionamento com Diego Rivera era extremamente conturbado, mas um grande amor os unia, Foram casados duas vezes. A arte dela - interpretada por muitos (erroneamente) como surrealista - aprendeu muito com a arte dele.
Um dos pontos mais marcantes de Frida Khalo são seus auto-retratos, que mostram em cores vibrantes, o universo da artista sobre si mesma. A artista que viveu os tempos da Revolução Mexicana, foi bastante ousada e a frente do seu tempo, deixando-nos como herança uma arte que mostra uma profusão de cores e símbolos do século XX.

Crédito: 
Adriely Baptista - 3ºB

O mundo moderno (séculos XV-XVII)


O mundo da Idade Moderna em História em Quadrinhos.

Descrito em HQ, o mundo moderno seria aquele em que o homem perdeu o medo do mar e pôs-se a navegar pelas águas do desconhecido. Também foi o período em que a Igreja teve um papel de destaque, seja por seu enfraquecimento no continente europeu - o que se deu através da consequente Reforma Protestante, empreendida por Martinho Lutero e João Calvino - ou por seu papel de destaque na colonização do Novo Mundo. 
O mundo, descobriu-se era redondo, cheio de água e bem maior do que se imaginava. Contudo, a sede do poder era a mesma de sempre e os reis, no período, levaram seu poder de maneira absoluta, governando de maneira centralizada e se articulando em torno de mais poder e riquezas. O capitalismo dava seu primeiro passo: o mercantilismo.
Enfim, a partir desse momento, percebeu-se que o Universo era muito maior do que se supunha!

Créditos:
Helen, Juliana, Larissa, Luanda, Thieli e Victor - 3ºA

Vasos ou ânforas: se esses elementos gregos representassem a nossa realidade?

Na Antiguidade Clássica, mais precisamente na Grécia Antiga, os vasos tinham uma função de destaque: serviam pra armazenar água, vinho, salmoura, azeite, etc., que assim podiam ser transportados ou simplesmente melhor acomodados para o uso cotidiano. A palavra ânfora, de origem latina, tem como significado "carregar" e representa, justamente os vasos gregos.
Na Grécia, alem de armazenar e transportar os líquidos, os vasos (ou as ânforas) eram ilustrados com temas do cotidiano, Assim, para a historiografia, fica fácil precisar quando foram feitos, pois basta analisar as ilustrações para ter noção do período ao qual pertenceram.
Como desafio, alunos do 1º ano do Ensino Médio foram incentivados a produzir vasos inspirados na Antiguidade Clássica, cujo conteúdo das ilustrações fosse contemporâneo. Como seria uma ânfora de 2015?



1. Essa ânfora estaria ornamentada com a literatura juvenil do nosso tempo, a família, os amigos e os smarthphones. O conteúdo seriam flores, já que nos tempos modernos há diversos recipientes para guardar os líquidos.


2. Aqui, o cotidiano é retratado com a agitação da vida moderna: o descanso (raro), o ônibus para o transporte, as horas passadas em frente a TV, os estudos, a refeição e o trânsito.



3. O tempo é uma das maiores preocupações contemporâneas, assim como os diversos afazeres na cidade, a música, o trânsito e o desejo de estar em meio a natureza.


4. Esse vaso possui elementos do nosso tempo: as comunicações, os transportes, a música, a natureza.


5. Os inúmeros meios de transporte, a tecnologia moderna, os calçados, a cosmética, a música, os aplicativos, a necessidade de dormir em meio a correria. Tudo isso está presente nessa ânfora.


6. Aqui uma menção a crise hídrica de São Paulo, quando se abre as torneiras e não se encontra água.


7. Aqui um resumo do mundo em que vivemos: sabemos que a Terra é redonda, o dinheiro é o que garante o poder, temos a capacidade de produzir muito conhecimento e ainda há a sede por liberdade.


