Mostrando postagens com marcador entrevista. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador entrevista. Mostrar todas as postagens

domingo, 6 de setembro de 2015

A experiência de um intercâmbio nos Estados Unidos:

Morar longe do país. Num lugar legal. Conhecer pessoas novas, respirar novos ares, em ambiente totalmente diferentes. Quem nunca teve esse sonho? Como será realizá-lo? Para compreender melhor essa realidade, conversei com minha ex-aluna da E.E. Pe. Simon Switzar, Carolina Dornelas,  que aos vinte e um anos vive essa experiência mágica que faz crescer em todos os sentidos. Além de estudar, ela tem a possibilidade de trabalhar lá e interagir com as pessoas que a cercam. É uma experiência maravilhosa, pois além da viagem em si,  proporciona a vivencia cotidiana fora do país em todos os aspectos. Carol vive nos Estados Unidos, onde trabalha e estuda. Foi colega de turma de Ananda e Laís que já dividiram suas experiências acadêmicas com o blog.. Sua ida se deu através de um programa de intercâmbio e esse cotidiano ela nos revela nas linhas que se seguem:

Luana Ensina - Como surgiu a oportunidade de ir para os Estados Unidos?

Carolina Dornelas - A oportunidade de vir surgiu quando meu melhor amigo me apresentou ao programa de intercambio AU PAIR. É basicamente um intercambio de trabalho e estudo,  onde você escolhe uma família americana ainda no Brasil e depois vai morar na casa deles nos Estados Unidos, trabalhando como babá de seus filhos. Você recebe um salário semanal e uma bolsa de estudos de até 500 dólares para fazer o curso que quiser. É um programa muito bacana para quem,  assim como eu,  quiser viver fora do país por um tempo,  sem gastar muito. O tempo máximo desse intercambio é de 2 anos.

Luana Ensina - E a adaptação longe de casa? Fale sobre a maneira como tem sido recebida pelas pessoas.

Carolina Dornelas - Minha adaptação foi umas das coisas mais difíceis dessa experiência toda. Só perde para a saudade da família. Lembro que o primeiro mês foi bem brutal. Estar num lugar totalmente diferente de casa, onde tudo: as pessoas,  os costumes, as comidas são tão diferentes do que eu conhecia... foi bem tenso. Acho que só comecei a me adaptar mesmo a partir do terceiro mês (estou no décimo mês). A família americana que me acolheu, graças a Deus, me recebeu maravilhosamente bem. Sinto que sou parte da família nessa casa. Agora,  de outros americanos, eu não sinto a mesma receptividade. Eles são meio fechados, totalmente diferentes de nós brasileiros, que recebemos qualquer um de braços abertos - isso foi outra coisa difícil na minha adaptação - aqui, eles só dão um aperto de mão e olhe lá.

Luana Ensina - Quanto à língua, neste caso, o inglês, você consegue se comunicar bem com as pessoas falando este idioma?

Carolina Dornelas - Graças a Deus, não tenho problemas com o inglês. Estudei esse idioma durante quase 5 anos, antes de vir pra cá, então, quando eu cheguei, conseguia me virar bem. Consigo conversar normalmente e entendo praticamente tudo. Obvio que ainda tenho muito para aprender, principalmente, o vocabulário. Cada dia aprendo uma coisa nova com os meninos que eu cuido. Eles tem 12 e 13 anos e são meus principais professores aqui, me corrigindo toda vez que eu erro alguma coisa.

Luana Ensina - O que há de positivo e negativo nessa experiência que você está vivendo ao morar fora do país?

Carolina Dornelas - Poxa, tem TANTA coisa positiva que veio com essa experiência. Conhecer e viver uma cultura diferente daquela que eu cresci vendo nos filmes. Tem sido demais! Aprimorar o meu inglês. Agora, o crescimento pessoal, tem sido a coisa mais positiva. Nesses 10 meses, aprendi a me virar totalmente sozinha e a não depender de ninguém pra nada. Abri mais a cabeça. Aprendi a ter paciência... Tenho aprendido tanto todo dia! E de negativo, acho que o fato de saber que agora casa nunca mais vai ser o bastante pra mim - ganhei uma vontade imensa de conhecer o mundo todo com essa experiência.

Luana Ensina - E a saudade de casa, de Poá-SP, da família e dos amigos? 

Carolina Dornelas - Como eu disse, a saudade é a parte mais dificil disso aqui. Não tenho saudade da cidade em si, mas sim das pessoas (e da comida maravilhosa, obviamente). Se eu pudesse, trazia todo mundo pra cá e não voltava mais! As coisas aqui são BEM mais fáceis. Vou voltar pela minha famíla, que não trocaria estar perto, por nenhum lugar do mundo!

Luana Ensina - O que você diria para um jovem que tenha interesse em morar nos EUA?

Carolina Dornelas - Eu diria: se puder vir, VENHA! É uma experiência inesquecível e única. Vai te fazer enxergar e valorizar as coisas que tem realmente importância para você, sem contar o diferencial que uma experiência dessas  trás para um currículo de trabalho!


