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quarta-feira, 2 de agosto de 2017

O país que se dizia democrático:

Era um país que se dizia democrático. Dizia que os poderes republicanos eram a expressão da vontade popular.

Nesse país todo mundo ganhava muito dinheiro para fazer coisas erradas que afetavam o povo.
Até que o povo descobriu a verdade.

Quando a verdade veio a tona, todos precisavam se safar. Era necessário uma atitude tomar.

Muito se pensou a respeito de uma solução para a crise que afetava a todos, principalmente ao povo. Mas o país que se dizia democrático, na hora em que o calo apertou, esqueceu que era o povo que se representava e passou a ser um jogo de poder danado.

Primeiro o poder passou a ser usurpado, depois, negociado, por último comprado e por fim, profanado. De todos os lados o povo era enganado e aí, o país que se dizia democrático virou o país do povo desrespeitado, sacrificado, humilhado.

sexta-feira, 29 de julho de 2016

Qual o motivo de tantos ataques a França atualmente?

Diante dos últimos acontecimentos que colocam a França como principal alvo de atentados terroristas e outros fatos igualmente lamentáveis; o Blog Luana Ensina foi ouvir a opinião de um especialista a esse respeito. Vejamos uma breve análise feita com exclusividade para os nossos leitores:


Para entender a origem do que acontece na França atual, é preciso olhar para os tempos medievais.

"O sacerdote degolado esta semana (supostamente pelos adeptos do Daesh – chamado pela imprensa de um modo geral de Estado Islâmico) revela-nos uma das concepções do Daesh, a cerca da França. Para eles, a França estaria entre os seus principais inimigos, sendo mesmo considerado o inimigo numero um, porque eles acham que os franceses precisam ser condenados porque a Igreja desde a Idade Média, durante as Cruzadas enviou a maioria das tropas que partiam para converter os povos com seus soldados cruzados e camponeses, objetivando retomar Jerusalém e outros lugares tão importantes; para a Cristandade. Esses locais eram (e são) importantes para judeus, cristãos e muçulmanos.
A França, além de ser o país mais cristão da Europa; ela sempre está envolvida nos conflitos mundiais ao lado de países cristãos; como os Estados Unidos. Por exemplo, a França ajudou a atacar a Líbia; o Iraque; enviou tropas ao Afeganistão e mais recentemente; a Síria – com bombardeios partindo de aviões franceses. Mas; apesar de estar ao lado de nações cristãs; a França não se posiciona claramente; não se assume cristã. Preferem a fala da liberdade religiosa. Não assumem uma identidade cristã de fato.
O Daesh, por sua vez; diz que isso é errado. Que os franceses deveriam assumir uma posição religiosa de fato. Nesse contexto, a degola do sacerdote católico, ocorrida esta semana, é um símbolo do enforcamento da França e o enforcamento da Igreja cristã." 

Fabiano Batista - Professor de Ciências Humanas na Rede Particular de Ensino de S. Paulo, especialista em Ciências Sociais pela FESSP e em Globalização e Cultura pela Universitat de Barcelona. Atua no mundo do samba como Fabiano Melodia, tendo diversas passagens por Escolas de Samba de São Paulo e Rio de Janeiro. 

sexta-feira, 29 de abril de 2016

Breve análise da atual crise política e da democracia brasileiras:


O cartunista Mário Tarcitano ilustra bem a ideia do convidado: a Constituição sente-se atacada por todos os lados, bem como a democracia.

