sábado, 16 de fevereiro de 2013

É impossível ser feliz sozinho...

Muitas vezes, não prestamos atenção, mas o fato é que para satisfazer nossas necessidades, precisamos de muita gente. Precisamos das pessoas que trabalham duro para fazer as coisas funcionarem ou para confeccionarem os bens que utilizamos.
Tudo na sociedade é fruto do trabalho duro de outras pessoas. Nossa função no mundo é fazer alguma coisa, realizar a atividade de que outros necessitam de alguma forma e nós também necessitamos dos fazeres de alguém.
Nossa roupa, nossa comida, nosso papel, nossas canetas. Nada disso surge do acaso. Tudo é obra do trabalho de quem costurou, preparou, elaborou ou fez essas coisas existirem. 
Precisamos uns dos outros. Do médico e do enfermeiro que nos atendem em nossas enfermidades. Do professor que nos instrui. Do coletor que recolhe o nosso lixo e assim por diante.
Portanto, por mais egoísmo ou individualismo que uma pessoa tenha, ela deve ter a consciência de que é impossível ser feliz sozinho como cantava Tom Jobim.


Ser humano ou ser social?

O que nos faz humanos? Muitas vezes não fazemos esse questionamento, mas o fato é que a resposta vem de outros seres humanos. O homem é um ser social. É a sociedade quem nos faz gente. São os ensinamentos da família e os cuidados com a criança que geram a pessoa humana.
Falar, andar, comer, higienizar-se, etc. são comportamentos que aprendemos desde a mais tenra idade com o objetivo de nos levar a sobrevivência e, ao mesmo tempo, ao convívio social.
Vivemos em sociedade desde o momento em que nascemos, pois já na maternidade convivemos com os outros bebês e com os nossos familiares. A partir daí, o bebê recebe cuidados e depois que cresce, orientações que o tornarão apto a conviver com os demais seres humanos.


Mas o que aconteceria se não tivéssemos cuidados ou orientação? Provavelmente não sobreviveríamos e caso isso ocorresse, não desenvolveríamos a capacidade de andar de maneira ereta, nem tampouco teríamos a capacidade de comunicação.
Em outras palavras, a humanidade surge da convivência social. Por isso, devemos valorizar aqueles que nos ensinaram a viver, conviver e a sobreviver através do comportamento que nos foi passado e assim,  sua assimilação nos possibilita o contato pleno com o mundo.

terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

O que é República?

Do latim, coisa pública. Foi um sistema político dos mais avançados, adotado na Roma Antiga. Os historiadores dizem que até mesmo nas cidades-estado da Grécia (Atenas e Esparta) ouve um regime republicano.É uma forma de poder descentralizado, na qual o representante, seja ele presidente ou primeiro ministro é escolhido pelo voto de seus cidadãos. Outra característica republicana é a divisão dos poderes, que faz com que haja toda uma estrutura capaz de sustentar seus governos. Nela, não apenas o presidente ou primeiro ministro tem o poder, mas, os parlamentares também o possuem.


Muitos confundem república com democracia (governo do povo, segundo os gregos). Embora os termos sejam muito próximos, são completamente distintos. Pois a democracia requer liberdade política. No Brasil, por exemplo, já vivemos períodos em que o sistema politico era republicano e não havia liberdade para os cidadãos. Portanto, pode-se concluir que a República pode perfeitamente conviver com a falta de liberdade de seus cidadãos ao passo que a falta de liberdade significa impedimento essencial para a existência da democracia.
Atualmente, a maioria dos países ocidentais é gerida pelo regime republicano. Os Estados Unidos por exemplo, tem um regime tão forte e consolidado, que serve de modelo e parâmetro para os demais países  No entanto, pertencer ao regime republicano não garante de fato a participação popular no poder, nem tampouco impede a existência de governos corruptos. 
Porém, o povo tem a possibilidade de através do voto escolher novos governantes e assim não se submete mais ao governo de alguns privilegiados oriundos de uma mesma família, como no caso da monarquia.
Para esse sistema dar certo, é preciso que os cidadãos sejam conscientes e que se esforcem em buscar governantes que melhor administrem seus países, garantindo uma vida melhor para todos os cidadãos.

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

Memórias póstumas de Brás Cubas - para ler e refletir:



Esse livro é uma das mais interessantes obras de Machado de Assis, compõe com Dom Casmurro e Quincas Borba uma trilogia. Apesar de as histórias serem distintas, as personagens se visitam nos três livros. Em pleno século XIX, o autor começa a trama durante o velório da personagem principal do texto e ao longo dos capítulos, passa a contar ao leitor a vida de Brás Cubas, uma figura enigmática a primeira vista, mas muito simpática a medida em que vai se lendo a história.
É uma leitura muito bacana, pois é narrada em primeira pessoa, ou seja, é Brás Cubas que conta sua vida a partir de sua morte. 
Para quem pretende prestar vestibular é leitura obrigatória. Para os demais, é uma oportunidade excelente de através da leitura ter contato com o Rio de Janeiro do século XIX, pois Machado de Assis, sabia como ninguém descrever a sua realidade em todos os seus aspectos: geográficos, políticos, psicológicos. Ele nos deixa íntimos desse homem, Brás Cubas, repleto de carências, dúvidas e casos de amor mal resolvidos.
Ler Machado de Assis nessa ou em qualquer outra obra é ver o brilhantismo de um brasileiro que soube como ninguém falar de sua realidade. É ter contato com toda a intelectualidade que brotou de alguém que não tinha formação nem berço, mas soube como ninguém usar o brilhantismo de sua mente.
Recomendo a vocês essa leitura e a reflexão sobre os valores, o que é fundamental na vida, para que no nosso leito de morte não estejamos como esteve Brás Cubas...
Por fim, deixo o link da obra de Machado de Assis que pode ser baixado gratuitamente no site do MEC. Boa leitura!


domingo, 10 de fevereiro de 2013

Carnaval: do profano ao sacro...


Vivemos um tempo bastante especial em nosso país. Trata-se do carnaval. Do latim, prazeres da carne. Período de quatro dias, em que as pessoas se entregam às paixões para ver tudo se acabar na quarta-feira de cinza. A origem dessa festa nos remete à antiguidade greco-romana, em suas manifestações pagãs, que objetivavam demonstrar sua liberdade e até mesmo igualdade perante os deuses. Nesse período  as pessoas   se entregavam umas as outras, sem medir muito a consequência de seus atos.
Com a ascensão do cristianismo, as festas da carne pagãs, passaram a encerrar o tempo comum para introduzir a quaresma. Dessa maneira, o carnaval passou a anteceder a quarta-feira de cinzas, e consequentemente, a quaresma.
O carnaval brasileiro, famoso por inúmeras manifestações culturais, é o misto de cultura afro com a cultura tradicional européia com relação ao carnaval. Por isso, vemos desde o samba de Rio de Janeiro e São Paulo, ao Balmasqué (tradicional baile de máscaras) de Recife e toda a diversidade da cultura pernambucana que agrega elementos tanto europeus quanto africanos, sendo uma das manifestações culturais mais impressionantes do carnaval brasileiro. Não podemos nos esquecer ainda do carnaval de Salvador repleto de elementos africanos derivados do axé.
O fato é que nos dias de folia, há muita promiscuidade e que as pessoas não pensam nas consequências de seus atos. É preciso que as pessoas se divirtam, dancem, pulem, mas não se esqueçam que após a quarta-feira de cinzas seguem dias de penitência e a vida segue seu curso. 

O que é capitalismo?

Em nossas aulas de ciências humanas, é comum ouvir falar em uma expressão: o capitalismo. O capitalismo que é um modo de produção de bens (ou capitais) é o que tem gerido a nossa economia há alguns séculos. Na filosofia, diversos pensadores já criaram teorias a seu respeito, porém, o que é certo é que esse modo de produção vem se adaptando ao longo do tempo. Diferente dos outros sistemas econômicos  onde as crises apontavam para o seu declínio e sua consequente queda, no capitalismo ocorre o inverso. as crises são um estimulo para uma nova adaptação e acomodação do sistema.
Para o capitalismo, o que conta é o acumulo de bens, ou seja, quanto mais dinheiro uma pessoa tem, mais poder ela poderá exercer na sociedade. Sendo assim, pouco importa a origem de uma pessoa se ela conseguir chegar ao acumulo de bens, ela terá reconhecimento e valor. Por outro lado, esse sistema não se abre a grandes possibilidades de acumulo de bens, visto que tudo o que se tem é alcançado pelo dinheiro. Das coisas mais básicas aos luxos, tudo é adquirido através do dinheiro. Da comida ao cotonete, da passagem de ônibus ao apartamento próprio, tudo é comprado. Sendo assim, quanto menos capital uma pessoa tem, mais dificuldades ela terá em comprar seus bens, portanto, para acumular bens não será uma tarefa fácil.


No capitalismo, todos nós vivemos num imenso MERCADO, onde ao mesmo tempo exercemos a função de CONSUMIDORES e de VENDEDORES. Mesmo não trabalhando no comércio, vendemos a nossa FORÇA DE TRABALHO para de posse do nosso salario, poder comprar os bens que suprem as nossas necessidades.
A economia capitalista se baseia nessa lógica de compra e venda de bens. As crises surgem quando há dificuldade de comprar ou de pagar pelos bens adquiridos. A cadeia do capitalismo possui uma teia tao complexa e bem estabelecida, que quando isso ocorre, países inteiros podem ser abalados economicamente e ver a vida de seus cidadãos se desestruturar.
Contudo, embora estejamos vivendo numa sociedade capitalista, não podemos nos deixar corromper pela tentação do poder e do dinheiro, querendo adquirir a qualquer preço o acumulo de bens. É preciso conquistar nossos bens com a dignidade do trabalho e nos esforçando bastante, seja nos estudos ou no exercício de uma atividade profissional.
É comum as pessoas viverem escravizadas por essa lógica do acumulo de capital. É certo que precisamos de dinheiro para ter acesso aos bens de que necessitamos, porém, acumular muito dinheiro implica em grandes responsabilidades e preocupações.