Em 2011, na E.E. Pe. Simon Switzar, com a amiga Laís Silva.

Carol aproveitando as belas paisagens americanas. No calor do verão, a oportunidade de usar roupas brasileiras.


Aqui, a estudante aproveita o frio intenso e a neve. Um espetáculo e tanto para quem cresceu num país tropical!


Carolina Dornelas aproveitando o cotidiano americano em sua experiência como intercambista brasileira nos Estados Unidos.

Para saber mais:
  • O AU PAR é uma espécie de associação entre pessoas que precisam de cuidadores para os filhos e pessoas dispostas a ir trabalhar e estudar fora de seu país. É uma opção bacana para quem quer viver essa experiência sem gastar muito.
  • A Carol viajou tendo o domínio do idioma local: o inglês. Isso garante uma segurança a mais para evitar maus entendidos entre as partes,  por exemplo. Por isso, para começar a pensar no intercâmbio é necessário iniciar pelos estudos do idioma primeiro.
  • Quem quer viajar pra fora deve estar ciente de que terá despesas básicas com passaporte, passagem aérea e ter uma quantia de dinheiro que garanta sua sobrevivência até o recebimento de seu primeiro salário. É um passo importante na vida da pessoa,  que deve contar com o apoio da família, em primeiro lugar.

segunda-feira, 31 de agosto de 2015

Ensino Médio na ETEC - saiba como funciona:


Lucas Menezes partilha com o leitor sua experiência como estudante de ETEC. Na foto, ele ainda aluno da E.E. Charles de Gaulle, se preparava para o vestibulinho em 2012.

Estudar é parte fundamental da vida de um adolescente. O Ensino Médio é uma fase importantíssima para a formação, pois é a finalização do Ensino Básico e a preparação para o Ensino Superior. Essa etapa importante do ensino pode se dar em escolas estaduais, que segundo a lei são responsáveis por sua aplicação aos jovens concluintes do Ensino Fundamental ou por Escolas Técnicas (estaduais ou federais). Para saber como é a experiência de estudar numa ETEC - Escola Técnica Estadual de São Paulo - do Centro Paula Souza, entrevistei meu ex-aluno de oitava série (atual nono ano) na E.E. Charles de Gaulle, Lucas Menezes. Ele conta para o blog Luana Ensina da decisão e dessa experiência de vida, afinal, é uma fase muito importante de sua vida que está sendo bem aproveitada.

Luana Ensina - Você cursou até a oitava série numa Escola Estadual de ensino regular. Por que você decidiu cursar o Ensino Médio numa ETEC? Explique o processo de ingresso.

Lucas Menezes - Estudar em uma Escola Estadual foi muito importante pra mim, onde pude adquirir experiências e convivi com colegas muito diferentes uns dos outros. Primeiro, é legal ressaltar que tenho muita satisfação em ter estudado e ter aprendido o que eu aprendi e tenho levado na minha vida até hoje... A decisão de me inscrever no vestibulinho da ETEC, foi quando vi que tinha capacidade de mudar de escola, me capacitar em algo melhor e assim crescer no meio estudantil. Através de avisos distribuídos na escola em que eu estudava (Charles) e depois de conversar com amigos próximos, me inscrevi para o Processo Seletivo da ETEC Zona Leste no final de 2012 para fazer o Ensino Médio regular do ano de 2013.

Luana Ensina - E o vestibulinho? Como é a prova e o que é preciso estudar?

Lucas Menezes - O vestibulinho foi uma hora cheia de ansiedade. Normalmente, quem entrou na ETEC fez seu primeiro processo seletivo por lá. Então, é bem tenso e cheio de dúvidas. Ocorreu tudo bem, foi tudo muito organizado. Fiz a prova numa escola próxima à ETEC em que eu queria estudar. A prova tinha 50 perguntas, e, sendo bem sincero, não estudei muito pra prova não. Olhei a prova do ano anterior, que fica disponível no site e a utilizei como base. As próximas etapas eram de verificar a classificação, os procedimentos da matrícula, mas sempre tudo muito bem organizado. É preciso ressaltar que quem se dedicou bem nos anos anteriores se deu bem na prova e foi sossegado.

Luana Ensina - E a experiência mesmo no Ensino Médio da ETEC? As aulas são diferentes daquelas dadas numa escola estadual convencional? Como é o cotidiano numa ETEC?


Lucas Menezes - Meu Ensino Médio foi o melhor. A ETEC nos proporciona amigos que ficam pra vida toda. São pessoas com as quais a gente se entende ao conversar, e que, principalmente, gostam de estudar e fazer as coisas certas.Existe sim, muitas diferenças mas sim entre os alunos frequentes, que vão a escola e são selecionados para receber sua formação numa escola diferenciada. Com alunos selecionados para um ensino melhor e que querem realmente um bom futuro, fica mais fácil pra escola ser organizada e manter normas, que são facilmente seguidas. Com bons alunos disciplinados, a escola dá mais liberdade pra eles, há uma troca recíproca de coisas boas no dia a dia. Os professores são mais valorizados pelos alunos e assim conseguem dar uma aula melhor. Logo, os alunos aprendem mais e conseguem se preparar para um futuro vestibular.