"A palavra democracia tem origem no grego demokratía que é composta por demos (que significa povo) e kratos (que significa poder). Neste sistema político, o poder é exercido pelo povo através do sufrágio universal". Pois bem, dado o conceito de democracia, penso eu que o que temos hoje na atual conjuntura política nacional é uma afronta a nossa democracia, temos nossa presidente da republica Dilma Rousseff, sendo acusada por crime de responsabilidade fiscal, mas sabemos também que crime de responsabilidade não é ato doloso segundo o homem que fez a defesa do impedimento da presidente Dilma, o advogado geral da união, José Eduardo Cardozo. O que seria um ato doloso segundo Cardozo? Seria um ato que fere a constituição por não ter sido cometido no atual mandato e de forma indireta pela presidente. O que vemos é um ato que  se alimenta de uma vingança do presidente da câmara, Eduardo Cunha para com nossa presidente em razão de o PT ter decidido votar no ano passado pela abertura de um processo contra o peemedebista no Conselho de Ética na Casa. E a Democracia nesse circo todo assim corre risco, porque se acusa passando por cima da constituição que é clara ao dizer que um presidente deve ser eleito pelo seu povo, obedecendo o conceito de democracia, isso me cheira a um golpe, um golpe com todas as características de um golpe clássico. A mídia faz campanha descarada, perderam o senso da imparcialidade da mídia, partiram pro tudo ou nada, a mesma globo e cia que participou do golpe de 1964, hoje segue firme e forte na tentativa de mais um... E o Lula ? Coitado está mortinho politicamente falando, "só que não", tentaram manchar a imagem do ex presidente  mas sua última aparição em fortaleza  debaixo de chuva levou milhares para as ruas... É amigo... a mesma democracia que é ferida fere também, fere essa gente que acha que vão tirar uma presidente eleita por um povo nas urnas, a galera do filé mignon,  fere no sentido de mostrar que se existe os golpistas de camiseta da seleção brasileira, também tem os vermelhos mortadela do outro lado fazendo o choque dos contrários, a oposição, a resistência a essa tentativa de golpe, e a democracia dar esse direito ... De uma coisa eu sei, quer ser presidente da república? esperem até as próximas eleições e façam melhor, porque como postei nas redes a dois anos atrás: depois da Dilma ainda tem o Lula... e viva a democracia, e toda resistência a qualquer tipo de golpe.

Flávio Vieira é professor de Filosofia na Rede Estadual de São Paulo e nos últimos meses tem se dedicado a entender o processo político atual.

quinta-feira, 27 de agosto de 2015

Hieróglifos - a escrita do Egito Antigo:


1. A escrita hieróglifa: uma das mais antigas do mundo.

No Antigo Egito, desenvolveu-se uma escrita muito particular, baseada em desenhos, tinha a função de registrar as riquezas dessa civilização ou o próprio cotidiano dessa sociedade tão importante da Antiguidade. A palavra hieróglifo vem do grego e significa "escrita sagrada" porque esse conhecimento só pertencia a alguns poucos privilegiados que quase sempre eram ligados à religião, como os sacerdotes, por exemplo.
Sua composição era repleta de símbolos desenhados com bastante cuidado,  embora entendidas por uma pequena parcela de privilegiados que compunha a sociedade egípcia. Para garantir o entendimento de quem a desvendasse, era necessário que os símbolos fosse desenhados de maneira muito meticulosa, evitando-se assim que a escrita não pudesse ser entendida pelo seu respectivo leitor.
O uso do hieróglifo era comum nos templos e túmulos e possuíam uma leitura e escrita muito diferente da nossa, não apenas por seus símbolos diferenciados, mas até mesmo na disposição dos mesmos e no seu entendimento. Muito distante do nosso padrão de escrita linear e entendido da esquerda para a direita, por exemplo.
Os hieróglifos são o simbolo da cultura egípcia mais presente na nossa memória coletiva, ficando atrás apenas dos papiros e das pirâmides. Era com essa escrita que os escribas registravam as informações mais importantes daquela sociedade. Graças ao trabalho árduo de diversos profissionais como arqueólogos, paleontólogos, historiadores, entre outros, podemos ter acesso a esse conhecimento nos dias atuais.


2. Comparada a nossa escrita atual, os hieróglifos são bastante diferentes e sua simbologia chega até mesmo a ser bastante curiosa.