8. Dos esportes ao tablet, dos transportes à pescaria, sem nos esquecer de que o dinheiro é quem paga por tudo isso.

Créditos:

1. Pamela - 1ºI 
2.Beatriz, Gabriel, Jorge, Mike e Paulo - 1ºI 
3.Fernando, Jackeline e Pedro - 1ºJ
4.Aline, Hiago, Thiago e Vitória - 1ºJ
5. Ellen, Kauane, Mikkaelly e Rafaela - 1º J
6. Larissa e Kamila - 1ºJ
7.Jorge, Matheus Silva, Matheus Pereira, Otávio e Ruan - 1º J
8. Gabriela, Hanna, Ingrid, Jeremias, Klayve, Vitória - 1ºJ 

O pianista - uma celebridade em apuros durante a Segunda Guerra:

Neste filme de 2002, do diretor Roman Polanski, nos é apresentada a biografia de Wladislaw Szpilman (1911-2000), um famoso pianista polonês, judeu, que trabalhava na rádio Varsóvia e que por ocasião do grande conflito militar, viu seu mundo desmoronar (literalmente). A trama mostra a dolorosa trajetória do artista famoso, que se viu de repente envolto ao horror da guerra, tendo a sua família destruída e sendo obrigado a viver sem dignidade após a tomada do território polonês pelos nazistas.
Mais que isso, a obra nos leva a refletir sobre a solidariedade, a amizade e a capacidade do ser humano de se superar em meio as adversidades que se apresentam no caminho. Wladislaw aceitou o que a vida lhe impôs e buscou a todo o custo viver com dignidade.
No entanto, aproveitando-se da situação, alguns amigos que lhe estenderam a mão nesse momento difícil, deram a um aproveitador a missão de cuidar do rapaz. O resultado disso, é que o mesmo usou os recursos doados para salvar a vida do pianista Szpilman, deixando-o a beira da morte por inanição. 
O pianista ainda teve que passar por muitos episódios de busca pela sobrevivência. Ao fugir do prédio atingido por um tanque, o pianista se viu em meio aos escombros de uma cidade destruída pela guerra. Eis que o inesperado acontece: um capitão nazista, Hosenfield (189-1952), o encontra e o liberta graças a sua música, sendo esse, certamente, o ponto mais comovente da história.
O capitão passa a alimentá-lo e uma inesperada amizade surge em meio ao horror da guerra. Posteriormente, o algoz teria o mesmo destino, mas não a mesma sorte. Szpilman sobrevive e trás consigo a gratidão pelo homem que salvou a sua vida. 
Inspirado numa história real, O Pianista nos leva a refletir sobre a guerra que é capaz de destruir tudo, menos o mais sublime que existe dentro de nós: a compaixão pelo outro que é o que de fato nos faz humanos.


 Wladislaw Spilman chora a destruição de Varsóvia.


Szpilman e Hosenfield: em meio a guerra, a música os aproxima, revelando o lado humano do capitão nazista,

domingo, 6 de setembro de 2015

Relembrando: o que é charge mesmo?


Nessa charge, Jaguar trata da hipocrisia social de quem defende certas reivindicações em prol dos outros mas faz justamente o contrário em seu cotidiano.

Charge é uma linguagem usada há séculos para criticar ou satirizar a realidade atual através de um recurso cheio de criatividade: a ilustração. Os chargistas são artistas que usam da sua sensibilidade para captar as mazelas vividas pela sociedade e assim expõem uma visão crítica de determinados episódios.
Sua crítica tem cunho político-social e trazem à tona essas questões sempre de maneira à enfatizar, fazer um certo humor e elevar o pensamento de quem a compreende, que assim pode refletir sobre o tema. Palavra de origem francesa, charge significa carga, em referência ao exagero que provoca ao destacar no desenho um fato ou uma personagem.
As charges foram muito usadas em tempos de Revolução Francesa,  por exemplo,  momento em que criticaram de maneira ferrenha os privilégios do primeiro e segundo estado em detrimento do povo (o terceiro estado).


