sexta-feira, 29 de abril de 2016

Breve análise da atual crise política e da democracia brasileiras:


O cartunista Mário Tarcitano ilustra bem a ideia do convidado: a Constituição sente-se atacada por todos os lados, bem como a democracia.

"A palavra democracia tem origem no grego demokratía que é composta por demos (que significa povo) e kratos (que significa poder). Neste sistema político, o poder é exercido pelo povo através do sufrágio universal". Pois bem, dado o conceito de democracia, penso eu que o que temos hoje na atual conjuntura política nacional é uma afronta a nossa democracia, temos nossa presidente da republica Dilma Rousseff, sendo acusada por crime de responsabilidade fiscal, mas sabemos também que crime de responsabilidade não é ato doloso segundo o homem que fez a defesa do impedimento da presidente Dilma, o advogado geral da união, José Eduardo Cardozo. O que seria um ato doloso segundo Cardozo? Seria um ato que fere a constituição por não ter sido cometido no atual mandato e de forma indireta pela presidente. O que vemos é um ato que  se alimenta de uma vingança do presidente da câmara, Eduardo Cunha para com nossa presidente em razão de o PT ter decidido votar no ano passado pela abertura de um processo contra o peemedebista no Conselho de Ética na Casa. E a Democracia nesse circo todo assim corre risco, porque se acusa passando por cima da constituição que é clara ao dizer que um presidente deve ser eleito pelo seu povo, obedecendo o conceito de democracia, isso me cheira a um golpe, um golpe com todas as características de um golpe clássico. A mídia faz campanha descarada, perderam o senso da imparcialidade da mídia, partiram pro tudo ou nada, a mesma globo e cia que participou do golpe de 1964, hoje segue firme e forte na tentativa de mais um... E o Lula ? Coitado está mortinho politicamente falando, "só que não", tentaram manchar a imagem do ex presidente  mas sua última aparição em fortaleza  debaixo de chuva levou milhares para as ruas... É amigo... a mesma democracia que é ferida fere também, fere essa gente que acha que vão tirar uma presidente eleita por um povo nas urnas, a galera do filé mignon,  fere no sentido de mostrar que se existe os golpistas de camiseta da seleção brasileira, também tem os vermelhos mortadela do outro lado fazendo o choque dos contrários, a oposição, a resistência a essa tentativa de golpe, e a democracia dar esse direito ... De uma coisa eu sei, quer ser presidente da república? esperem até as próximas eleições e façam melhor, porque como postei nas redes a dois anos atrás: depois da Dilma ainda tem o Lula... e viva a democracia, e toda resistência a qualquer tipo de golpe.

Flávio Vieira é professor de Filosofia na Rede Estadual de São Paulo e nos últimos meses tem se dedicado a entender o processo político atual.

segunda-feira, 21 de março de 2016

Os amores de Maria - consequências psicológicas da Segunda Guerra:


Drama humano no regresso de um soldado da Segunda Guerra Mundial.

A obra cinematográfica a respeito da Segunda Guerra Mundial, como se sabe, é bastante extensa. Neste blog, inclusive, há uma grande variedade delas, em postagens anteriores, que podem ser conferidas, na busca dos marcadores de cinema e história, por exemplo. No filme Os amores de Maria, de Andrei Kontchalovski, estrelado por Nastasja Kinski.
No filme de 1984, novamente a Segunda Guerra é retratada, mas não como confronto e sim, como uma volta pra casa de um soldado, Ivan, que ao chegar a sua cidade e à vida de antes, trás consigo todos os fantasmas da guerra, através das experiências que viveu, que na sua citação pura e simples torna-se aterrorizante para os ouvintes.
O olhar se volta para as consequências psicologicas do conflito. Os desgastes emocionais e os danos irreversíveis na vida de quem esteve em batalha. Tudo isso se faz presente em fantasmas e bloqueios que ficam sempre presentes na vida de quem esteve nas trincheiras.
Ao voltar pra casa, Ivan, pensa ser bastante simples retomar sua vida. Mas, ao procurar seu amor de adolescência, descobre que Maria já está em "outra". A vida seguiu para todos, o tempo não parou. Nesta retomada, o casal se une em matrimonio, mas não consegue consumar o casamento.
A dor e o sofrimento do casal, a exposição emocional das personagens mostra a fragilidade humana diante da guerra. Nessa experiência humana
, não há afastamento capaz de retirar as dores e as angustias vivenciadas. Em outras palavras, os dramas acompanham a vida humana aonde quer que vá, onde quer que esteja. 
Vale a reflexão, as belas fotografias e os detalhes dessa obra que registra uma época (o final da década de 1940) com riqueza de detalhes e mostra que os sentimentos humanos são atemporais. Os amores são de Maria, mas as angustias são as mesmas de Josés, Clarices, e todas as pessoas do mundo.

