sábado, 16 de agosto de 2014

Adjetivos pátrios ou gentílicos em tabela:

Os gentílicos são os adjetivos pátrios que são usados para nos referirmos as pessoas que nascem em países, estados (ou províncias) e nas cidades. O gentílico de Brasil é brasileiro, por exemplo. Usamos esses termos corriqueiramente para nos referirmos as pessoas de nossa convivência ou fazemos uso deles na leitura de textos diversos. É de muita importância na nossa comunicação cotidiana, embora muitas vezes nem tenhamos essa percepção claramente. Pensando nisso, elaborei uma tabela, referente aos gentílicos brasileiros de estados e capitais brasileiros. Esse material pode e deve ser consultado por todos.

Tabela I: Estados Brasileiros

Quem nasce em/no:
É chamado de:
Acre
acriano
Alagoas
alagoano
Amapá
amapaense
Amazonas
amazonense
Bahia
baiano
Ceará
cearense
Distrito Federal
candango
Espírito Santo
espírito-santense
Goiás
goiano
Maranhão
maranhense
Mato Grosso
mato-grossense
Mato Grosso do Sul
sul mato-grossense
Minas Gerais
mineiro
Pará
paraense
Paraíba
paraibano
Paraná
paranaense
Pernambuco
pernambucano
Rondônia
rondoniano
Roraima
roraimense
Rio Grande do Norte
potiguar
Rio Grande do Sul
gaúcho
Santa Catarina
catarinense
São Paulo
paulista
Sergipe
sergipano
Tocantins
tocantinense

Tabela II: Capitais Brasileiras

Na capital:
O chamam de:
Rio Branco
Rio-branquense
Maceió
maceioense
Macapá
mapacaense
Manaus
manauara
Salvador
soteropolitano
Fortaleza
fortalezense
Brasília
brasiliense
Vitória
capixaba
Goiânia
goianiense
São Luís
ludovicense
Cuiabá
cuiabano
Campo Grande
campo-grandense
Belo Horizonte
belo-horizontino
Belém
belenense
João Pessoa
pessoense
Curitiba
curitibano
Recife
recifense
Porto Velho
porto-velhense
Boa Vista
boa-vistense
Natal
natalense
Porto Alegre
porto-alegrense
Florianópolis
florianopolitano
São Paulo
paulistano
Aracaju
aracajuano
Palmas
palmense

quinta-feira, 14 de agosto de 2014

Nicolau Sevcenko - o homem além do mito:


 Triste perda para a historiografia nacional.

Infelizmente, na noite de ontem, chegou ao fim a vida de Nicolau Sevcenko, aos 61 anos. Trata-se de um dos historiadores mais importantes do nosso tempo, sobretudo, da História Cultural. Bibliografia obrigatória dos cursos de História em todo o país. Filho de família ucraniana que fugia dos bolcheviques, nasceu em solo brasileiro, na cidade de São Vicente, no litoral paulista. 
Sua carreira acadêmica, deu-se na USP, tendo inicio na década de 1970.  Seu pós-doutorado foi obtido na Universidade de Londres, em 1990. Lecionou na PUC-SP, na Unicamp e na Universidade de São Paulo até 2012. No fim da vida, lecionava na Universidade de Harvard. 
Tinha uma escrita deliciosa e uma palestra muito formal. Pessoa elegante, educada e simpaticíssima da qual a autora do blog já teve o prazer de desfrutar da doce companhia durante um curso ministrado por Sevcenko. Dentre sua vasta produção, se destacam as obras:

  • A corrida para o século XXI;
  • Orfeu extático na metrópole - São Paulo nos frementes anos 20;
  • Literatura como missão: tensões sociais e criação cultural na Primeira República;
  • A Revolta da Vacina - mentes insanas em corpos rebeldes;
  • O Renascimento e Pindorama revisitada.


Em seus trabalhos é possível perceber o fascínio de Nicolau Sevcenko pelas principais metrópoles do país: Rio de Janeiro e São Paulo. Suas aulas de História Contemporânea, por longos anos, foram as mais concorridas da FFLCH - USP. Seus alunos buscavam o brilhantismo e a simplicidade de um grande historiador, que soube ser um grande homem, sem estrelismos.

quarta-feira, 13 de agosto de 2014

Eduardo Campos - sua vida e trajetória:


Morre Eduardo Campos, candidato a Presidente da República, em plena campanha eleitoral.