Alunos do terceiro ano do Ensino Médio foram convidados a exercitar essa escrita, embasados evidentemente na nossa escrita atual. Se pudéssemos escrever através desse sistema, como seria? Alguns nomes desses mesmos alunos foram traduzidos para essa escrita. Vejamos a escrita hieróglifa, de um modo que nos é compreensível:



Beatriz


Gabriel


Hellen


Larissa


Letícia


Luanda


Marcela


Marina


Matheus




Sabrina Romano


Stephanie


Tamires


Victor

Créditos:

1. João Paulo dos Santos Brito - 3ºA
2. Jennifer Alves - 3ºA
Beatriz Jacobsen - 3ºA
Gabriel Nascimento - 3ºC
Hellen Cristina - 3ºA
Larissa Pereira Melo - 3ºA
Letícia Mendes Góis- 3ºC
Luanda C. Araújo Nascimento - 3ºA
Marcela Fernandes - 3ºA
Marina Laurindo Dias- 3ºC
Matheus da Silva - 3ºA
Sabrina Romano- 3ºC
Thamires Santos Pereira - 3ºA
Victor Vagner - 3ºA

terça-feira, 9 de dezembro de 2014

Torres de marfim



* Profº Dr. Rodrigo Medina Zagni


Em seu “exame de consciência” escrito em 1933, Lucien Febvre - professor da Universidade de Estrasburgo –, na dura crítica que dirigiu aos “sorbonistas”, asseverou que “a ciência não se faz numa torre de marfim. Faz-se a par e passo com a vida, e através de seres vivos que mergulham no século.”
É certo que as universidades brasileiras, desde a sua criação, padecem do mal identificado por Febvre, ou seja, já nasceram apartadas da sociedade onde se encontram encravadas como torres onde, do alto e bem distantes daqueles que estão em seu entorno, seus senhores olham o mundo ao redor como domínio de suas ciências. Cumprindo o objetivo de abrigar os filhos das aristocracias brancas do séc. XIX, sua função originária segue sendo reafirmada por seus setores mais conservadores, senão no plano político-institucional, nas mentalidades que, vez por outra, transbordam consciências e manifestam-se na condução que determinados senhores dão aos destinos daquilo que, apesar de coisa pública, tratam como domínios seus.
Recentíssimas em relação aos seus antepassados, são herdeiras de permanências que remontam do séc. XI ao XIII, quando as universidades eram ainda novidades no ambiente europeu. Dentre essas permanências, nas universidades brasileiras claramente se percebe a vigência de laços de suserania e vassalagem num universo de trocas comuns entre benefícios e fidelidades que as dotam de caracteres anacronicamente estamentais. 
Mas as universidades brasileiras são herdeiras também de outras tradições, tendo nascido fortemente marcadas pelo espírito revolucionário europeu de 1848, a “primavera dos povos” dotou-lhes de aspirações notadamente republicanas, vinculando-se ao moderno ideal de democracia e abrigando entre alunos e professores os propositores mais conscientes das “jovens-nações”. Ambientes de gestação do espírito nacional, logo as universidades se converteriam num dos mais importantes alicerces do Estado-Nação e do ideal democrático de soberania popular.
Ou seja, a universidade, no Brasil, é filha de tradições antagônicas e nasce dividida entre aspirações conflitantes: corte ou república? A díade nos obriga a outros questionamentos: nela, as decisões são colegiadas e democráticas; ou sua condução é senhorial e monocrática? Ou a quem serve a universidade pública no Brasil, às oligarquias ou àqueles que, na luta por soberania popular, têm direito à universidade, mas não têm acesso a ela?
Questionamentos de importância vital, dados os lamentáveis acontecimentos havidos nos últimos dias no Campus Baixada Santista da Universidade Federal de São Paulo. 
Entre os dias 24 e 28 de novembro, o campus abrigou as atividades da “II Semana da Consciência Negra: 100 anos de Carolina Maria de Jesus”, realizada pelo “Núcleo de Estudos Reflexos de Palmares” e que contou, em suas atividades, com a participação de uma série de instituições, coletivos e movimentos de luta contra a discriminação racial.
A comunidade externa, integrada à comunidade acadêmica, participou de uma série de atividades artístico-culturais no campus como aquelas promovidas pelos grupos “Netos de Bandim”, “Filhos de Gandhi” e “Carolinas ao Vento”; e discutiu temas como “o negro e a universidade”, “o genocídio da juventude negra”, “religiões de matriz africana”, “mulheres negras e identidade” etc. 