sábado, 12 de dezembro de 2015

Abrahan Lincoln - presidente dos Estados Unidos na Guerra Civil:


1. O presidente Abraham Lincoln e a bandeira de seu país.

Um dos três presidentes americanos que até os dias atuais é mais lembrado, Abrahan Lincoln, ficou imortalizado pela difícil missão que teve: unir o país durante a Guerra Civil americana. É também mencionado na História como o primeiro presidente americano assassinado e por sua luta contra a escravidão, tendo abolido essa prática dos Estados Unidos em 1864. 


2. Com a cartola que lhe era característica.

Considerado um homem muito inteligente, Lincoln adquiriu conhecimento de maneira autodidata, tornando-se advogado. Teve uma carreira política bastante consistente até chegar ao cargo máximo da política estado-unidense. É considerado um ícone dos valores republicanos e democráticos. Após o final da Guerra Civil, conseguiu de maneira muito habil unir o país e reconstruir o país. Seu assassinato gerou grande comoção, mas seus ideais jamais foram esquecidos pelo povo que se refere a ele com muito carinho mais de 150 anos depois de sua morte.

Créditos:
1. Giovanna Safannauer - 8ºB
2. Kamili - 8º B

Napoleão Bonaparte - de indisciplinado a imperador:

1. Napoleão representado como imperador que gostava de ter poder político e militar,

Napoleão Bonaparte é a grande figura política que ascendeu no momento imediatamente após as mudanças da Revolução Francesa. De 1804 a 1814, e durante alguns meses, foi o imperador Napoleão I, grande responsável pelo poder hegemônico que a França teve durante algum tempo na Europa. 

2. Com a espada, o imperador francês soube impor sua nação em início do século XIX na Europa.

Do exercício militar à ascensão política, tudo ocorreu de maneira meteórica. Napoleão Bonaparte era descendente de uma família da nobreza italiana, que se estabeleceu na França no século XVI. Por causa de sua indisciplina, foi imediatamente enviado a escola, tendo na pessoa de sua mãe a severidade necessária para se aprumar. Em 1874, entrou na Escola Militar de Paris (apenas 5 anos antes da Revolução Francesa) e no ano seguinte se tornou segundo tenente. Apoiou os jacobinos e foi promovido a tenente-coronel. 
Chegou ao poder no golpe do 18 Brumário em 1799 - o que equivale a 09 de novembro no nosso calendário. É uma figura histórica bastante controversa e que tem importância para o entendimento de muitos países, o Brasil, inclusive. Temendo a invasão das tropas napoleônicas em Portugal, Dom João VI veio para as terras tupiniquins com toda a sua corte e estabeleceu acordos com a Inglaterra que mudariam para a sempre a vida dessas nações.

Créditos:
1. Giovana Aparecida - 8ºB
2. Ieda Rodrigues - 8ºB

Cavaleiro Medieval - sua representação:


Cavaleiro medieval em ação.

Um dos personagens mais emblemáticos da Idade Média, é o cavaleiro. Recebendo das mãos do rei a incumbência de proteger as terras ou da Igreja a missão de expandir a fé na cristandade, os cavaleiros colocavam a própria vida a serviço de seus senhores, sendo por isso mesmo, vassalos da mais honrosa estirpe.
Na ilustração, o cavaleiro levava a fé cristã representada em seu escudo e no estandarte. Através desses bravos homens a Europa Medieval pode estender seu poder até lugares remotos e se estabelecer no mundo oriental inclusive. 
Os cavaleiros permanecem no nosso imaginário com toda a pompa e circunstancia, mas é provável que sua realidade de batalhas constantes (para impor as conquistas), não tenha sido de boas roupas, nem tampouco de austeridade, como nos acostumamos a vê-los nas representações. É certo que sua presença, mesmo que menos imponente, foi fundamental para a construção do mundo pré-renascentista que pouco a pouco fez surgir a nossa realidade.

Crédito:
Lucas - 7ºD

domingo, 22 de novembro de 2015

Joana D'Arc - a heroína que atravessou os séculos:


Joana D'Arc foi uma brava mulher que ousou lutar pela França em plena Guerra dos Cem Anos.