Nessa charge, o terceiro estado é representado carregando o primeiro e o segundo estado nas costas. Em outras palavras, o povo pagava caro o beneficio de alguns poucos privilegiados.

No Brasil, ainda no século XIX, as charges eram usadas para criticar a monarquia. Os jornais sempre teciam manifestos contrários ao governo da época, utilizando-as para ilustrar seu descontentamento com o governo e acender ainda mais as discussões em torno das questões partidárias, sua relação com a Igreja e assim por diante.


A charge mostra D. Pedro II tentando domar o jogo político: seus aliados: a tartaruga representando o partido liberal e o caranguejo, representando o partido republicano.

As charges persistem até os dias atuais e são indutoras do pensamento livre a cerca das inúmeras questões cotidianas do nosso tempo. É uma arte dominada por poucos, mas imprescindível na nossa sociedade por fazê-la pensar. Polemizar é uma arte dificílima por abraçar a linha tênue entre o equilíbrio e a loucura. Mas qual de nós pode equilibrar-se em tal corda bamba? Difícil manter-se nesse trapézio, não?

segunda-feira, 31 de agosto de 2015

Ensino Médio na ETEC - saiba como funciona:


Lucas Menezes partilha com o leitor sua experiência como estudante de ETEC. Na foto, ele ainda aluno da E.E. Charles de Gaulle, se preparava para o vestibulinho em 2012.

Estudar é parte fundamental da vida de um adolescente. O Ensino Médio é uma fase importantíssima para a formação, pois é a finalização do Ensino Básico e a preparação para o Ensino Superior. Essa etapa importante do ensino pode se dar em escolas estaduais, que segundo a lei são responsáveis por sua aplicação aos jovens concluintes do Ensino Fundamental ou por Escolas Técnicas (estaduais ou federais). Para saber como é a experiência de estudar numa ETEC - Escola Técnica Estadual de São Paulo - do Centro Paula Souza, entrevistei meu ex-aluno de oitava série (atual nono ano) na E.E. Charles de Gaulle, Lucas Menezes. Ele conta para o blog Luana Ensina da decisão e dessa experiência de vida, afinal, é uma fase muito importante de sua vida que está sendo bem aproveitada.

Luana Ensina - Você cursou até a oitava série numa Escola Estadual de ensino regular. Por que você decidiu cursar o Ensino Médio numa ETEC? Explique o processo de ingresso.

Lucas Menezes - Estudar em uma Escola Estadual foi muito importante pra mim, onde pude adquirir experiências e convivi com colegas muito diferentes uns dos outros. Primeiro, é legal ressaltar que tenho muita satisfação em ter estudado e ter aprendido o que eu aprendi e tenho levado na minha vida até hoje... A decisão de me inscrever no vestibulinho da ETEC, foi quando vi que tinha capacidade de mudar de escola, me capacitar em algo melhor e assim crescer no meio estudantil. Através de avisos distribuídos na escola em que eu estudava (Charles) e depois de conversar com amigos próximos, me inscrevi para o Processo Seletivo da ETEC Zona Leste no final de 2012 para fazer o Ensino Médio regular do ano de 2013.

Luana Ensina - E o vestibulinho? Como é a prova e o que é preciso estudar?

Lucas Menezes - O vestibulinho foi uma hora cheia de ansiedade. Normalmente, quem entrou na ETEC fez seu primeiro processo seletivo por lá. Então, é bem tenso e cheio de dúvidas. Ocorreu tudo bem, foi tudo muito organizado. Fiz a prova numa escola próxima à ETEC em que eu queria estudar. A prova tinha 50 perguntas, e, sendo bem sincero, não estudei muito pra prova não. Olhei a prova do ano anterior, que fica disponível no site e a utilizei como base. As próximas etapas eram de verificar a classificação, os procedimentos da matrícula, mas sempre tudo muito bem organizado. É preciso ressaltar que quem se dedicou bem nos anos anteriores se deu bem na prova e foi sossegado.