Trata-se de temas que precisam, urgentemente, ocupar as nossas reflexões e mover nossas ações na luta por uma universidade socialmente referenciada e encarnada nos problemas daqueles que, efetivamente, subsidiam sua existência. 
Como discutir, na universidade, o racismo que acomete a juventude negra se esta, historicamente, vem sendo excluída da universidade? Dentre os alunos, quase não há negros e nos postos mais precários da universidade, sobretudo entre os funcionários terceirizados, quase não há brancos. Entre docentes o corte é ainda mais brutal: no Campus Baixada Santista, num universo de mais de 200 professores, apenas três são negros, proporção parecida com a do Campus Osasco. Uma universidade socialmente referenciada é aquela que chama a sociedade ao seu entorno para ocupar os seus espaços e discutir sobre os seus problemas. E foi para discuti-los que vários grupos, naquela semana, ocuparam o espaço que historicamente foi e vem lhes sendo negado.
E como a direção do campus os acolheu? Ao menos é possível dizer sobre aquilo que fora registrado, em vídeo, por smartphones e por meio de registro de ocorrência policial (isso mesmo!) lavrada pelo 4º Distrito Policial de Santos.
Tendo recebido notícia de que pessoas “estranhas ao campus” encontravam-se no “Laboratório de Informática” fazendo uso de equipamentos, a diretora do campus, acompanhada de dois seguranças, para lá se dirigiu. De acordo com as imagens, a diretora se referiu aos presentes dizendo “isso não é uma lan-house” e que todos aqueles que não portassem identificação de alunos deveriam sair imediatamente. Seis jovens, que faziam uso dos computadores, se levantaram constrangidos e deixaram o local, alguns teriam ido buscar seus documentos de identidade, achando que se os apresentassem poderiam fazer uso do espaço. Ato contínuo, a diretora dirigiu-se às únicas duas jovens negras que ali estavam e solicitou-lhes identificação, por sorte eram alunas e puderam permanecer, mas profundamente ofendidas pelo fato de que outros ali presentes, brancos, não tinham sido solicitados a nada, procedimento que acusaram seletivo.
Situação não apenas constrangedora; mas humilhante para os meninos que haviam sido convidados à universidade para integrarem-se a ela, bem como para as alunas que, sentindo-se discriminadas, registraram ocorrência policial a respeito.
O destrato com a juventude negra, pobre e marginalizada contrasta com o espírito humanista que deveria encarnar a universidade pública.
Que bom seria se esses meninos pudessem ser assistidos por uma universidade capaz de acolhê-los e que, inclusive, lhes fraqueasse o uso de tecnologias como aquelas do laboratório de onde foram expulsos; diga-se de passagem meios fundamentais para o exercício, hoje, de cidadania, em tempos de “cidadania digital”. Mas nunca foram, esses meninos, cidadãos! Recordando os ensinamentos do emérito professor Dalmo de Abreu Dallari, quando apenas alguns são assistidos não há direitos e sim privilégios; logo, não há cidadania. Nunca houve mesmo cidadãos no Brasil, é o que sustentava Milton Santos, intelectual negro que conheceu de perto o racismo nas universidades por onde passou; não seriam esses meninos então os primeiros e lamentavelmente não serão os últimos.
Será preciso escalar as paredes das torres, para que as universidades brasileiras deixem de ser instituições ensimesmadas, estéreis e incapazes de lidar com a diversidade, corroborando práticas históricas de exclusão e perpetuando violências de todo tipo, sobretudo as de classe, raça e gênero.
Trata-se da construção de uma outra academia para uma outra ciência; que não seja torre mas forvm, onde não haja senhores e suas vontades mas democraticamente as vontades de todos, onde não haja ordens manifestas de maneira autoritária mas argumentos dispostos ao dissenso e onde haja, sobretudo, respeito em lugar de condutas assediosas. 
Se não nos conformamos com o inaceitável, costumeiramente aceito pelos que obedecem a voz de sua própria conveniência, que sejamos desconformes então pois essa é a única forma de sermos verdadeiramente cientistas, uma vez que, nos lembrara Febvre: “... na origem de qualquer aquisição científica está o não conformismo. Os progressos da Ciência são frutos da discórdia. Como é de heresia que se alimentam, se enriquecem, as religiões.” 

Osasco, 8 de dezembro de 2014.