Joana D'Arc foi uma jovem mulher francesa, que viveu num período muito conturbado da história do país: a Guerra dos Cem Anos. Pelo Tratado de Troyes, pelo qual após a morte do rei da França, o território seria anexado à Inglaterra. Ocorre que faleceram na mesma época ambos os monarcas e a França seria governada pelo novo rei, Henrique VI, que à época tinha menos de um ano de idade.
Diante da crise política, a jovem que sempre teve visões espirituais ao longo da vida, sentiu-se enviada por Deus para lutar contra o destino político da França. Se auto intitulando a Donzela de Lorraine, a jovem Joana D'Arc parte para a luta pela soberania de seu país, objetivando coroar o Rei Carlos.
Uma produção francesa de 1999, retratou toda a luta de Joana para coroar o rei e salvar a França das mãos dos ingleses. Na obra cinematográfica, a vida da heroína da França é revisitada desde o nascimento, passando pela infância e chegando aos momentos decisivos de sua vida. A trama mostra uma menina-mulher em sua vida familiar e a relação tribulada com o pai. O preconceito contra uma mulher lutadora também é bastante evidenciado, assim como a esperança da França em uma libertação da Inglaterra.
O ponto alto do filme são as batalhas empreendidas pela jovem para promover a coroação do Rei Carlos e os momentos cruciais que a levaram ao Tribunal da Santa Inquisição e sua posterior condenação à pena de morte. Na França, a figura de Joana D'Arc é bastante emblemática e embora tenha sido esquecida em alguns momentos, ao longo da História sempre foi relembrada em momentos cruciais como a Revolução Francesa e ao longo do século XIX, quando se fez necessário reavivar o sentimento nacionalista.
O papa Bento XV em 1920 reconheceu o seu martírio pelo bem da França e a canonizou, desde então ela é a padroeira daquele país, simbolo de bravura e reconhecidamente uma mulher a frente do seu tempo. Uma heroína que continua a inspirar as pessoas ao longo do tempo.

sexta-feira, 6 de novembro de 2015

Amor e Inocência: a história cinematográfica de Jane Austen


Jane e Thomas: um amor impossível para a sociedade de seu tempo.

Uma das autoras inglesas mais consagradas de todos os tempos, Jane Austen,  que entre outras obras escreveu Orgulho e Preconceito, também recebeu uma bonita homenagem cinematográfica. Inspirado em sua biografia, o filme Amor e Inocência, de 2007 mostra a autora como protagonista de sua vida real. 
A obra mostra o amor da escritora por Thomas Lefroy. Segundo alguns de seus biógrafos, Jane Austen teve na juventude uma história de amor que não teve êxito, mas teria sido a inspiração para que ela escrevesse sua obra mais famosa, justamente Orgulho e Preconceito (escrito em 1797 e publicado em 1813).
O filme é uma trama deliciosa e envolvente e se assemelha muito ao que se vê nas filmagens de suas obras fictícias, o que leva a crer que a autora reproduzia o cotidiano da sua vida na escrita de seus livros. Nas obras, se vê uma Inglaterra da transição dos séculos XVIII e XIX, em que imperava a aristocracia e onde o cenário das histórias é sempre o campo. 
Outra característica importante é o conflito entre a razão e o coração. A razão bem sabe que nesse período não pode haver um romance entre ricos e pobres. Já o coração, pouco se importa com essas convenções sociais.
A atriz que interpretou Jane Austen, Anne Hathaway, foi selecionada para o papel por sua semelhança física com a autora e por ser uma profunda estudiosa da vida dessa grande escritora inglesa, tendo feito mestrado sobre o universo de suas obras. 
É uma história belíssima que encanta ainda mais os apaixonados pelo universo de uma mulher que soube estar a frente de seu tempo e nos deixar um legado riquíssimo que nos faz conhecer outros tempos e nos encantar por eles pelo simples fato de o percebermos tão humanos e com dramas que nos são contemporâneos.

segunda-feira, 2 de novembro de 2015

Frida Khalo


A artista mexicana Frida Khalo.

Frida Khalo é talvez a mexicana mais importante do século XX, portadora de poliomielite, desde a infância conviveu com inúmeras dificuldades - seja o relacionamento conturbado dos país, seja pelas limitações físicas - que não a impediram em nada de estudar e prosseguir na sua vida com bravura, Aos 18 anos, Frida sofreu um acidente de bonde que quase a matou, ficando meses entre a vida e a morte, passando por várias cirurgias de reconstituição e usando diversos tipos de coletes ortopédicos. Mesmo assim, a artista sobreviveu e usou o período mais dramático de sua vida como inspiração para algumas de suas obras.
Em 1928, após sua recuperação, ao entrar no Partido Comunista, conhece Diego Rivera, um muralista, que tem grande influencia em sua obra. Um ano depois, os dois se casam. Nesse período, a arte de Frida Khalo se aproxima de suas raízes mexicanas e dos temas do folclore e da arte popular do México. A artista passa um longo tempo nos Estados Unidos e no seu retorno, recebe a visita em sua casa de Leon Trotski, com quem teve um caso. 
Seu relacionamento com Diego Rivera era extremamente conturbado, mas um grande amor os unia, Foram casados duas vezes. A arte dela - interpretada por muitos (erroneamente) como surrealista - aprendeu muito com a arte dele.
Um dos pontos mais marcantes de Frida Khalo são seus auto-retratos, que mostram em cores vibrantes, o universo da artista sobre si mesma. A artista que viveu os tempos da Revolução Mexicana, foi bastante ousada e a frente do seu tempo, deixando-nos como herança uma arte que mostra uma profusão de cores e símbolos do século XX.