Luana Ensina - Para quem faz Ensino Médio numa ETEC o acesso é facilitado para o ingresso num curso técnico?

Lucas Menezes - Quando se está dentro da ETEC e você entende como funciona tudo lá dentro, você quer usufruir ao máximo daquela estrutura. Por estudar lá dentro, você tem a exata noção do que é o ensino técnico e tem contato direto com professores e alunos de diferentes cursos, módulos, etc. Tendo a experiência de uma prova na ETEC, fazer outra se torna mais fácil. Esse foi o meu caso. No final do meu primeiro ano de Ensino Médio, em 2013, prestei vestibulinho para o curso de Administração na mesma ETEC e passei numa posição muito melhor do que a de 2012.


Com os amigos da ETEC, Lucas Menezes aproveitou a infra-estrutura do colégio para aprender e para cultivar novos amigos.

Para saber mais:
  • Ao contrário das escolas estaduais comuns, as ETECs não pertencem à Secretaria Estadual de Educação. São ligadas à Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Inovação. 
  • São de responsabilidade do Centro Paula Souza que é uma autarquia. Autarquia é uma empresa estatal cujo conceito é a auto-suficiência ou autonomia de gestão.
  • Para ingressar no Ensino Médio ou Ensino Técnico das ETECs é necessário pagar uma taxa e prestar vestibulinho, ou seja, fazer uma prova que mede o conhecimento do candidato para garantir a vaga aos melhores classificados.

quarta-feira, 22 de julho de 2015

Jana no Hibi - artista visual que encanta o coração:


Jana no Hibi: sua vida e sua obra que encantam pela força e determinação.

Essa é uma das entrevistas mais bonitas publicadas aqui no Blog Luana Ensina. Trata-se da linda história de vida, de Jana no Hibi, minha ex-aluna Janaína de 2006, na E.E. Profº Pedro Brasil Bandecchi, colega de turma de Fernando Rocha. Jana no Hibi é seu nome artístico e significa "dias de Jana", inspirado num anime. A jovem artista de 25 anos se define uma artista em construção. É uma vencedora. Criada no Jardim Nélia - extremo leste da capital paulista - enfrentou as dificuldades de viver na periferia da maior cidade do Brasil, numa família chefiada por uma mulher (sua mãe, de quem herdou a bravura e as forças pra lutar) Jana enfrentou dificuldades e abusos numa infância sem muitos recursos e poucas possibilidades. Muito estudiosa, tinha planos de reverter tudo isso ao terminar o Ensino Médio, quando entraria na Universidade para ingressar nos estudos superiores e no mundo. Porém, o destino lhe reservou uma surpresa na ocasião. Na verdade, duas. Mãe aos 18 anos, Jana não desistiu dos planos e seguiu firme em seu propósito de estudar para ter uma vida digna. Da Psicologia às Artes Visuais, tem encontrado seu caminho ao levar cultura a menores em situação de rua. Sua vida e seu caminho profissional demonstram que determinação e perseverança levam o ser humano a atingir seus objetivos.

Luana Ensina - Qual a sua formação acadêmica e artística?

Jana No Hibi - Me formei em Artes Visuais, pela Universidade Cruzeiro do Sul. Entrei na faculdade pra estudar Psicologia, gostava muito de ler e tinha bastante contato com as artes, porém eu não sabia - a gente não sabe do que gosta especificamente - quando mora na periferia. Não temos muita orientação. Quando recebi uma proposta de bolsa de estudos e pude escolher, pulei a Psicologia e me matriculei em Artes Visuais. Foi a melhor escolha da minha vida, apesar de até hoje não ter o retorno, pois eu não segui a licenciatura, que é minha formação. Resolvi me arriscar. Após algumas tentativas de dar aulas, na mesma escola que eu estudei a minha vida toda, desde a primeira série do ensino fundamental até o terceiro ano do ensino médio: a E.E. Profº Pedro Brasil Bandecchi no extremo da Zona Leste de São Paulo. Eu não sei o que deu na minha cabeça, mas eu voltei lá e não gostei da experiência, mas ainda não desisti da licenciatura.


Luana Ensina - Não foi fácil chegar até aqui, não é mesmo? Fale da sua origem e da sua gravidez precoce. Que sabor teve a conclusão da sua faculdade diante disso tudo?

Jana No Hibi - Como tudo na minha vida parece uma história fantástica e meio dramática: eu engravidei do meu namorado. Na época eu era bem jovem e tinha acabado de terminar o Ensino Médio e tudo que queria era ir pra faculdade. Quando recebi a notícia foi bem difícil,  mas nunca me faltou apoio, mas não era só uma gravidez, a coisa era mais especial, aos quatro meses eu descobri que eram gêmeas! Nossa, mudou tudo! Inclusive minha situação por dentro, eu me senti muito especial. Sempre fui muito sozinha, tenho um irmão cinco anos mais velho, que passava o dia na rua, e minha mãe trabalhava muito e sozinha pra manter a casa, éramos nós três, então nunca tive muita orientação e minha mãe fazia o que podia. Sou muito grata a ela e assim como ela eu aprendi que a vida não seria fácil, e se eu quisesse conquistar alguma coisa na vida, teria que ralar muito, bem ai já me confortei: minhas filhas não se sentiriam tão sozinhas como eu quando era pequena, onde cheguei até a sofrer abuso e só vim recordar realmente bem mais tarde. Isso influenciou bastante minha militância em prol da criança e do adolescente em vulnerabilidade social, eu cresci nessa vulnerabilidade, e penso e me pergunto como apesar de tudo isso pude ter algumas conquistas. Tive uma amiga da escola chamada Mônica que foi essencial, até hoje temos projetos juntas como o Em Construção que pretende exatamente isso contar às histórias das mulheres que crescem e sobrevivem na periferia e ainda conseguem projetar mudanças. Na adolescência éramos muito unidas e vivíamos inventando coisas pra fazer, como ir na biblioteca do CEU Parque Veredas (no Itaim Paulista). Líamos muito e todo curso de música, fotografia queríamos fazer e conversávamos bastante com professores e educadores que nos influenciavam.

Luana Ensina - Fale mais a respeito do Projeto Em Construção. O que ele objetiva?

Jana No Hibi - O Em Construção surgiu porque nós queremos não só contar nossas histórias de luta de quem vive na periferia e é mulher, sai pra estudar longe, muitas vezes, tem filhos e ainda assim produz algo pra fazer a diferença. Temos bastante amigas assim e queremos mostrar que elas existem e que resistem.

Luana Ensina - Como é o seu cotidiano de trabalho? Você participa ativamente da promoção de eventos que levam cultura aos menos favorecidos. Relate essa experiência.

Jana No Hibi - Hoje eu trabalho na área social, o que me acrescenta bastante não apenas como profissional, mas também como pessoa, apesar de não ser minha área específica. Trabalho com abordagem de crianças e adolescentes em situação de rua. Criamos propostas de oficinas e interações para nos aproximar e tentar mudar a vida dos meninos(as) que vivem em situação de rua. Tenho bastante liberdade de criar e propor ações, pensar e desenvolver ideias práticas e atividades. Meus projetos são meio que lazer, até, porque na maioria das vezes, é o meio em que eu convivo, e assim como no projeto Crie i Ative ou no Em Construção ou num desenho que forem fazer e me chamar para ver, é tudo diversão. O Em Construção tem um caráter mais documental e mostra a vida da mulher que participa e faz coisas na periferia.  Já o Crie i Ative é mais uma ação de interação e lazer, ele propõe uma atividade que envolva desde a criança até o adulto, na construção de algo como um instrumento musical ou um utilitário, a partir de coisas que às pessoas jogam no lixo. E se me chamarem pra pintar, desenhar, fotografar ou dar uma oficina sobre essas coisas, eu tô dentro é assim: uma soma.

Luana Ensina - Porque se apaixonou pela Arte? O que ela representa pra você ou pra sua vida?

Jana No Hibi - Eu me apaixonei por arte e eu nem sabia. Eu sempre quis fazer coisas diversas nada específico,  eu sempre gostei de experimentar tudo. A arte me deu essa possibilidade e ela nunca disse que eu não podia. Eu trabalhei em algumas exposições durante a faculdade e conheci muitos artistas. Muitos nem eram formados em artes,  eram matemáticos ou formados em direito ou arquitetura ou qualquer coisa, o mais incrível é que todos tinham a compulsão de criar e fazer algo.

Minhas frases favoritas nas artes são "arte não serve pra nada" você não vai comer, nem vesti-la,  Nem morar nela... a arte serve pra ativar o pensamento! Depois que a mente cresce ela jamais retornará ao estado anterior."
A outra é que "a arte não precisa ser bonita pra ser arte", e é isso ai, eu particularmente gosto muito da arte esteticamente feia, gosto da bonita também, todo aquele barroco, e arte sacra ou pop mas a arte que me toca mesmo são aquelas bem pesadas, tipo Caravagio até às influências de hoje como umas performances malucas.


Luana Ensina - Quais os trabalhos que você realizou que possuem maior significado na sua obra?

Jana No Hibi - Nas artes eu estou sempre inventando algo, ela me dá essa liberdade de não me especificar e nem me limitar, gosto de explorar tudo quanto for possível, tenho vontade de fazer ou uma ideia vou lá e faço, acho que isso deve ser arte kkkk... Tenho o projeto "Crie i ative" que está começando, e visa trabalhar a criação através da arte e sustentabilidade para todas às idades. Acho que não tenho nenhum trabalho específico, acho que estou em construção, mas tenho muitas coisas desenhadas, fotografias, esculturas, pinturas, textos, essas coisas. A primeira coisa pela qual eu tive compulsão e que me alivia, tira o peso da vida foi escrever. Isso me ajuda até hoje.

Luana Ensina - Que dicas você poderia dar para quem quer seguir carreira artística? E pra quem vê a maternidade chegar tão cedo?


Jana No Hibi - Pra quem está, gosta ou pensa em viver o mundo das artes, eu digo pra seguir o coração, porque arte é isso: é fazer o que dá vontade. É ter liberdade. É pensar bastante em si e ao seu redor, pois não somos seres isolados. Esse pensamento menos egoísta ajuda a manter um pouco os pés no chão e isso é muito importante,  mesmo que ninguém entenda ou apoie o que você faz. Às vezes, a gente é chamado de louco(a) mesmo, mas não desista e não se sinta sozinho. Sozinhos todos estamos, mas afeição e respeito pelas idéias novas é difícil de achar. A maior parte das pessoas não gosta do desconhecido ou coisas  estranhas então algumas pessoas certas irão se identificar com o que você faz,  e vão de certa forma te entender, mais em algum momento a nossa hora chega. É não desanimar quando descobrir que a maior parte dos grandes artistas só foram reconhecidos depois de mortos, (risos... ) o importante é sempre estar fazendo algo e nunca esquecer quem a gente é e o que a gente quer.



Jana no Hibi com uma prima e suas filhas em Paranapiacaba.


 A artista em ação fotografada por André Astro.


Em 2006 aluna do 2º ano do Ensino Médio com os colegas Fernando Rocha e Vanessa na E.E. Pedro B. Bandecchi nos cliques dessa professora.

Para saber mais:


·                     Jana no Hibi fez o curso de Artes Visuais na Universidade Cruzeiro do Sul em São Miguel Paulista na Zona Leste de São Paulo.Seu curso foi uma licenciatura, o que a tornou professora de Arte.

·                     No curso de Artes Visuais o aluno tem contato com as teorias da Arte e as mais variadas práticas artísticas: pintura, escultura, gravura, xilogravura, fotografia, cinema, etc.

sábado, 13 de junho de 2015

Estudar comunicação no Brasil: o grande desafio de Ludmila

Estudar Comunicação Social no Brasil consiste num grande desafio a quem se propõe a fazê-lo: fazer corpo no quarto poder da sociedade. A mídia é a grande geradora da opinião pública da sociedade.Desde o império, a imprensa tem papel relevante na formação da opinião pública, causando revoltas ou apaziguando os ânimos. Tê-la a seu favor é algo positivo para quem pretende se manter no poder e estar em posição contrária a ela pode significar a ruína de um governo ou de uma instituição. Há diversos episódios da nossa história em que a imprensa foi fundamental para impulsionar a mudança de rumos da condução política do país, seja na mudança de situação. 
O fato é que estudar Comunicação Social - curso que forma jornalistas, publicitários, radialistas e relações públicas - é algo muito sério pois esses profissionais atuam diretamente na difusão da informação que alimenta as massas. Por isso, é preciso escolher uma instituição que amplie os horizontes desse profissionais para que estejam cônscios do tamanho de sua responsabilidade. 
Para ajudar a entender um pouco mais desse universo da Comunicação (que em 2010 teve Eloy Nunes como entrevistado falando especificamente do Jornalismo), minha ex-aluna da E.E. Pe. Simon Switzar, Ludmila Florêncio, esclarece pontos importantes capazes de orientar quem tem interesse em adentrar essa área:

Luana Ensina - Em que faculdade você cursa Comunicação Social? Em qual área da comunicação seu curso tem ênfase?

Ludmila Florêncio - Estudo na Fapcom - Faculdade Paulus de Comunicação e Tecnologia - meu curso é voltado ao Jornalismo. Minha faculdade é apenas de comunicação e tem um bom reconhecimento na área. Disponho de aulas teóricas de disciplinas como filosofia, teoria da comunicação, ética, economia, psicologia. Há também disciplinas que são base na construção de um comunicólogo crítico. Nas disciplinas específicas, de jornalismo, lidamos com o cotidiano da área: assessoria de imprensa, fotojornalismo, computação gráfica, jornalismo cultural e etc.

Luana Ensina - Qual estrutura a sua faculdade possui?

Ludmila Florêncio - Tem toda a estrutura necessária: de informática, de fotografia, estúdios de rádio e TV e etc.

Luana Ensina - Como é ser estudante de Comunicação no Brasil?


Ludmila Florêncio - Comunicação sempre exerceu o papel de "quarto" poder na sociedade. Com o aumento das novas plataformas (internet, por exemplo) e com o passar do tempo as coisas mudaram um pouco, mas isso não quer dizer que a comunicação perdeu sua importância, pelo contrário, hoje em dia temos que ficar atentos ao tamanho das mídias disponíveis e os interesses que elas atendem. Muitas pessoas que não conhecem a área, acham que qualquer coisa que sai em um veículo A ou B é totalmente passível de confiança, mas muitas vezes não é bem assim. Principalmente quando os maiores meios de comunicação do Brasil são controlados por famílias poderosas que desejam sempre manter o seu "império". É necessário que haja uma democratização da mídia. Apesar de tudo, há um jornalismo que ainda sobrevive e que tem o compromisso com a informação, muitos independentes. Deve-se ter um bom filtro, analisar a angulação de veículos diferentes para não cair em armadilhas.

