Mostrando postagens com marcador museu. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador museu. Mostrar todas as postagens

domingo, 12 de julho de 2015

Museu Imperial: para entender o cotidiano da família real brasileira


Antiga residência da família real brasileira em Petrópolis - RJ

Como seria se pudéssemos voltar ao cotidiano do século XIX? Mais ainda, como seria mergulhar no cotidiano politico brasileiro? Em Petrópolis, cidade imperial da região serrana do estado do Rio de Janeiro, isso é possível. Na cidade fluminense está o Museu Imperial, instalado na residencia real da cidade.
O museu foi instalado na casa de veraneio de D. Pedro II e família, que subia a serra para fugir do intenso calor do verão carioca. Nos três meses da estação, ele e sua corte se transferiam para a cidade feita em sua homenagem, de clima ameno e natureza exuberante.
Na antiga residência, há um grande pedaço da história brasileira, onde pode-se ver os quadros originais que ilustram muitos livros didáticos de história. Desde 1940, quando foi inaugurado o museu, o visitante pode ter uma ideia do cotidiano da família real brasileira, ao poder visitar os recintos que compunham sua morada.
De pantufas, o visitante tem acesso ao museu que é bem conservado do piso ao teto. Assim, pode conferir de perto o mobiliário, as vestes imperiais de D. Pedro II, as coroas dos dois monarcas brasileiros, a pena de ouro usada pela Princesa Isabel para assinar a Lei Áurea, relíquias, quadros e até mesmo fotografias dos Orleans e Bragança, e também pode ver instrumentos usados para castigar os escravos no século XIX e assim se confrontar com o momento mais desagradável da nossa história.
Uma viagem no tempo capaz de conduzir ao imaginário de tempos distantes onde o Brasil tinha um sistema de governo completamente distinto do atual e uma sociedade cujos valores em nada se parecem com os nossos, mas que são fundamentais para entender a nossa atualidade.

Para saber mais:
  • É possível visitar virtualmente o museu em: http://www.museuimperial.gov.br/
  • No Museu há obras que mostram o Rio de Janeiro no século XIX e a região serrana do estado do Rio de Janeiro.
  • Há quadros que mostram a Independência e que dão grande destaque a D. Pedro I, pai de D. Pedro II além é claro de mostrar as várias fases do monarca e momentos de intimidade da sua família.
  • Estudantes e professores pagam meia entrada.

sexta-feira, 29 de maio de 2015

A idealização do MASP por Lina Bobardi:

Na imagem é possível ver como Lina Bo Bardi concebeu o MASP: no vão livre estariam obras de arte cercadas pela natureza.

O MASP - Museu de Arte de São Paulo - é um dos melhores museus do mundo com obras fundamentais de artistas das mais diversas escolas de arte do mundo e de epocas importantes. Da Idade Antiga aos tempos atuais. Tem sua história iniciada em 1947, em outro endereço, na Rua Sete de Abril (República). Foi criado por Assis Chateubriand e Pietro Maria Bardi.
Possui um acervo de mais de 8.000 obras. De Van Gogh à Picasso. De Bellini à Renoir. De Maestro Del Bigallo à Raffael. São muitas as escolas de arte. Para todas elas, sua casa é moderna e fica no coração de São Paulo com vista privilegiada: ao fundo o Parque Trianon e suas árvores que refrescam e dão o tom de verde à selva de pedra e a frente a Avenida Nove de Julho, a ideia original era a de que pudesse ter vistas para a Serra da Cantareira, hoje na visão há prédios, contudo, ele aparece suntuoso na cidade.
O MASP não é outra coisa senão o palácio das artes na capital paulista e tem a beleza que a cidade merece, numa construção que não apenas povoa o imaginário do paulistano, mas que é surpreendente e fundamental como a cidade. Um dos cartões-postais e simbolo da metrópole.
A construção atual é uma idealização de Lina Bo Bardi que para o Vão Livre do MASP, pensou numa área aberta repleta de arte e cercada pela natureza. As pessoarias curtiriam o espaço livre em meio a obras de arte e a natureza. Antes mesmo de estar na moda o tema sustentabilidade, a artista elaborou um projeto que unia arte e natureza. O que provavelmente Lina não poderia imaginar é que ao invés de abrigar obras de arte, o local serviria no futuro como palco de reuniões, assembleias, feirinhas e encontros de todo o tipo, mas não deixa de ser o melhor e mais bonito ponto de encontro de Sâo Paulo.