Crédito: 
Adriely Baptista - 3ºB

O mundo moderno (séculos XV-XVII)


O mundo da Idade Moderna em História em Quadrinhos.

Descrito em HQ, o mundo moderno seria aquele em que o homem perdeu o medo do mar e pôs-se a navegar pelas águas do desconhecido. Também foi o período em que a Igreja teve um papel de destaque, seja por seu enfraquecimento no continente europeu - o que se deu através da consequente Reforma Protestante, empreendida por Martinho Lutero e João Calvino - ou por seu papel de destaque na colonização do Novo Mundo. 
O mundo, descobriu-se era redondo, cheio de água e bem maior do que se imaginava. Contudo, a sede do poder era a mesma de sempre e os reis, no período, levaram seu poder de maneira absoluta, governando de maneira centralizada e se articulando em torno de mais poder e riquezas. O capitalismo dava seu primeiro passo: o mercantilismo.
Enfim, a partir desse momento, percebeu-se que o Universo era muito maior do que se supunha!

Créditos:
Helen, Juliana, Larissa, Luanda, Thieli e Victor - 3ºA

Vasos ou ânforas: se esses elementos gregos representassem a nossa realidade?

Na Antiguidade Clássica, mais precisamente na Grécia Antiga, os vasos tinham uma função de destaque: serviam pra armazenar água, vinho, salmoura, azeite, etc., que assim podiam ser transportados ou simplesmente melhor acomodados para o uso cotidiano. A palavra ânfora, de origem latina, tem como significado "carregar" e representa, justamente os vasos gregos.
Na Grécia, alem de armazenar e transportar os líquidos, os vasos (ou as ânforas) eram ilustrados com temas do cotidiano, Assim, para a historiografia, fica fácil precisar quando foram feitos, pois basta analisar as ilustrações para ter noção do período ao qual pertenceram.
Como desafio, alunos do 1º ano do Ensino Médio foram incentivados a produzir vasos inspirados na Antiguidade Clássica, cujo conteúdo das ilustrações fosse contemporâneo. Como seria uma ânfora de 2015?



1. Essa ânfora estaria ornamentada com a literatura juvenil do nosso tempo, a família, os amigos e os smarthphones. O conteúdo seriam flores, já que nos tempos modernos há diversos recipientes para guardar os líquidos.


2. Aqui, o cotidiano é retratado com a agitação da vida moderna: o descanso (raro), o ônibus para o transporte, as horas passadas em frente a TV, os estudos, a refeição e o trânsito.



3. O tempo é uma das maiores preocupações contemporâneas, assim como os diversos afazeres na cidade, a música, o trânsito e o desejo de estar em meio a natureza.


4. Esse vaso possui elementos do nosso tempo: as comunicações, os transportes, a música, a natureza.


5. Os inúmeros meios de transporte, a tecnologia moderna, os calçados, a cosmética, a música, os aplicativos, a necessidade de dormir em meio a correria. Tudo isso está presente nessa ânfora.


6. Aqui uma menção a crise hídrica de São Paulo, quando se abre as torneiras e não se encontra água.


7. Aqui um resumo do mundo em que vivemos: sabemos que a Terra é redonda, o dinheiro é o que garante o poder, temos a capacidade de produzir muito conhecimento e ainda há a sede por liberdade.


8. Dos esportes ao tablet, dos transportes à pescaria, sem nos esquecer de que o dinheiro é quem paga por tudo isso.

Créditos:

1. Pamela - 1ºI 
2.Beatriz, Gabriel, Jorge, Mike e Paulo - 1ºI 
3.Fernando, Jackeline e Pedro - 1ºJ
4.Aline, Hiago, Thiago e Vitória - 1ºJ
5. Ellen, Kauane, Mikkaelly e Rafaela - 1º J
6. Larissa e Kamila - 1ºJ
7.Jorge, Matheus Silva, Matheus Pereira, Otávio e Ruan - 1º J
8. Gabriela, Hanna, Ingrid, Jeremias, Klayve, Vitória - 1ºJ