Subscrevem, em apoio,

Prof. Dr. Alberto Handfas
Ciências Econômicas – EPPEN-UNIFESP

Prof. Dr. Daniel Augusto Feldman
Ciências Econômicas – EPPEN-UNIFESP

Profa. Dra. Esther Solano Gallego
Relações Internacionais – EPPEN-UNIFESP

Prof. Dr. Fabio Luis Barbosa dos Santos
Relações Internacionais – EPPEN-UNIFESP

Prof. Dr. João Tristan Vargas
Eixo Comum – EPPEN-UNIFESP

Prof. Dr. Julio Cesar Zorzenon Costa 
Ciências Econômicas – EPPEN-UNIFESP

Profa. Dra. Nildes Raimunda Pitombo Leite
Administração – EPPEN-UNIFESP

Prof. Dr. Salvador Andres Schavelzon
Eixo Comum – EPPEN-UNIFESP

* Rodrigo Medina Zagni é docente do curso de Relações Internacionais da Universidade Federal de São Paulo e repudia a hipocrisia reinante na área educacional brasileira em que impera o discurso de inclusão e universalização do ensino, ao mesmo tempo em que se precariza o sistema educacional público e se nega o ingresso nas universidades públicas aos menos abastados.

domingo, 12 de outubro de 2014

O que aprendi em História???





Eis a publicação das atividades desenvolvidas ao longo do ano letivo de 2014 pelos alunos da E.E. Charles de Gaulle sob a orientação da autora do blog. Esse ano nas aulas de História foi possível aprender fazendo arte. As atividades desenvolvidas ao longo do ano letivo mostram que além dos conteúdos trabalhados fica bastante evidente o talento de muitos alunos no uso de outras linguagens como o desenho e a pintura e a presença da interpretação de texto nessas formas de expressão. 

sexta-feira, 5 de setembro de 2014

MY FIRST INTERNATONAL TRIP: WASHINGTON D.C. – TRAVEL REPORT MINHA PRIMEIRA VIAGEM INTERNACIONAL: WASHINGTON D.C. – RELATO DE VIAGEM:

Por: Mateus Nunes*

Jamais imaginei que seria possível alcançar o que se fez. A vida mais uma vez me surpreendeu. E de tal forma desta vez, que me conduziu a um dos lugares mais belos do mundo: distante das minhas expectativas e ainda um garoto, repleto de sonhos e objetivos, pisei na terra do tio Sam, corroborando as certezas de metas decididas, como resultado de um esforço válido, a exemplo do que se viveu. Eu estive em Washington D.C.
Lembro-me como se fosse ontem, o dia em que recebi a notícia da seleção: não consegui acreditar na sorte do momento, de um concurso inscrito sem qualquer esperança e com tamanha espontaneidade. Não houvera reações, somente o bater na porta do inesperado para marcar completamente minha história. A partir de então, cada minuto que passava e cada processo bem sucedido, aproximava o esperado sonho, cultivado ao longo de anos.
Dia 26 de julho de 2014: talvez uma simples data por não marcar o início nem o fim de alguma guerra ou por não se comemorar um evento especial; mas foi o meu dia: dia de preparo, ansiedades e surpresas, pois além da viagem, as nove horas que esta durou apresentou-me a incrível sensação de planar uma noite inteira pelo ar, pois fora também minha primeira viagem em transporte aéreo. E desde já, o que se sucedia era inexplicável. 
Contudo, o que dizer ao pisar em solo norte-americano? O que dizer, não somente por estar no que é considerado a maior potência global da atualidade, mas por estar em sua capital, antes conhecida apenas mediante filmes, reportagens, etc., porém agora contemplada ao vivo e à cores?
À primeira vista e como aspirante à Arquitetura, Washington D.C. fora espetacular e, de fato, se mostrou como tal ao longo dos vinte e oito dias de minha estadia na cidade: desde aspectos minimalistas, como a abrangência da arquitetura neoclássica em seus prédios e monumentos que, como efeito de curiosidade, foram planejados de tal maneira objetivando a comparação norte-americana aos princípios gregos e romanos à sua organização urbanística que permite uma localização lógica por meio de letras, números e nomes de Estados como identificação de suas ruas e avenidas principais, respectivamente, contendo o Capitólio (congresso norte-americano) como centro dessa ordem, o qual eu tive a oportunidade de conhecer não somente externamente, mas internamente e apreciar o cerne da alma americana: sua grande e estonteante cúpula!