Para saber mais:

  • O MASP funciona de terça a domingo das 10:00 às 18:00;
  • Estudantes, professores e aposentados pagam meia entrada.
  • Para chegar ao museu de metrô basta acessar a linha verde do Metrô e descer na Estação Triano-Masp;
  • Em frente ao museu tem um parque bastante arborizado, o Parque Trianon. 

quinta-feira, 4 de abril de 2013

Visita ao Museu Paulista (do Ipiranga):


Ontem, professor Gilmar e eu levamos os alunos do segundo ano do Ensino Médio ao Museu Paulista, mais conhecido como Museu do Ipiranga. A atividade conosco, levou os alunos a terem contato com esses importantes símbolos da nossa História.
Localizado no bairro do Ipiranga, o Museu Paulista, administrado pela USP, tem o registro de um período muito importante: a independência do Brasil, ou seja, o momento em que o país de fato se torna uma nação e passa a ter suas próprias leis e seu próprio governo.
É um momento muito questionado pelos historiadores pois o condutor político é o português D. Pedro de Alcântara, o D. Pedro I, em outras palavras, independente sim, mas com a mesma política de antes. O Museu Paulista, foi construído ainda no século XIX, inicialmente como monumento, para registrar a importância do local que inaugurou a nação.
Posteriormente, o monumento deu lugar a um museu de História Natural, que décadas depois daria seu espaço ao museu histórico nos moldes como o conhecemos até os dias de hoje. Em torno do sítio histórico, há um jardim projetado pelo grande paisagista da época, Burle Marx e a adequação do lugar se deu imitando a Champs Elisé, de Paris.
Abaixo do sítio histórico está o Parque da Independência que abriga a Casa do Grito (ou da lenda) e o monumento em honra à Independência. Abaixo dele, há uma cripta que abriga os restos mortais de D. Pedro I e suas esposas, D. Leopoldina e D. Maria Amélia, respectivamente. Vale ressaltar que ele casou duas vezes por ter ficado viúvo.
As obras expostas lá, foram em grande parte composições dos Bolsistas do Imperador, artistas pagos pelo governo imperial de D. Pedro II, para retratar a História do Brasil em vários momentos, desde a chegada dos portugueses.
O principal quadro exposto no museu é Independência ou Morte, de Pedro Américo, que retrata a cena do grito do Ipiranga, no qual D. Pedro I dá o grito de liberdade e assume a condução política do país em 07 de setembro de 1922.
Na atividade, todos os participantes puderam ver de perto os elementos que guardam essa memória e ao mesmo tempo a História do país, posto que no museu do Ipiranga há muito do século XIX e XX no acervo.

sexta-feira, 29 de março de 2013

Estação Pinacoteca (Museu da Resistência):

Entre 1964 e 1984, o Brasil viveu sob uma ditadura militar. Ou seja, um governo que impunha sobre a sociedade suas condições. Não havia democracias. Ninguém tinha voz ou vez. 
As pessoas não podiam se manifestar publicamente contrárias ao governo, correndo o risco de perder a própria vida. Nesse período, os contrários ao governo foram perseguidos, torturados e mortos. Muitos, desapareceram. Suas famílias jamais puderam enterrar seus corpos. 
Diante disso, muitos se viram obrigados a fugir do país. Políticos, artistas e intelectuais foram se exilar em várias partes do mundo. Não podiam sequer ter contato com seus familiares, porque o serviço nacional de informação interceptava suas mensagens.
Os livros de História que narram com precisão esse período dão uma pequena noção da crueldade a que muitos brasileiros foram submetidos pela coragem de desafiar um governo forte, militar. Em 1968, o ano que não terminou, Zuenir Ventura relata os fatos que geraram a implantação da ditadura no final da década de 60. Ele escreve de maneira bastante clara e concisa a cerca de fatos como a morte de um estudante no Rio de Janeiro, a briga entre universitários da USP e do Mackensie em São Paulo, o congresso da UNE no interior paulista, etc.
Em São Paulo, foi criado o Museu da Resistência que fica na Estação Pinacoteca (na Estação Júlio Prestes, na Luz). Desde 2006, é possível visitar o local que já abrigou o DOI-CODI, onde muitos foram presos e torturados. No Museu há uma intensa programação que visa refletir sobre a ditadura. Sempre há palestras e momentos de reflexão.
O visitante, pode sentir por si mesmo a energia pesada daquele ambiente. Ver as celas e ouvir em fones de ouvido os relatos de quem viveu esses momentos que constam das páginas mais lamentáveis da História recente do Brasil. 
É uma visita indicada pra todo aquele que quiser valorizar a liberdade que se tem. Infelizmente, muitos não sabem  utilizá-la e partem para a libertinagem.



sábado, 9 de março de 2013

Visita ao Museu - Museu do Anchieta:

Tudo na vida tem sua origem. Pessoas, coisas, lugares, produtos. Partindo desse principio  fica fácil perceber o surgimento de São Paulo. A maior cidade brasileira nasceu aos vinte e cinco de janeiro de 1554. Surgiu do projeto de evangelização dos jesuítas que queriam catequizar os selvagens das Américas, o Novo Mundo.
A cidade multicultural surgiu em torno da fundação de um colégio (na verdade uma cabana) de pau a pique, contendo 90 m². Entre os fundadores do colégio estava o Pe. José de Anchieta, hoje considerado beato pela Igreja Católica.
O Museu do Anchieta ou Museu do Pateo do Colégio foi fundado em comemoração ao IV Centenário da cidade de São Paulo, em 1954. Sus localização é privilegiada, estando construído sobre o sítio histórico que rememora a fundação da cidade, próximo à Praça da Sé e a Igreja de São Bento, na Rua Boa Vista.
As obras expostas referem-se a cidade de São Paulo, à arte sacra e à pintura dos séculos XVII, XVIII e  XX. É uma visita imperdível para quem quer conhecer de fato a história da capital paulista e ver como era a cidade colonial. Os ingressos são a preços populares.


domingo, 17 de fevereiro de 2013

Visita ao museu - Pinacoteca de São Paulo:

Primeiramente, é preciso explicar o que significa a palavra PINACOTECA. É uma coleção de pinturas. Não apenas pinturas, mas gravuras, esculturas, esboços, etc. A pinacoteca de São Paulo surgiu assim. Para guardar a coleção de obras de arte do nosso estado.
Seu acervo é riquíssimo e bem diversificado. Possui muitos quadros que remontam à própria História do Brasil e de São Paulo. A localização do prédio também é privilegiada, pois ela fica no Jardim da Luz, em frente a Estação da Luz ao lado da Avenida Tiradentes. 
A pinacoteca está aberta de terça a domingo das 10 às 17h30. Os ingressos custam R$6,00 (estudante paga meia) e a entrada é franca aos sábados. 
Está integrado à Pinacoteca, o Museu da Resistência que fica na Estação Júlio Prestes, distante uns 200 metros. Quase em frente, fica o Museu da Língua Portuguesa.
Destaco agora  uma imagem que fiz da Pinacoteca em 2009, para mostrar a grandiosidade desse acervo:



O quadro O Violeiro, de 1899, é de Almeida Júnior, pintor brasileiro, bolsista do Imperador D. Pedro II, que estudou na Escola de Belas Artes de Paris, a fim de remontar a História do Brasil através de pinturas que retratassem a nossa gente. Essa é uma imagem que mostra o Brasil do século XIX, com a simplicidade da vida no campo em suas construções de taipa de pilão. 
Na obra de Almeida Júnior, o que poderia ser triste ganhou uma poética, pois o violeiro, em meio a pobreza toca a música que encanta a mulher.É uma cena do cotidiano paulista em tempos onde a modernidade não se fazia presente em todos os lugares (como hoje). Num período em que a própria ideia de tempo era distinta da nossa, pois ao observar o quadro, tem-se a impressão de que tudo demorava a passar. Nada instantâneo nem urgente.
Quem quiser conferir, vá pessoalmente à Pinacoteca, pois a reprodução fotográfica sem o uso de flash não consegue reproduzir a beleza e grandiosidade de tão belo quadro.

sábado, 9 de fevereiro de 2013

Visita ao Museu - MASP: Madona com o Menino Jesus de Belini:




No MASP, há uma obra de bastante relevância a cerca da maternidade divina de Maria em sua concepção ocidental. Trata-se do quadro A Virgem com o Menino de Pé, Abraçando a Mãe, de Giovanni Bellini. Esse quadro remonta ao século XV e a arte renascentista que já começa a se desenhar, mesmo que timidamente, no quadro, é exposto pelo artista a existência de dois mundos: o espiritual e o temporal e é pintado um detalhe em madeira, para que o admirador não se esqueça de que está apenas admirando aquela realidade e não faz parte dela.
Sendo assim, Bellini imprime em sua obra a ideia de que sagrado e profano não se misturam e que os pobres homens da terra podem sim se apegar ao divino, mas de maneira afastada, visualizando uma realidade suprema. Por outro lado, a mãe do quadro segue não como sendo uma Virgem Maria suntuosa, mas uma mãe dedicada e atenciosa com o filho, numa expressão delicada de quem aceita que seu menino mexa consigo. 
Esse é um dos quadros mais bonitos do museu porque representa ao mesmo tempo beleza e simplicidade numa cena comovente entre mãe e filho.


Fonte: