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sexta-feira, 12 de junho de 2015

Animação - Homem capitalista em vídeo e poesia:


Essa animação de fácil compreensão nos leva à reflexão:
O que faz o homem capitalista no planeta, então? 
Está acabando com o planeta, com a beleza, com a natureza.
Não se preocupando com o amanhã, com o que há de vir,
Levando a cabo o projeto de o mundo falir,
Para só depois  perceber que da sua arrogância,
intolerância, auto-confiança, 
É que morre a esperança!

Luana Alves Soares -
A editora do blog!

quinta-feira, 4 de setembro de 2014

A lua adversa de Cecília Meireles ilustrada por Adriélly Batista:

Para ilustrar a obra de Cecília Meireles - uma das grandes representantes da cultura brasileira no século XX - as professoras Silvia Stein e Cileide, elaboraram um projeto de ilustrações baseadas na poesia dessa grande mulher. Cecília Benevides de Carvalho Meireles, era carioca filha de um casal dos Açores. Tendo ficado órfã ainda pequenina, foi criada pela avó que a criou com todo o carinho. Aos 18 anos, publicou seu primeiro livro de poesias e teve sua obra muito ligada ao Movimento Simbolista, embora tenha vivenciado o período modernista de perto. Por carregar elementos de diversos movimentos artísticos, sua poesia é considerada atemporal. Segue uma poesia, ilustrada por Adrielly Batista, do 2ºB:


Lua Adversa

Tenho fases, como a lua
Fases de andar escondida,
fases de vir para a rua...
Perdição da minha vida!
Tenho fases de ser tua,
tenho outras de ser sozinha.

Fases que vão e que vêm,
no secreto calendário
que um astrólogo arbitrário
inventou para meu uso.

E roda a melancolia
seu interminável fuso!
Não me encontro com ninguém
(tenho fases, como a lua...)
No dia de alguém ser meu
não é dia de eu ser sua...
E, quando chega esse dia,
o outro desapareceu...

Cecília Meireles

terça-feira, 2 de setembro de 2014

Nem toda nudez será castigada - o nu, na fotografia de Andressa Borges:

Desde os tempos mais remotos o homem exerce o fascínio pela nudez humana. Despir-se é um ato de bravura pois expõe o homem em toda a sua fragilidade. Muito do que somos refere-se ao que transmitimos à sociedade através de nossas vestimentas. Elas mostram há tempos, a posição social do homem, o cargo que ele ocupa, a fé que professa e assim por diante. Para a composição desse post, convidei minha ex-aluna da E.E. Charles de Gaulle, e hoje fotógrafa, Andressa Borges. Em uma breve conversa, ela explica que sua paixão é o nu e que isso é passado nas imagens que produz, trazendo sentimentos. Andressa diz que: "muitas vezes o ensaio fala mais sobre mim que da pessoa fotografada". 
Sua inspiração se dá sobre três viés: decoratividade, movimento e expressões. Para a fotógrafa, "cada corpo tem sua linguagem, sua essência e sempre está dizendo algo, seja no movimento, na expressão, etc." A fotografia é vista como arte e muitas vezes, se une a outras formas de expressão artística ou da linguagem para expressar o que de fato Andressa sente. 
Para a postagem do Luana Ensina, Andressa Borges escolheu três fotos objetivando mostrar que "estamos sempre nos escondendo de algo, até mesmo da nudez... talvez por vergonha, medo, vulnerabilidade, até mesmo da sociedade." Neste caso, a artista tenta passar através de suas lentes, a nudez de maneira natural, porém dramática e surreal. Esta é a maneira que ela encontra "de visualizar a realidade: uma nova maneira de especulação do real, muitas vezes, de forma dramática."


 O trabalho de Andressa Borges versa sobre o nu que diz tudo por si mesmo. 


Para a fotógrafa estar despido, não necessariamente significa mostrar-se por inteiro.


A expressão casa com o corpo nu na obra da fotógrafa. Um nu pra ver, sentir e pensar.

Por fim, para encerrar, Andressa Borges nos dedica uma poesia que casa perfeitamente com sua obra:

É a nudez que o enrubesce?
Mas todavia é a nudez que o esclarece!!!

Olha-te, admira-te
Pois tu és belo
Nu em pelo
Tu és obra
Tu és arte

E arte merece
Mostras e amostras
Por isso... 
Mostra-te!"

Deh de Paula

Andressa Borges Magalhães é formada em fotografia pela UNIP. Para conhecer melhor seu trabalho, acessem: https://m.flickr.com/#/photos/oficial_emsuaformanatural/ e curtam sua página em: https://m.facebook.com/AndressaBorgesPhotos?refsrc=https%3A%2F%2Fwww.facebook.com%2FAndressaBorgesPhotos&_rdr

quarta-feira, 6 de novembro de 2013

Um pouco de poesia:

CURSOR 

O inexplicável ardor do peito
E sofrimento eterno da alma
Destrói o homem pálido dos mundos vários,
Com intuito e precisão
De arquitetar a perfeição sonhadora e real.
O homem chora, no piso baixo,
Da sacada escondida, em balanço eterno,
Sob inferno de culpas muitas
Das falsas palavras
Coniventes com o desentendido,
Subjugado ele pela fraqueza
... muitas fraquezas.
Do eixo de desventuras, passados o pingar das tribulações,
Eis o novo homem
O sonho prevalecido
De uma guerra eterna
Ao Céu encantado
De verdades, amores e realizações.
Tudo em conformidade com a sequência da vida
Já descrita pelos lábios de Deus,
Registradas ao curso das reações e efeitos
De cada decisão. 

Matias Andrade

Matias Andrade é o pseudônimo de Matheus Nunes, aluno do 3º ano A do Ensino Médio da E.E. Charles de Gaulle. Apaixonado por Arquitetura, Matheus se dedica aos estudos com o objetivo de conquistar uma vaga no vestibular da FUVEST. Essa poesia foi composta para participar do "Concurso Poesia 2013" promovido pela Universidade São Judas.

sábado, 9 de março de 2013

Poesia de Vinicius de Moraes - pra ler e se deliciar:



Vinicius de Moraes foi um intelectual, um boêmio  um amante da vida e das mulheres. De diplomata e cidadão responsável nos anos 40 à compositor boêmio da bossa nova nos anos 50 e 60. Um homem de múltiplas facetas. Muito sensível às paixões. Casou nove vezes. Vivia intensamente seus amores.
Sua obra é bastante variada e inclui literatura, teatro, cinema e música. Um dos principais parceiros do poetinha foi o grande Tom Jobim.
Para quem quiser conhecer e saber um pouco mais sobre Vinicius de Morais, recomendo o site www.viniciusdemoraes.com.br que disponiiliza a biografia e a obra desse ilustre brasileiro, figura cativa nos livros didáticos, onde se destacam sonetos clássicos do poema nacional que marcam pela beleza e sobretudo pela profundidade de suas palavras tão bem colocadas.
Aqui, destaco um poema que sintetiza grandemente esse homem que amava as mulheres que por isso mesmo, nunca conseguiu dedicar-se a uma só a vida inteira, mas que lhes deu amor eterno enquanto durou o relacionamento. É para ler e se deliciar:

O namorado das ruas:

Eu sou doido por Alice
Mas confesso que a meiguice
De Conceição me alucina.
Lucília não me dá folga
Porém que amor é Bambina!
Por Olga já fiz miséria
Perdi dinheiro e saúde
Mas quando a Maria Quitéria
Apareceu, eu não pude...
Mais tarde, dona Florinda
Quase me pega, que uva!
Depois foi a viúva Dantas:
Nuca vi coisa mais linda
Do que o morro da Viúva.
Em seguida foram tantas
Que já nem estou mais lembrado
Foi Tereza Guimarães
Foi Carolina Machado.
Hilda tinha tanto fogo
Que eu, fraco, sem poder mais
Mudei para Botafogo
Meus casos sentimentais.
Minha dona Mariana
Que saudades da senhora...
Como foi bom seu convívio
Depois que deixei a Aurora!
Foi por essa ocasião
Que eu, numa questão de dias
Namorei tantas Marias
Quantas encontrei à mão.
Primeiro Maria Amália
E logo Maria Angélica
Que larguei por Marieta
Por achá-la um tanto bélica.
Maria do Carmo deu-me
Momentos a não esquecer
E a bela Maria Paula...
Morei nela de morrer.
Estela... de minha vida
Nunca vi coisa mais nua
Nem mais ardente; foi ela
Quem mostrou-me o olho da rua.
Em Ana Teles perdi
Os meus versos mais profundos
Depois passei-me para Alcina:
Como adorava os baldios
Que existiam nos seus fundos!
E Irene... como era triste!
No entanto, tão bem calçada...
Nela gastei muito alpiste
Para a sua passarada.
Mas se me disserem: poeta
Qual o nome mais amado
Das ruas que conheceu?
Eu tanto tempo passando
Ó minha Joana Angélica
Iria dizer o teu.

quinta-feira, 15 de julho de 2010

O analfabeto político - uma ampla reflexão:


Na nossa sociedade, muito se discute a respeito da política. No entanto, existem pessoas que se dizem neutras e que preferem não manifestar-se a respeito das questões políticas, como se não tivessem responsabilidade de cidadãos e como se suas escolhas não interferissem na vida de todos.

A esse respeito, o dramaturgo alemão, Bertold Brecht, que viveu no século XX, escreveu um poema que é difundido até os dias de hoje. Nele, é exposto as consequências da recusa em participar da política.

Com base nesse poema, impresso no livro de História utilizado nas aulas pelos alunos do Ensino Médio, as turmas de 3º ano puderam ler e refletir em grupo a cerca do analfabetismo político. Vejamos o poema:


O Analfabeto Político
Bertolt Brecht


O pior analfabeto é o analfabeto político. Ele não ouve, não fala, nem participa dos acontecimentos políticos. Ele não sabe o custo de vida, o preço do feijão, do peixe, da farinha, do aluguel, do sapato e do remédio dependem das decisões políticas.

O analfabeto político é tão burro que se orgulha e estufa o peito dizendo que odeia a política. Não sabe o imbecil que, da sua ignorância política, nasce a prostituta, o menor abandonado, e o pior de todos os bandidos, que é o político vigarista, pilantra, corrupto e lacaio das empresas nacionais e multinacionais.


Fonte: http://www.consciencia.net/2004/mes/01/brecht-analfabeto.html

Agora, vejamos o que concluíram os grupos:

"As pessoas que se mantém longe da política, não dando seu voto, contribuem para eleger aqueles políticos ladrões, que não fazem nada pelo povo, que só aumentam os juros, o preço da passagem de onibus, desse jeito, somos obrigados a trabalhar mais para pagar contas, assim somos só sobreviventes, não temos uma vida digna por causa dessas pessoas."
(Diana, Rosana e Valéria - 3ºA)

"(...) é parecido com o ensino público, você não precisa saber de nada, é só status e estatísticas."
(Ágatha, Alessandro, Bruno Barbosa, Rodolfo, Cléber e Tauane - 3ºA)