                                           Capitólio local de tomada de decisões

Para além do Capitólio, cuja altura não pode ser ultrapassada por nenhuma outra edificação da cidade (representando o poder do congresso nacional), Washington D.C. possui o maior complexo de museus do mundo, o Smithsonian Institute, com mais de 75 prédios dedicados a fatos e informações de todas as regiões do planeta, variando da história norte-americana à conquista do espaço; os tais, que eu não pude conhecer por inteiro devido ao seu grande número, têm localização dos principais em uma área conhecida como National Mall (alameda nacional) que delimita outros monumentos e prédios importantes como o Washington Monument (obelisco que pode ser observado praticamente de todas as regiões da cidade, com 169m de altura), que contém um observatório em seu interior que pude visitar e conhecer D.C. “de cima”; o Lincoln Memorial, monumento conhecido mundialmente por ter a estátua de Abraham Lincoln no seu interior, o qual visitei e me impressionei com sua magnitude; a Refleting Pool, espelho d’água localizado em frente ao Lincoln Memorial, entre muitos outros memoriais que visitei e encantei-me, a exemplo do Jefferson Memorial que, com uma paisagem deslumbrante, permite visualizar, ao longe, a famosa White House (Casa Branca), residência do presidente dos Estados Unidos, a qual eu não visitei internamente porque era preciso uma antecedência de seis meses para realizar reservas e a necessidade de cumpri todo um protocolo.


Casa Branca: sede do governo dos Estados Unidos e residência oficial do presidente da República e sua família.

Compreendendo uma gama de monumentos e edificações históricas, como a House where Lincoln died (Casa onde Lincoln morreu), Arlington Cemetery, seu zoológico no qual pude conhecer pela primeira vez ursos panda e bairros que acendem nosso imaginário infantil em virtude de suas ruas pacíficas com residências sem qualquer elemento de marcação e muita vegetação, Washington D.C. é atendida por um excelente sistema de transporte público (ônibus, trem e metro), que interliga todas as regiões da cidade, com horários definidos de chegada em seus pontos de espera (pontos de ônibus e estações).


Estação de Trem em Whashington, Estados Unidos.

No tocante aos seus aspectos sociais, D.C. tem uma qualidade de vida totalmente diversa em relação ao Brasil: notavelmente, foi possível constatar que o nível de segurança, combinado ao padrão de vida elevado das pessoas (smartphones e veículos de última geração), ora receptivas e simpáticas, ora apáticas e intensamente patriotas, expressam verdadeiramente a supremacia dos Estados Unidos que, em contrapartida, não deixa de demonstrar os efeitos do sistema capitalista, com moradores de rua habitando principalmente seus grandes centros, o que fora visto de forma mais impactante na cidade de Nova York, na qual estive apenas durante um dia e pude conhecer pontos turísticos como a Estátua da Liberdade, Ponte do Brooklin, Empire State Building, 9/11 Memorial (memorial dedicado em às vitimas do atentado ao World Trade Center), o One World Trade Center (torre única, ainda em processo de construção, em substituição às “torres gêmeas”), apreciar a beleza do Central Park, caminhar pela Broawday e corroborar o conceito de “cidade que não dorme”, ao vislumbrar as luzes dos inapagáveis painéis de Led da Times Square, principiando a madrugada – o que em D.C. é impossível, pois não possui vida noturna em virtude de seus museus e lojas encerrarem seus serviços às 17:00; a não ser por seus  shoppings (que se caracterizam por terem áreas extensas) e restaurantes de diversas culinárias, sobressaindo em muitos destes, a comida apimentada. 


Central Park em Nova York?

Foram inestimavelmente dias incríveis, de aprendizado e experiências singulares, capazes de estimular ainda mais profundamente a sombra dos meus objetivos e sonhos à suas concretizações! D.C. proporcionara-me o contato e a vivência com não somente uma, mas diversas culturas (em vista de os Estados Unidos receber indivíduos de diferenes regiões do mundo) e pessoas que jamais esquecerei, de professores, minha host mother Dian, seus cachorros e suculento jantar, meus host Brothers a todos aqueles que, como eu, foram merecedores dessa oportunidade; além de amigos e familiares que participaram direta e indiretamente desse capitulo da minha história. 
  