Luana Ensina - E a experiência mesmo no Ensino Médio da ETEC? As aulas são diferentes daquelas dadas numa escola estadual convencional? Como é o cotidiano numa ETEC?


Lucas Menezes - Meu Ensino Médio foi o melhor. A ETEC nos proporciona amigos que ficam pra vida toda. São pessoas com as quais a gente se entende ao conversar, e que, principalmente, gostam de estudar e fazer as coisas certas.Existe sim, muitas diferenças mas sim entre os alunos frequentes, que vão a escola e são selecionados para receber sua formação numa escola diferenciada. Com alunos selecionados para um ensino melhor e que querem realmente um bom futuro, fica mais fácil pra escola ser organizada e manter normas, que são facilmente seguidas. Com bons alunos disciplinados, a escola dá mais liberdade pra eles, há uma troca recíproca de coisas boas no dia a dia. Os professores são mais valorizados pelos alunos e assim conseguem dar uma aula melhor. Logo, os alunos aprendem mais e conseguem se preparar para um futuro vestibular.

Luana Ensina - Para quem faz Ensino Médio numa ETEC o acesso é facilitado para o ingresso num curso técnico?

Lucas Menezes - Quando se está dentro da ETEC e você entende como funciona tudo lá dentro, você quer usufruir ao máximo daquela estrutura. Por estudar lá dentro, você tem a exata noção do que é o ensino técnico e tem contato direto com professores e alunos de diferentes cursos, módulos, etc. Tendo a experiência de uma prova na ETEC, fazer outra se torna mais fácil. Esse foi o meu caso. No final do meu primeiro ano de Ensino Médio, em 2013, prestei vestibulinho para o curso de Administração na mesma ETEC e passei numa posição muito melhor do que a de 2012.


Com os amigos da ETEC, Lucas Menezes aproveitou a infra-estrutura do colégio para aprender e para cultivar novos amigos.

Para saber mais:
  • Ao contrário das escolas estaduais comuns, as ETECs não pertencem à Secretaria Estadual de Educação. São ligadas à Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Inovação. 
  • São de responsabilidade do Centro Paula Souza que é uma autarquia. Autarquia é uma empresa estatal cujo conceito é a auto-suficiência ou autonomia de gestão.
  • Para ingressar no Ensino Médio ou Ensino Técnico das ETECs é necessário pagar uma taxa e prestar vestibulinho, ou seja, fazer uma prova que mede o conhecimento do candidato para garantir a vaga aos melhores classificados.

quinta-feira, 27 de agosto de 2015

Hieróglifos - a escrita do Egito Antigo:


1. A escrita hieróglifa: uma das mais antigas do mundo.

No Antigo Egito, desenvolveu-se uma escrita muito particular, baseada em desenhos, tinha a função de registrar as riquezas dessa civilização ou o próprio cotidiano dessa sociedade tão importante da Antiguidade. A palavra hieróglifo vem do grego e significa "escrita sagrada" porque esse conhecimento só pertencia a alguns poucos privilegiados que quase sempre eram ligados à religião, como os sacerdotes, por exemplo.
Sua composição era repleta de símbolos desenhados com bastante cuidado,  embora entendidas por uma pequena parcela de privilegiados que compunha a sociedade egípcia. Para garantir o entendimento de quem a desvendasse, era necessário que os símbolos fosse desenhados de maneira muito meticulosa, evitando-se assim que a escrita não pudesse ser entendida pelo seu respectivo leitor.
O uso do hieróglifo era comum nos templos e túmulos e possuíam uma leitura e escrita muito diferente da nossa, não apenas por seus símbolos diferenciados, mas até mesmo na disposição dos mesmos e no seu entendimento. Muito distante do nosso padrão de escrita linear e entendido da esquerda para a direita, por exemplo.
Os hieróglifos são o simbolo da cultura egípcia mais presente na nossa memória coletiva, ficando atrás apenas dos papiros e das pirâmides. Era com essa escrita que os escribas registravam as informações mais importantes daquela sociedade. Graças ao trabalho árduo de diversos profissionais como arqueólogos, paleontólogos, historiadores, entre outros, podemos ter acesso a esse conhecimento nos dias atuais.