Luana Ensina - Você possui alguma experiencia nessa área? 

Ludmila Florêncio - Nesses quase três anos completos de curso, já tive experiências muito bacanas. Já pude entrevistar o prefeito Fernando Haddad, o ex-ministro de esportes Aldo Rebelo, o jogador Marcos Assunção e outras pessoas muito conhecidas na sociedade. Pude conhecer e acompanhar grandes profissionais de imprensa, acompanhar e visitar grandes redações, realizar matérias emocionantes e ter certeza que de que é a area que nunca vou me arrepender de ter escolhido. Apesar de tanta falta de reconhecimento e crise que o jornalismo passa, sempre digo que ele é a ponte entre quem tudo sabe e quem nada sabe. Estar nesse meio e poder crescer cada vez mais, todos os dias.
Ludmila entrevistando o ex- ministro dos Esportes Aldo Rebelo por ocasião dos Jogos Mundiais da Cidade de São Paulo em 2014. No bate-papo, falaram sobre o evento e a realização da Copa do Mundo de Futebol - Brasil, 2014.



Com a ex-ginasta Daiane dos Santos durante pesquisa a respeito da Ginástica Olímpica num centro de treinamento e pesquisa do esporte.



Com o jornalista e apresentador de rádio e TV, Milton Neves. em junho de 2015, num bata-papo sobre rádio e jornalismo na sede do Terceiro Tempo em São Paulo.

Um dos instrumentos de trabalho é o caderninho de anotações: aqui a estudante de comunicação Ludmila Florencio em ação num estádio de futebol estudando o jornalismo esportivo.


Aqui fazendo o registro de seu objeto de estudo, numa ampliação de sua atuação no estudo, fazendo uso da fotografia para compor seu material.

Para saber mais:

  • A Faculdade que a Ludmila estuda é a Fapcom, da Paulus, dos padres paulinos. A Paulus é um grande grupo de comunicação católica, eles possuem livrarias, editora, programas em rádio e TV. Embora ligados a Igreja Católica, eles possuem publicações seculares voltadas pra área acadêmica.

terça-feira, 19 de maio de 2015

Voar, voar! Subir, subir! Débora: a comissária de bordo


O céu é o limite. Quantas vezes já ouvimos essa expressão? Provavelmente incontáveis. Mas será mesmo? Para pilotos e comissários de bordo, nem o céu é o limite, pois é no ar que se desenvolve o seu cotidiano profissional. Entre viagens de ida e volta aos destinos mais variados, a tripulação de bordo cuida da segurança de todos e ainda conduz a todos ao destino desejado.
Por muito tempo, as comissárias de bordo permaneceram no imaginário dos brasileiros por sua beleza, até mesmo sensualidade e por sua coragem. Com a popularização das viagens de avião, essas profissionais são valorizadas por serem prestativas, sendo reconhecidas por auxiliar na segurança de bordo. A aparência frágil, muitas vezes, esconde a coragem e uma técnica apurada que visa garantir o bem estar de todos.
Ao contrário do que muitos imaginam, essa profissão não é uma exclusividade feminina. Muitos homens são comissários de bordo e como suas colegas mulheres, exercem brilhantemente o seu papel auxiliando os passageiros nas viagens.
Na composição desse post, entrevistei brevemente Débora Zuliani, que foi comissária de bordo das principais companhias aéreas do Brasil entre o final da década de 1990 e meados da primeira década dos anos 2000. Esposa de piloto, hoje ela vive com o marido fora do Brasil e não exerce mais a profissão, mas vive envolvida nesse mundo e tem uma paixão que se expressa em cada palavra compartilhada com o Luana Ensina, como pode-se ler a seguir:

Luana Ensina - Como surgiu o desejo de ser comissária de bordo? O que é preciso estudar para se tornar uma?

Débora Zuliani - Nasci e fui criada em uma cidade que respira aviação - Itápolis, no interior do Estado de São Paulo, a 360 km de São Paulo - Lá tem uma das melhores escolas para piloto do Brasil. Meu pai era piloto aposentado. Comecei a namorar com um colega de profissão do meu pai e veio a vontade louca de viver nesse meio e de trabalhar com aviões. Sempre fui apaixonada pela aviação. Para se tornar comissária é preciso fazer um curso e ter uma altura minima, não sei qual é atualmente, corpo proporcional, vontade de lidar com o público. Ser atenta ou atento à segurança. Comissário de bordo, nada mais é que o responsável pelo bem estar e segurança dos clientes a bordo.

Luana Ensina - E o curso de comissaria de bordo? O que mais te chamou a atenção nessa formação/preparação?

Débora Zuliani - O curso é voltado principalmente para a segurança de bordo. Isso é o mais importante. Depois, vem psicologia, etiqueta e maquiagem - no caso, para as garotas.

Luana Ensina - De que maneira você define o cotidiano de uma comissária de bordo?

Débora Zuliani - Pela falta de rotina. Falta de convivência com a família, muitas vezes. Viagens. Passeios. Mas é uma vida sem regras. Sem horários.

Luana Ensina - Como é trabalhar a bordo?

Débora Zuliani - É muito bom trabalhar a bordo. É uma profissão maravilhosa. Linda. Ainda mais pra quem ama aviões e conhecer pessoas novas todos os dias.

Luana Ensina - Quais conselhos você dá a quem quer trabalhar nessa área?

Débora Zuliani - Estude línguas que este será o seu diferencial. Acostume-se que a sua vida será diferente da vida dos outros mortais e divirta-se! É muito bom voar! Foi um sonho realizado.



Débora Zuliani e seu esposo. Paixão no ar e na terra. Por amor ela resolveu ser comissária e realizou                                                                           um sonho.



 Na Disney de Hong-Kong - o casal aterriza num mundo encantado.


Como imperadores chineses. O amor à aviação proporciona uma vida sem rotinas e visitas a lugares inusitados.

Muitos quilômetros pelo saber: a saga de Laís Silva:

Para muitos estudantes, o sonho de cursar uma faculdade acompanha um desafio muito grande: depois de aprovado no vestibular, o estudante é admitido numa faculdade muito longe de casa. Para ser mais precisa: a quilômetros e quilômetros de distancia. O que fazer numa situação dessas? Não é uma decisão tão fácil. É preciso coragem acima de tudo, pois essa escolha envolve um afastamento (quase sempre temporário) dos amigos, da família e do cotidiano como um todo. Em troca, o universitário aprende muito mais que conteúdos, aprende a ser gente, vivencia uma experiencia que vai muito além dos bancos escolares e laboratórios. Nesse bate-papo, minha ex-aluna da E.E. Pe. Simon Switzar conta como está encarando sua nova realidade longe de sua casa em Poá, na Grande São Paulo.
Luana Ensina - Que curso você faz e em que faculdade? Diga ao leitor onde você estuda.

Laís Silva - Estou cursando Ciências Sociais- na UEMS - Universidade Estadual do Mato Grosso do Sul.


Luana Ensina - Fale da sua escolha e sobre o caminho que trilhou para alcançá-lo.
Laís Silva - Escolhi Ciências Sociais (curso que forma futuros sociólogos, antropólogos ou cientistas políticos) para tentar dialogar com o lugar onde eu moro - Poá, na Grande São Paulo - sendo professora quero de alguma forma estar ligada com os estudantes da escola pública, na qual estudei durante todo o ensino básico. Descobri a universidade pública através do movimento social negro (UNEAFRO) que trabalha com jovens das periferias e que possui um núcleo em Poá onde realiza cursinhos pré-vestibular.

Luana Ensina - Como é a experiência de estudar no Mato Grosso do Sul? Como fica a saudade de casa, dos amigos e etc?
Laís Silva - Hoje tenho a sensação que fiz uma das melhores escolhas que poderia ter feito aos 20 anos, quando vim para o MS vivenciar outra estilo de vida. O ritmo de vida do interior é uma das experiencias mais bonitas que estou vivendo. Minha expectativa era apenas sair de uma escola publica, nem sabia que poderia estudar em uma universidade pública, quanto mais, tão longe de casa! O que me deixa mais segura em estar aqui, é que isso foi uma conquista coletiva, graças àqueles que acreditam na juventude periférica e é essa conquista coletiva uma das bases para eu me manter aqui.E, principalmente, quando vejo a falta de mulheres negras dentro da universidade pública.É como uma injeção de ânimo e firmeza, para que eu fique aqui e prossiga nos estudos. Sem contar que estou em uma universidade considerada periférica, pois não esta localizada em grandes centros e isso também é uma forma de me segurar por aqui pra não morrer de saudade da quebrada! E quando a saudade vem, abro a janela e deixo que as araras passem por cima da dela.
Luana Ensina - Você ingressou na UEMS através de uma entidade chamada UNEAFRO, na qual você pode estudar para o vestibular, como funciona?
Laís Silva - A UNEAFRO é um movimento social, que trabalha com questões raciais e possui alguns núcleos, o cursinho pré-vestibular é a sua forma mais conhecida de atuação.
Luana Ensina - Só alunos negros podem participar?
Laís Silva - Não, a prioridade é para pessoas negras e pobres, mas qualquer pessoa que tenha interesse, pode participar, independente da classe ou raça.


Em 2007, Laís estava no Ensino Fundamental e tinha o sonho de fazer faculdade. Mas não imaginava que iria pra tão longe!


Em 2015, estudante da UEMS, engajada nos movimentos sociais universitários e adaptada a uma nova vida de estudos e luta no interior do Brasil.