Memorial Lincon em Washington.

*Matheus Nunes cursou o Ensino Médio regular na E.E. Charles de Gaulle, tendo concluído sua formação básica em 2013. No mesmo ano, recebeu o grau técnico em Edificações pela ETEC-SP. Atualmente, se prepara pra FUVEST, no cursinho da POLI. Pretende cursar Arquitetura e Urbanismo na USP. Foi contemplado com o intercâmbio por ter sido o melhor aluno de sua ETEC.

sábado, 16 de agosto de 2014

História dos Estados Unidos em ilustrações e HQ:


1. Um resumo da História dos E.U.A

Para contar a História dos Estados Unidos, alunos das sétimas séries da E.E. Charles de Gaulle, desenharam aspectos e ícones representativos que dão conta da formação de uma das nações mais importantes da atualidade sobre todos os aspectos. Através de ilustrações, será possível entender como se deu o processo de formação de um dos países mais amados e odiados do mundo. A origem dos Estados Unidos, se deu através das Treze Colonias que se estabeleceram na América do Norte e que eram colonias de povoamento pertencentes a Inglaterra. Por muito tempo, elas permaneceram esquecidas naquele território. Contudo, ao se dar conta da riqueza em potencial que ali estava, a Metrópole resolveu interferir na vida da colônia e passou a cobrar duros impostos. 
Em pouco tempo, as Treze Colonias passaram a ser muito exploradas e para reverter essa situação, se uniram, protagonizando uma revolução em 1776, que culminou com sua declaração de independência aos 04 de julho daquele ano.


2. Nessa HQ, um pouco da agitação que deu inicio ao processo revolucionário.

A Revolução Americana começa liberal, imbuída dos princípios iluministas que estavam surgindo e se difundindo no século XVIII pela Europa. As idéias de liberdade, igualdade e fraternidade atraíam os antes oprimidos ex-colonos. Foram muito bem recebidas e fizeram parte da Constituição dos Estados Unidos desde a formação do país.


3. As autoras dessa HQ, mostram da colônia ao grito de liberdade.

A França, inimiga histórica da Inglaterra, foi de ajuda fundamental à independência das Treze colonias. Seu patrocinio foi crucial para que os revoltosos conseguissem alcançar exito rapidamente. Uma das primeiras nações a reconhecer a autonomia das Treze Colonias, foi justamente a França, no próprio ano de 1776. Curiosamente, após essa ajuda, a o país amigo entrou em uma crise, que posteriormente deu origem à Revolução Francesa. No país nascente, foi elaborada uma nova bandeira, simbolo máximo da nova nação. A atual, foi concebida a partir de 1795. Mas sempre esteve próxima a esse modelo que conhecemos em suas cores e formas. 


4. Aqui foi feita, grosso modo, uma ilustração da bandeira dos Estados Unidos que já passou por muitas mudanças, sem perder seus elementos fundamentais. 

Na bandeira estado unidense, o vermelho e branco, significam as Treze Colônias. O vermelho representa  resistência e coragem. O branco, inocência e pureza, o azul e branco são a perseverança, justiça e vigilância. Outro símbolo muito importante para os americanos, é o Tio Sam, que representa a própria personificação do país. Ele surgiu no século XIX, durante a Guerra Anglo-Americana de 1812, mas seu primeiro desenho data de aproximadamente 1870. Há quem diga que o Tio Sam é na verdade a representação de um presidente americano. Para alguns é o ex-presidente Andrew Jackson e para outros, seria Abraham Lincoln. Essa personagem teria sido elaborada por soldados americanos. Nessa ilustração, o aluno fez o Tio Sam de acordo com a minha descrição sem ter visto a imagem como de fato é. 