2. Comparada a nossa escrita atual, os hieróglifos são bastante diferentes e sua simbologia chega até mesmo a ser bastante curiosa.


Alunos do terceiro ano do Ensino Médio foram convidados a exercitar essa escrita, embasados evidentemente na nossa escrita atual. Se pudéssemos escrever através desse sistema, como seria? Alguns nomes desses mesmos alunos foram traduzidos para essa escrita. Vejamos a escrita hieróglifa, de um modo que nos é compreensível:



Beatriz


Gabriel


Hellen


Larissa


Letícia


Luanda


Marcela


Marina


Matheus




Sabrina Romano


Stephanie


Tamires


Victor

Créditos:

1. João Paulo dos Santos Brito - 3ºA
2. Jennifer Alves - 3ºA
Beatriz Jacobsen - 3ºA
Gabriel Nascimento - 3ºC
Hellen Cristina - 3ºA
Larissa Pereira Melo - 3ºA
Letícia Mendes Góis- 3ºC
Luanda C. Araújo Nascimento - 3ºA
Marcela Fernandes - 3ºA
Marina Laurindo Dias- 3ºC
Matheus da Silva - 3ºA
Sabrina Romano- 3ºC
Thamires Santos Pereira - 3ºA
Victor Vagner - 3ºA

quinta-feira, 20 de agosto de 2015

A música Nassíria e Najaf e a Guerra do Iraque:


Nassíria - bairro de Bagdá em pleno conflito da Guerra do Iraque (2003-2011)


Najaf - uma ruína que mostra o que restou depois do bombardeio. 

Um dos conflitos mais recentes da História é a Guerra do Iraque que teve início em 20 de março de 2003 e que chegou ao fim em 15 de dezembro de 2011. Para alguns historiadores, ela é apontada como a segunda Gerra do Golfo, para outros, a terceira Guerra do Golfo - em referência à região do Golfo Pérsico. O conflito naquela região, não é propriamente uma novidade. Entre os anos 80 e 90 do século XX, já havia tido um grande conflito nessa mesma região. O país que hoje ocupa grande parte do território que na Antiguidade era conhecido como Mesopotâmia, sempre foi uma região conflituosa por motivos diversos: políticos, étnicos, religiosos ou econômicos.
Nesse evento mais recente, o conflito se iniciou sob a justificativa de que Saddam Hussein - então ditador do Iraque - dava guarita a membros da Al Qaeda, de Osama Bin Ladem - o que jamais se provou . Mesmo sem as suspeitas terem sido confirmadas, a guerra ocorreu e teve como consequência a condenação de Saddam Hussein a pena capital e o inicio de um projeto que visa inserir a democracia no país, que agora tenta se reconstruir.
Curiosamente, o cenário dos conflitos mais intensos foi Bagdá, capital da província de mesmo nome. Fundada em 762 d.C., a cidade que fica às margens do Rio Tigres, tem como significado de seu nome "Presente de Deus" e já foi chamada de "Cidade da Paz". Contudo, enfrenta ao longo de sua história grandes dificuldades para manter-se em paz e estabilidade.
A artista pernambucana Karina Buhr, fez uma música que reflete a morte de civis durante os bombardeios na madrugada de Bagdá, dentre eles, muitas crianças que as mãezinhas colocaram para dormir o sono da morte diante da guerra. Nassíria e Najaf fala de dois bairros de Bagdá que enfrentaram o drama de ser destruídos por ocasião dos combates.