Antes das onze horas da manhã de hoje, na cidade de Santos, no Litoral Paulista, o Brasil perdeu um de seus maiores expoentes políticos da atualidade: Eduardo Campos. Uma perda que devemos lamentar e que produzirá certamente, grandes mudanças no jogo político, sobretudo, com relação às eleições presidenciais. Campos foi figura fundamental, sobretudo após os anos 2000, quando foi Ministro de Ciência e Tecnologia do primeiro governo de Luis Inácio Lula da Silva e em seguida, foi eleito duas vezes governador de Pernambuco. 
Eduardo Henrique Accioly Campos, nasceu em Recife em 10 de agosto de 1965, período em que já vigorava o regime militar no Brasil. Neto de Miguel Arraes (político, ex-governador de Pernambuco, exilado do país pelos militares no período de ditadura), conviveu de perto com as problemáticas dos tempos mais obscuros da história recente do país. Por uma triste coincidência, faleceu aos 9 anos de falecimento do avô, que também morreu num 13 de agosto.  Seu pai foi cronista e poeta e sua mãe é ministra do Tribunal de Contas da União. Seu tio, Guel Arraes, é cineasta e diretor da Rede Globo.
Precoce desde menino, aos 16 anos foi aprovado para o vestibular de Economia na UFPE. Lá teve inicio sua vida politica. Como muitos colegas, trilhou os primeiros passos da vida política, sendo presidente de Diretório Acadêmico. Por sua trajetória politica, tão extensa, quanto bem sucedida, era considerado um jovem promissor. Em seus recém completados 49 anos de vida, alcançou um currículo admirável:
  • Deputado Estadual de Pernambuco - de 1991 a 1995
  • Deputado Federal por Pernambuco - de 1995 a 2007
  • Ministro da Ciência e Tecnologia - de 2003 a 2004
  • Governador de Pernambuco - de 2007 a 2014.
Eduardo Campos tinha um bom relacionamento político, sendo capaz de dialogar com diferentes frentes do cenário politico nacional. Ex-aliado de Lula, foi bastante criticado ao romper com o governo Dilma. Por outro lado, foi porta-voz do governo durante as Jornadas de Junho de 2013. 
Esse ano, ao lado de Marina Silva, encabeçou uma candidatura a Presidência da República, muito elogiada, por ser a alternativa à alternância de poder das últimas décadas que tem se dado em torno da bipolaridade PT e PSDB. A expectativa girava em torno da propaganda eleitoral que começaria na próxima segunda-feira e no fato de o candidato ter grande aceitação nos estados do Nordeste. Nas últimas pesquisas, ocupava o terceiro lugar, tendo cerca de 10% das intenções de voto.
Foi presidente do PSB (Partido Socialista Brasileiro), partido que embora tenha na sua sigla a nomenclatura do socialismo, estava muito mais ligado a ideais neoliberais, defendendo metas e meritocracia. Em sua última entrevista concedida ontem (ao canal Globo News), falou incessantemente a cerca da implantação das mesmas, bem como da elaboração de um Plano Nacional de Segurança Pública, aludindo aos já existentes na área de Educação e Saúde. Falou também da intenção de implantar em todo o Brasil um ensino de tempo integral (turnos de 7 horas de estudos). 
Eduardo Campos deixa viúva e cinco filhos, seu caçula, Miguel, tem apenas oito meses e é portador de síndrome de Down. Uma perda que entristece a todos, pois independente das escolhas políticas que tenhamos, fica o lamento pelas vidas perdidas no acidente. A vida de Eduardo Campos e de sua equipe, piloto e co-piloto chegou ao fim de maneira inesperada: acidente aéreo em plena campanha eleitoral.

segunda-feira, 11 de agosto de 2014

A história das comunicações em quadrinhos de videogame:


Nessa produção, os alunos Nicolas e Gabriel Barbosa, da 7ªA, percorreram todo o percurso da História da Comunicação, destacando as mídias e os veículos de comunicação que utilizamos no nosso cotidiano ou que já estão há muito aposentados. Com o desenho em formato de videogame, a dupla demonstrou conhecer com propriedade o tema. Fica aqui o registro e os parabéns pela brilhante atividade.

A Rainha - a crise que poderia ter arruinado a monarquia inglesa no século XX:


Cena do filme A Rainha de 2006, o então Primeiro- Ministro, Tony Blair cumprimenta Elizabeth II, cometendo uma gafe. 