5. Nessa representação, o Tio Sam aparece jovem. 

O local mais emblemático dos Estados Unidos é a Casa Branca, sede oficial do governo, é residencia e local de trabalho dos presidentes americanos.  Foi construída no período imediatamente após a revolução e o processo de independência, entre 1792 e 1800. Desde então, nela habitam todos os presidentes da República e suas respectivas famílias. De lá é comandada toda a vida política dos Estados Unidos e são tomadas decisões que tem impacto mundial. Em 1814, a Casa Branca foi incendiada, assim como a cidade de Washington. O primeiro presidente a estabelecer residência na Casa Branca foi John Adams e o que atualmente a ocupa é Barack Obama


6. Casa Branca: residência oficial dos presidentes americanos e sede do poder executivo.

Dentro os muitos símbolos e ícones americanos, há dois em especial que merecem destaque: o primeiro refere-se a Estatua da Liberdade, monumento de independência cujo nome é A liberdade iluminando o mundo, que os americanos receberam dos franceses no primeiro centenário de autonomia política americana. Localizada numa das ilhas de Nova York, foi por décadas um dos locais mais visitados do mundo, virando área restrita depois do 11 de setembro. Outro ícone famoso e querido principalmente pelas crianças, é o capitão América, personagem criado durante a Segunda Guerra Mundial, onde vencia os nazistas. Após longo tempo no ostracismo, o Capitão América ressurgiu algumas vezes ao longo do século XX e mais recentemente, fascinando crianças e jovens da atualidade.


7. Nessa ilustração, a bandeira, o Capitão América e a estátua da Liberdade. Muitos icones numa mesma representação.

Créditos das ilustrações e HQ's
1. Camila, Isabeli, Lilian Júlia e Sabrina - 7ªB
2. Vitória Oliveira - 7ªB
3. Ana Carolina, Maria Eduarda, Milena e Victor Samuel - 7ªB
4. Agson, André, Cristopher, Jorge Luiz e Luis Fernando - 7ªA
5. Gabriel dos Santos Silva - 7ªA
6. Giovana Silva, Grazielle, Kathleen Correia e Rayane Letícia - 7ªA
7. Bruno, Marcos Paulo e Matheus Ryan - 7ªB

Adjetivos pátrios ou gentílicos em tabela:

Os gentílicos são os adjetivos pátrios que são usados para nos referirmos as pessoas que nascem em países, estados (ou províncias) e nas cidades. O gentílico de Brasil é brasileiro, por exemplo. Usamos esses termos corriqueiramente para nos referirmos as pessoas de nossa convivência ou fazemos uso deles na leitura de textos diversos. É de muita importância na nossa comunicação cotidiana, embora muitas vezes nem tenhamos essa percepção claramente. Pensando nisso, elaborei uma tabela, referente aos gentílicos brasileiros de estados e capitais brasileiros. Esse material pode e deve ser consultado por todos.

Tabela I: Estados Brasileiros

Quem nasce em/no:
É chamado de:
Acre
acriano
Alagoas
alagoano
Amapá
amapaense
Amazonas
amazonense
Bahia
baiano
Ceará
cearense
Distrito Federal
candango
Espírito Santo
espírito-santense
Goiás
goiano
Maranhão
maranhense
Mato Grosso
mato-grossense
Mato Grosso do Sul
sul mato-grossense
Minas Gerais
mineiro
Pará
paraense
Paraíba
paraibano
Paraná
paranaense
Pernambuco
pernambucano
Rondônia
rondoniano
Roraima
roraimense
Rio Grande do Norte
potiguar
Rio Grande do Sul
gaúcho
Santa Catarina
catarinense
São Paulo
paulista
Sergipe
sergipano
Tocantins
tocantinense

Tabela II: Capitais Brasileiras

Na capital:
O chamam de:
Rio Branco
Rio-branquense
Maceió
maceioense
Macapá
mapacaense
Manaus
manauara
Salvador
soteropolitano
Fortaleza
fortalezense
Brasília
brasiliense
Vitória
capixaba
Goiânia
goianiense
São Luís
ludovicense
Cuiabá
cuiabano
Campo Grande
campo-grandense
Belo Horizonte
belo-horizontino
Belém
belenense
João Pessoa
pessoense
Curitiba
curitibano
Recife
recifense
Porto Velho
porto-velhense
Boa Vista
boa-vistense
Natal
natalense
Porto Alegre
porto-alegrense
Florianópolis
florianopolitano
São Paulo
paulistano
Aracaju
aracajuano
Palmas
palmense