Nassíria e Najaf
(Karina Buhr)

Dorme antes do míssil passar
Daqui a um segundo
eu posso não ter mais você
Você não mais que isso
Nossa casa explodir
Uma arma cravar meu corpo
Um corpo furar sua carne

Mesmo o que a gente não tem mais
pode morrer aqui
Não importam seus amigos anjos,
nem sua vontade de comer um bolo,
nem meu vestido novo,
nem meu vestido velho

Dorme logo antes que você morra!
Dorme logo antes que você morra!

Dorme antes do míssil passar
Daqui a um segundo
eu posso não ter mais você
Você não mais que isso
Nossa casa explodir
Uma arma cravar meu corpo
Um corpo furar sua carne

Mesmo o que a gente não tem mais
pode morrer aqui
Não importam seus amigos anjos,
nem sua vontade de comer um bolo,
nem meu vestido novo,
nem meu vestido velho

Dorme logo antes que você morra!
Dorme logo antes que você morra!

Está chovendo fogo
e as ruas estão queimando
Todo mundo assistindo
à gente desmilinguindo
Nosso sangue derretendo
junto com o mundo,
que vai se acabando?
Não deu certo!
Tanto trabalho, tanto tempo,
planeta ser feito, gente ser feita,
não deu certo!

Dorme logo antes que você morra!
Dorme logo antes que você morra!

Essa é pras criancinhas de Nassiria, Najaf, em Bagdá,
uma canção de ninar
Essa é pras criancinhas de Nassiria, Najaf, em Bagdá,
uma canção de ninar

Dorme logo antes que você morra!
Dorme logo antes que você morra!
Dorme logo antes que você morra!
Dorme logo antes que você morra!

As pirâmides do Egito - patrimônio cultural da humanidade:


 Destaque para o clima desértico e as pirâmides do Egito.


O Egito é um país dos mais antigos e peculiares da História. Citado na bíblia, o país foi cenário de alguns eventos importantes citados no livro sagrado. Foi lá que Moisés nasceu e de lá fugiu com o povo hebreu da escravidão, rumo a terra prometida. Sua localização ia além da atual, compreendendo diversos países que permanecem nas margens do Rio Nilo.
Seu clima desértico tornava o clima um tanto quanto desagradável, com altas temperaturas durante o dia e temperaturas baixíssimas durante a madrugada. Por conta do deserto, um dos animais mais utilizados na região para transportar cargas e pessoas é o camelo. 
A unificação entre as duas regiões, conhecidas como Alto e Baixo Egito se deu no governo de Narmer - o primeiro faraó do Egito. Os faraós,  detinham o poder político, espiritual e militar. Séculos antes do nascimento de Cristo, o país já contava com uma estrutura complexa de poder e sociedade, tendo inclusive um funcionalismo público para colaborar com os serviços prestados ao público.
Quem fazia os registros eram os escribas, responsáveis pelos cálculos e demais registros das riquezas dos faraós. A escrita do Egito era hieróglifa - repleta de símbolos. De tão próspero, houve presença egípcia até mesmo próxima ao Rio Eufrates (da Mesopotâmia).
Um dos símbolos mais conhecidos do Egito Antigo são as pirâmides, consideradas um patrimônio cultural da humanidade, tendo sua importância artística e cultural reconhecida até os dias de hoje. Construídas para serem o túmulo dos faraós Queóps, Quefren e Miquerinos, foram um dos primeiros grandes desafios arquitetônicos criados pelo homem. Nelas, os faraós ficavam mumificados, tendo seu corpo preservado após a morte.
Por volta de 31 a.C., a civilização egípcia que já se encontrava em declínio, foi conquistada pelo Império Romano e se tornou uma província, perdendo seu governo próprio.

Crédito:
Karen, Luciana e Marcos - 7º ano D