Para saber mais:

  • A faculdade da Laís é a UEMS e ela estuda no Campus Paranaíba que fica a 410 km de Campo Grande (a capital do Estado). A cidade faz parte da Região Centro-Oeste do Brasil e fica próxima a divisa com o Estado de São Paulo, na Região Sudeste.
  • O curso da Laís é Ciências Sociais. Com essa formação ela pode se tornar socióloga, antropóloga ou cientista social - vai depender do ramo no qual ela irá optar por se especializar ao longo do curso.
  • Para se tornar professora, a Laís vai precisar fazer Licenciatura, o que vai garantir que ela possa ministrar aulas de Sociologia para o Ensino Médio.
  • Para conseguir sua vaga, Laís fez cursinho na UNEAFRO e prestou o ENEM.

terça-feira, 28 de abril de 2015

Da escola pública para a faculdade de Medicina - a incrível história de Ananda:

Entre os diversos cursos superiores existentes no país, há um que se destaca de maneira bastante forte na sociedade e em seu imaginário: a Medicina. Sua missão, das mais nobres que existem, é salvar vidas, aliviar dores e promover cura, quando possível. Desde a Antiguidade, o homem desenvolveu essa incrível capacidade de cuidar do corpo e reabilitá-lo em meio as moléstias. Hipócrates, o pai da Medicina, que viveu entre 460 e 377 a.C., deixou um código moral que vigora na profissão até a atualidade. Isso comprova o quanto a profissão é tradicional e não apenas isso, que está embasada ao longo dos séculos. ´
No Brasil, a profissão de tão importante, dá aos formados na área a nomenclatura importante de doutor. Por muito tempo, o medico foi visto pela sociedade como um sábio. Por ser um curso de alto custo (despesas com livros e instrumentais), por muito tempo, a Medicina permaneceu inatingível para as camadas mais pobres da população brasileira. O curso permaneceu décadas (não seria exagero dizer séculos) elitizado, o que gerou uma crença (errônea) de que todo médico é rico.
Outra lenda que girava em torno da medicina brasileira é que para ser médico era preciso ter vocação. Assim, o médico tornou-se sacerdote e durante muito tempo teve uma imagem sacralizada.
Felizmente, nos últimos anos, tudo isso vem mudando e essa bonita profissão tem sido vista com olhos mais humanizados pelo conjunto da sociedade. Se não está tão acessível aos estudantes das escolas públicas, pelo menos não tem sido mais algo impossível de acontecer na vida de quem se dedica a esse objetivo.
Nas palavras de Ananda Rocha, é fácil perceber que com muito empenho, um estudante de escola pública pode sim chegar ao curso de Medicina numa faculdade pública. Ananda foi minha aluna em 2007 na E.E. Padre Simon Switzar, em Poá, na Grande São Paulo e atualmente estuda Medicina em Londrina, no Paraná. Sua universidade, a UEL - Universidade Estadual de Londrina, é bem conceituada na área.

Luana Ensina - Como surgiu o desejo de fazer Medicina? Qual o seu caminho até ele?
 
Ananda Rocha - Foi desde sempre pra mim, acho. Minha família toda diz. Meu caminho até ele pode
não ter sido como o padrãozinho de quem quer medicina. Me dedicava sim aos estudos. Mas sabia aproveitar a vida. Sempre brinquei, sai com amigos, curtia a família. Nada em excesso. Nem estudo, nem diversão.
Fiz cursinho semi extensivo em Londrina mesmo. As aulas tiveram início em maio e seguiram até dezembro, acompanhando a segunda fase do vestibular da UEL. As aulas eram de segunda a sexta e alguns sábados eram usados para simulados.
O cursinho servia para relembrar de assuntos já vistos, para um primeiro contato com novos e até mesmo uma visão diferente e mais didática para outros já encalhados.

Luana Ensina - Fale um pouco da sua Universidade em que você estuda, a UEL.
Ananda Rocha -  Minha faculdade, a Universidade Estadual de Londrina, é orgulho para todos os londrinenses. Mais que apenas uma instituição de ensino é também uma instituição de prestação de serviços à comunidade. O que quebra aquele muro que distancia entre os acadêmicos da população, sendo oportuna para praticas de interação ensino, serviço e comunidade.
 
Luana Ensina - É possível um aluno de escola pública alcançar uma faculdade pública de medicina?
 
Ananda Rocha -  É possível sim um aluno de escola pública cursar medicina numa faculdade pública. O ensino recebido por este aluno na escola não deve ser o único ao qual ele deve se amparar para prestar o vestibular. Ele deve buscar além. A internet pode ser uma boa ferramenta para auxiliar neste processo. E o cursinho, não é indispensável, mas o conhecimento e preparação o feridos por ele tem um grande valor.


Em 2007, a autora do blog com Felipe e Ananda Rocha. 


 Ananda Rocha, já estudante de Medicina, em 2012.


Ananda e seus colegas de turma num congresso para estudantes de Medicina em Curitiba - PR, em outubro de 2014.

Para saber mais:

  • A universidade da Ananda é a UEL. Ela possui uma grade de cursos de graduação bastante ampla e interessante. Das biológicas às humanidades. Das exatas às artes.
  • Londrina é uma cidade planejada, construída no sul do país em homenagem à Londres, capital da Inglaterra. Significa pequena Londres.
  • A cidade é uma das mais importantes do interior do Paraná, sendo a quarta maior da região Sul.