sábado, 9 de fevereiro de 2013

Visita ao Museu - MASP: Madona com o Menino Jesus de Belini:




No MASP, há uma obra de bastante relevância a cerca da maternidade divina de Maria em sua concepção ocidental. Trata-se do quadro A Virgem com o Menino de Pé, Abraçando a Mãe, de Giovanni Bellini. Esse quadro remonta ao século XV e a arte renascentista que já começa a se desenhar, mesmo que timidamente, no quadro, é exposto pelo artista a existência de dois mundos: o espiritual e o temporal e é pintado um detalhe em madeira, para que o admirador não se esqueça de que está apenas admirando aquela realidade e não faz parte dela.
Sendo assim, Bellini imprime em sua obra a ideia de que sagrado e profano não se misturam e que os pobres homens da terra podem sim se apegar ao divino, mas de maneira afastada, visualizando uma realidade suprema. Por outro lado, a mãe do quadro segue não como sendo uma Virgem Maria suntuosa, mas uma mãe dedicada e atenciosa com o filho, numa expressão delicada de quem aceita que seu menino mexa consigo. 
Esse é um dos quadros mais bonitos do museu porque representa ao mesmo tempo beleza e simplicidade numa cena comovente entre mãe e filho.


Fonte:

Sociologia... porque entender a sociedade:

A sociedade é algo absolutamente incrível. Possui uma dinâmica complexa. Afinal, diversos seres humanos em convívio constante, não é qualquer coisa. Contudo, ela se inicia de maneira simples, tendo na família sua base fundamental.
O homem, embora seja o animal racional, e, portanto, capaz de transformar substancialmente o mundo, necessita de cuidadores para sobreviver; adquirindo hábitos fundamentais. As famílias não são iguais. Cada uma possui valores diversos. Contudo, todas elas preparam o individuo para viver em sociedade e perpetuar a especie humana sobre a terra.


Esse é um amplo desafio, pois o homem para viver, deve satisfazer necessidades básicas (fisiológicas) e ao mesmo tempo, suprir necessidades de cunho social, moral, político, espiritual, etc. A sociedade é o espaço onde o homem realiza tarefas e se realiza. 
É um imenso exercício cotidiano a convivência humana com os seus semelhantes, posto que diversas vezes as necessidades dos homens interferem na liberdade de outros homens.
Sendo assim, a sociologia estuda essa dinâmica em toda a  sua essência, com aprendizados e desafios a serem superados. É uma ciência que usa a História como ferramenta e ao  mesmo tempo, serve de ferramenta para essa.
Promove uma profunda reflexão: é o homem que faz a sociedade ou é a sociedade que faz o homem? Nos dias atuais, seus questionamentos vem a nos ajudar a entender o mundo em que vivemos, posto que o que nos torna humanos são justamente nossos aspectos sociais.

História... um mundo de possibilidades:

A disciplina de História é muito interessante, pois ela marca a experiencia da humanidade ao longo do tempo. Assim como as pessoas tem o registro da sua vida através da fotografia, os países tem sua historia registrada nos livros, que detalham certos fatos e acontecimentos marcantes, para que de posse desse conhecimento possamos entender esses espaços.
A História é marcada essencialmente por processos, que ocorrem de maneira lenta e gradativa ao longo do tempo, de maneira que as transformações acontecem lentamente, o que dá ao homem a possibilidade de se adaptar as mudanças.
Conhecer a história é estar aberto a um conhecimento amplo, pois tudo tem sua história: pessoas, coisas, lugares, etc. A História Geral nos dá a ideia de mundo ocidental e nos dá pistas de como a nossa cultura foi formada, a partir dos gregos e romanos e das civilizações que vieram a seguir.


Com o passar do tempo, podemos ter despertadas certas curiosidades que nos  levam a pesquisar histórias particulares. Para isso, é importante saber que esse conhecimento é pautado em fontes, que servem de base para as pesquisas e assim um conhecimento vai ajudando a formar um novo e assim por diante.
Os historiadores, que são os cientistas que trabalham na construção do conhecimento histórico, são profissionais dedicados ao estudo e ao ensino. Sua ferramenta de trabalho são documentos (registros variados) cuja utilidade é a possibilidade de remontar a um período com base material.
Enfim, a História é um mundo de possibilidades de conhecimento, de questionamentos, de reflexões, de compreensão. Tudo com o objetivo de levar ao senso comum a percepção de que nada é fruto do acaso. Tudo tem uma razão de ser.

Imagem:
www.sertaopaulistano.com.br

De volta à ativa:

Caros leitores/alunos:

Esse blog manteve-se sem uso por quase 2 anos devido ao período em que me dediquei à maternidade aos meus cursos na Escola de Formação e ao Redefor/Unicamp.

Em 2013, os planos são outros. Os planos são usar esse espaço para interagir com os alunos e trocar experiências didáticas, pedagógicas e educativas.

Mãos a obra!