Embora a personagem mais citada no filme seja a Princesa Diana, o filme A Rainha mostra a crise que se instalou na Inglaterra em 1997, quando o Primeiro-Ministro Tony Blair assume o poder e pouco depois, a mãe de Willian e Hary - já divorciada do Príncipe Charles - falece em um acidente em Paris. Por acreditar que a morte de Diana era um assunto privado e não assunto de Estado, a Elizabeth II toma uma série de atitudes equivocadas, mas é alertada a tempo por Blair. 
O filme mostra os supostos bastidores de uma semana tensa e humaniza sobremaneira a Família Real Britânica, mostrando a corte com sutileza e de maneira delicada, sem expor ninguém de fato. É interessante analisar também as habilidades dessa mulher forte e muito dona de si, capaz de atos até então impensados para os súditos que a admiram no mundo todo. Como conceber uma rainha dirigindo, caçando ou entendendo de veículos de tração nas quatro rodas? 
Outro destaque vai para a crise iminente na monarquia inglesa diante da recusa da rainha em tratar do luto nos primeiros dias após a tragédia e de todo o esforço de seu Primeiro-Ministro para fazê-la transmitir aos súditos uma mensagem de luto. Ao mesmo tempo, é perceptível que os valores da monarquia soam destoantes aos nossos dias e que mesmo assim, ela consegue ter uma visão de profunda lucidez sobre a política de nosso tempo. 
Enfim, é um filme que nos faz refletir sobre aspectos políticos e humanos e entender que os fatos históricos possuem não apenas inúmeros pontos de vista, mas muitas maneiras de percepção. O que para os simples mortais é apenas mais um escândalo, pode significar problemas familiares sobre os quais se tem duvidas mas não o controle de sua exposição. 
A rainha da Inglaterra é a representante da monarquia do Reino Unido que é formado pela Grã-Bretanha (Inglaterra, Escócia e País de Gales) e Irlanda do Norte. Seu poder se estende a outros lugares como: Jamaica, Barbados, Granada, Papua Nova-Guiné, entre outros territórios americanos.O poder político da Inglaterra, especificamente, pertence ao Parlamento desde a Idade Média, quando no século XIII, se constituiu após a promulgação da Carta Magna e por determinação do Rei Eduardo I. O reinado de Elizabeth II, teve inicio em 1952, após a morte de seu pai Jorge VI. Além de rainha, ela também é responsável pela Igreja da Inglaterra. 

quinta-feira, 7 de agosto de 2014

Tente Escutar pequeno vídeo que faz pensar:



Tente Escutar | Campanha Social | Instituto Criar | Turma VII

Esse é o trabalho de conclusão de curso de Luana Máximo, ex-aluna da E.E. Charles de Gaulle, que concluiu o Ensino Médio em 2010. Luana fez parte das oficinas oferecidas pelo Instituto Criar, que profissionaliza jovens de escolas públicas de São Paulo na área da comunicação. Em Tente Escutas, foi abordada a questão da surdez e sua inclusão na educação. No vídeo também aparece a unidade escolar e seu atual diretor, Juarez Firmino. Muito interessante essa obra, pois além de mostrar um talento oriundo dos nossos bancos escolares, leva-nos a pensar a cerca da questão da surdez e da própria educação especial e sua aplicação no cotidiano das escolas.

domingo, 3 de agosto de 2014

Eles não usam blackie-tie - greve e peleguismo:

Durante o governo JK, nem tudo era bossa nova e desenvolvimento. Havia também descontentamento com os rumos políticos do pais. O teatro de Arena, na Consolação, em São Paulo, era palco de peças de cunho sócio-político, nas quais se discutia temas ácidos presentes na sociedade. Em Eles não usam blackie-tie, o autor da peça, Gianfrancesco Guarnieri (1934-2006) discute um tema muito polêmico: greve e peleguismo. 


Gianfrancesco Guarnieri e Fernanda Montenegro vivem um drama familiar em Eles não usam Blackie-tie

Greve é quando os trabalhadores se recusam a trabalhar para cobrar dos patrões melhores condições de salário e de trabalho e pelego é o trabalhador que se recusa a participar desse movimento.O título é uma referencia as roupas chiques usadas pela elite, em detrimento das roupas simples e uniformes utilizados pelo trabalhador. Na peça, depois transformada em filme, discutia-se a situação da vida operária no país. Sucesso de bilheteria, salvou o teatro da falência e ficou em cartaz por mais de um ano - algo inédito no teatro brasileiro até aquele momento.


Tião e Maria vivem um drama: a gravidez dela. Diante do novo contexto ele deve participar da greve promovida pelo próprio pai?

O filme, de 1981, foi estrelado pelo próprio autor e grande elenco (Bete Mendes, Carlos Alberto Riccelli, Fernanda Montenegro, Francisco Milani, Léia Abramo, entre outros). A trama se desenvolve em torno da história de Tião e Maria. Ao engravidar a namorada, o rapaz se vê na obrigação de casar-se. Para não perder o emprego, ele fura a greve liderada pelo próprio pai. Do conflito familiar aos piquetes, é possível refletir sobre o Brasil que ainda não havia se democratizado, sobre o trabalho e questões éticas e morais contidas nas relações profissionais e pessoais. 

