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domingo, 6 de setembro de 2015

Relembrando: o que é charge mesmo?


Nessa charge, Jaguar trata da hipocrisia social de quem defende certas reivindicações em prol dos outros mas faz justamente o contrário em seu cotidiano.

Charge é uma linguagem usada há séculos para criticar ou satirizar a realidade atual através de um recurso cheio de criatividade: a ilustração. Os chargistas são artistas que usam da sua sensibilidade para captar as mazelas vividas pela sociedade e assim expõem uma visão crítica de determinados episódios.
Sua crítica tem cunho político-social e trazem à tona essas questões sempre de maneira à enfatizar, fazer um certo humor e elevar o pensamento de quem a compreende, que assim pode refletir sobre o tema. Palavra de origem francesa, charge significa carga, em referência ao exagero que provoca ao destacar no desenho um fato ou uma personagem.
As charges foram muito usadas em tempos de Revolução Francesa,  por exemplo,  momento em que criticaram de maneira ferrenha os privilégios do primeiro e segundo estado em detrimento do povo (o terceiro estado).


Nessa charge, o terceiro estado é representado carregando o primeiro e o segundo estado nas costas. Em outras palavras, o povo pagava caro o beneficio de alguns poucos privilegiados.

No Brasil, ainda no século XIX, as charges eram usadas para criticar a monarquia. Os jornais sempre teciam manifestos contrários ao governo da época, utilizando-as para ilustrar seu descontentamento com o governo e acender ainda mais as discussões em torno das questões partidárias, sua relação com a Igreja e assim por diante.


A charge mostra D. Pedro II tentando domar o jogo político: seus aliados: a tartaruga representando o partido liberal e o caranguejo, representando o partido republicano.

As charges persistem até os dias atuais e são indutoras do pensamento livre a cerca das inúmeras questões cotidianas do nosso tempo. É uma arte dominada por poucos, mas imprescindível na nossa sociedade por fazê-la pensar. Polemizar é uma arte dificílima por abraçar a linha tênue entre o equilíbrio e a loucura. Mas qual de nós pode equilibrar-se em tal corda bamba? Difícil manter-se nesse trapézio, não?

segunda-feira, 23 de março de 2015

ESPECIAL GREVE: Charges

Desde o último dia 13 de março, os professores do Estado de S. Paulo estão de greve. É um movimento que cresce a cada dia, e que não tem a mesma visibilidade da greve de seus colegas paranaenses ou brasilienses (também ocorridas em 2015) posto que a mídia (sobretudo televisiva) não vem noticiando as multidões de professores que vem ocupando as ruas de São Paulo nas últimas sextas-feiras. 
Se por um lado a opinião pública vem se calando sobre o assunto (de suma importância para toda a sociedade), por outro, artistas talentosíssimos vem dando o seu apoio aos professores paulistas. Na postagem "O apoio de Clóvis", publicada no último sábado, fica evidente esse apoio, carinho e homenagem prestada por chargistas solidários aos mestres (com carinho). 
As charges são ilustrações que satirizam uma realidade política, normalmente usam da caricatura para se expressar e assim destacar uma situação que aos olhos do chargista merece destaque, gerando assim uma reflexão sobre o assunto. Charge é uma palavra de origem francesa e significa carga. No Brasil, as charges sempre estiveram presentes nas críticas ao governo, desde os tempos de Brasil Império, quando a imprensa da época publicava charges que criticavam o imperador D. Pedro II, por exemplo:
Vejamos algumas charges que aludem à greve dos professores:

Charge 01: Do site Brasil de fato, mostra a presença militar nas manifestações e assembleias das greves de professores.


Charge 02: Apesar de essa charge  de Latuff ter sido feita por causa da discussão em torno do Movimento Passe Livre, foi resgatada por ocasião da greve dos professores. Motivo: em 15/03, no ato contra o governo federal, as catracas do metrô foram liberadas. Em 20/03, durante a assembléia de professores não, o que gerou filas quilométricas. Dois pesos e duas medidas.


Charge 03: Nesta charge, que circula pelas redes sociais desde janeiro de 2015, o artista critica o governador Alckimin por suas medidas de contenção de despesas, que na prática levaram ao fechamento de salas e consequentemente, a superlotação das que restaram.



Charge 04: Infelizmente não foi possível identificar o autor da charge. Nela, o artista mostra o governador como manipulador de seus funcionários de alto escalão da Secretaria da Educação, na tentativa de conter o movimento grevista.

sexta-feira, 20 de março de 2015

ESPECIAL GREVE: O apoio de Clóvis!


Paulo Stocker, cartonista brasileiro, elaborou uma tirinha em apoio à greve dos professores estaduais de S. Paulo que vem sendo ignorada pela imprensa tradicional.


Em greve, os professores estaduais, são ignorados pela mídia,  mas sua luta é vista com muito carinho por pessoas sensíveis a causa dos educadores, que exigem valorização e respeito a sua carreira. Em todo o estado,  diversos setores da sociedade tem apoiado a greve.
Após o ato público de ontem,  em que mais de 60 mil professores tomaram as ruas de São Paulo, o artista plástico, cartunista e muralista Paulo Stocker, reconhecido internacionalmente por seu brilhante trabalho,  se sensibilizou à causa e nos homenageou com uma charge de sua personagem mais famosa: Clóvis.
Clóvis reconhece a importância dos professores para feitura de uma sociedade mais justa e próspera. Que todos possam ver e reconhecer que a nossa causa é de todos, afinal, a base de toda a conquista é o professor!