1914-2014: os cem anos da Primeira Guerra Mundial

Estamos no centésimo ano do inicio de um conflito mundial que tem importância fundamental no contexto do mundo contemporâneo. A Primeira Guerra Mundial ou Primeira Grande Guerra, foi um conflito que durou quatro anos e envolveu as potências mundiais da época, tendo como cenário o continente europeu. Seu inicio se deu após o assassinado do arquiduque da Áustria, Francisco Ferdinando, em 28 de junho de 1914,  na Bósnia.  Tendo sido vítima de um nacionalista,  o ocorrido gerou tensão imediata entre vários países e pôs fim aos impérios que se estabeleceram no século XIX e que permaneciam no contexto político do século XX com grande força nas primeiras décadas.
Um mês após o assassinato de Francisco Ferdinando, o conflito teve inicio com a invasão da Sérvia,  por parte de austríacos e húngaros. Em seguida,  a Alemanha invadiu Bélgica, Luxemburgo e França. A Rússia,  por sua vez,  invadiu a Alemanha. Posteriormente, outros países entraram no conflito: Itália, Bulgária e Romênia aderiram a guerra em 1915.A guerra veio a terminar quando os Estados Unidos entraram no conflito em 1918, após a Rússia ter abandonado o conflito (ainda em 1917) por conta da Revolução Russa (movimento interno).
A Primeira Guerra Mundial pôs em cheque a politica internacional e a própria expansão do imperialismo na época, bem como pôs fim a muitos impérios que ainda resistiam ao contexto da época e redesenhou o mapa do continente europeu. As lutas se dividiram em alianças,  a saber:

  • Tríplice Entente - Reino Unido, França e Império Russo.
  • Tríplice Aliança - Império Alemão (Prússia),  Áustria-Hungria e Itália. 

A Primeira Guerra Mundial tem esse nome,  porque foi um conflito que envolveu as grandes potências mundiais da época,  além da Rússia.

Esse foi o primeiro conflito de proporção mundial, além de sangrento, ganhou cobertura jornalistica. Em alguns países,  se censurava o que realmente acontecia,  com a manipulação das noticias.Mais de 9 milhões de pessoas foram mortas. Envolveu cerca de 70 milhões de militares,  90% deles,  europeus.


Albert Kahn financiou fotógrafos que registraram o que de fato aconteceu nos campos de batalha e que não era divulgado.

O Brasil teve pequena participação no conflito. Inicialmente,  manteve-se neutro. Depois, teve navios civis atacados por membros da Tríplice Aliança,  o que o fez romper relações diplomáticas por certo tempo com a Alemanha. Contudo, foi mais vítima que qualquer outra coisa. A tentativa de entrar na guerra está mais para a comédia do que para a tragédia. Além do envio de alguns poucos aviões em 1918,  nada mais aconteceu.
Nas artes, surgiu o movimento expressionista alemão que se caracterizou pelo exagero das formas e distorção das cores, como denúncia do que se passava realmente na Primeira Guerra Mundial. Neste caso, a arte era usada como uma ferramenta para despertar a consciência da sociedade, para pensar no que realmente estava acontecendo.


Quadro de George Grosz (1853-1959), expoente da arte no expressionismo alemão, no período da Primeira Guerra Mundial.

sexta-feira, 1 de agosto de 2014

Revolução de 1930: nova fase da República no Brasil


Getúlio Vargas assume o poder na Revolução de 1930.

Os anos que sucederam à queda da bolsa de Nova York,  em 1929,  foram de muitas mudanças em todo o mundo. Se no cenário mundial,  foram capazes de levar a Segunda Guerra Mundial (sobre a qual discutiremos em breve),  no Brasil,  culminaram com a Revolução de 1930,  da qual fizeram parte alguns dos personagens que já haviam protagonizado a Revolução Tenentista em anos antes,  em 1922. 
O processo revolucionário tinha como objetivo acabar com as oligarquias do café com leite,  que se revezavam no poder presidencial,  tendo sempre um paulista ou mineiro no cargo máximo da República. O grande motivo,  evidentemente,  foi a crise mundial que se instalou no mundo após 1929. No Brasil,  isso se refletiu sobretudo entre os cafeicultores que pouco a pouco perderam o apogeu de antes.
Paulistas e mineiros romperam as relações políticas ao indicar um outro paulista,  Júlio Prestes ao governo e não um mineiro. Em responta,  o governo de Minas apoiou o gaúcho Getúlio Vargas. O processo eleitoral do inicio do ano,  deu a vitória nas  urnas ao candidato paulista,  mas em outubro de 1930,  foi dado um golpe e Getúlio Vargas assumiu o poder. Nesse momento,  o Brasil rompeu com a República Velha,  também chamada de Primeira República.
Assim como outros movimentos na história republicana,  essa revolução consistiu num golpe de Estado. A ascensão de Vargas ao poder se deu pela força e não pelo desejo popular.