quinta-feira, 15 de julho de 2010

O analfabeto político - uma ampla reflexão:


Na nossa sociedade, muito se discute a respeito da política. No entanto, existem pessoas que se dizem neutras e que preferem não manifestar-se a respeito das questões políticas, como se não tivessem responsabilidade de cidadãos e como se suas escolhas não interferissem na vida de todos.

A esse respeito, o dramaturgo alemão, Bertold Brecht, que viveu no século XX, escreveu um poema que é difundido até os dias de hoje. Nele, é exposto as consequências da recusa em participar da política.

Com base nesse poema, impresso no livro de História utilizado nas aulas pelos alunos do Ensino Médio, as turmas de 3º ano puderam ler e refletir em grupo a cerca do analfabetismo político. Vejamos o poema:


O Analfabeto Político
Bertolt Brecht


O pior analfabeto é o analfabeto político. Ele não ouve, não fala, nem participa dos acontecimentos políticos. Ele não sabe o custo de vida, o preço do feijão, do peixe, da farinha, do aluguel, do sapato e do remédio dependem das decisões políticas.

O analfabeto político é tão burro que se orgulha e estufa o peito dizendo que odeia a política. Não sabe o imbecil que, da sua ignorância política, nasce a prostituta, o menor abandonado, e o pior de todos os bandidos, que é o político vigarista, pilantra, corrupto e lacaio das empresas nacionais e multinacionais.


Fonte: http://www.consciencia.net/2004/mes/01/brecht-analfabeto.html

Agora, vejamos o que concluíram os grupos:

"As pessoas que se mantém longe da política, não dando seu voto, contribuem para eleger aqueles políticos ladrões, que não fazem nada pelo povo, que só aumentam os juros, o preço da passagem de onibus, desse jeito, somos obrigados a trabalhar mais para pagar contas, assim somos só sobreviventes, não temos uma vida digna por causa dessas pessoas."
(Diana, Rosana e Valéria - 3ºA)

"(...) é parecido com o ensino público, você não precisa saber de nada, é só status e estatísticas."
(Ágatha, Alessandro, Bruno Barbosa, Rodolfo, Cléber e Tauane - 3ºA)

segunda-feira, 5 de julho de 2010

Batismo de sangue - uma reflexão:

Caio Blat e Daniel de Oliveira, respectivamente Frei Betto e Frei Tito, em Batismo de Sangue.


Para refletir a cerca da Ditadura Militar das décadas de 60 e 70 do século XX, alunos do terceiro ano passaram pela incrível experiência de analisar uma obra cinematográfica, como documento histórico. Tal análise se deu através da leitura do filme Batismo de Sangue (dir. Hevélcio Ratton, 2003, baseado no livro homonimo de Frei Betto).

Trata-se da biografia de Frei Tito, um frade dominicano preso, torturado e exilado pelos militares, que não aguentando a memória dos dias cruéis que passou no DEOP'S, se suicidou no exílio. O filme retrata momentos marcantes, como o Congresso da UNE em 1968 e o assassinato de Carlos Marighella.

O drama foi escolhido, para que a partir da experiência visual, o corpo discente pudesse compor seu próprio entendimento a respeito do tema. Após o contato com esse material, houve um momento de reflexão em torno do tema e o estudo direcionado. Vejamos a produção intelectual dos terceiro anistas do Ensino Médio:

1 - O que levou Frei Tito à perda da fé?

"O trauma causado pelas torturas que sofreu."
(João Víctor - 3ºC)

"A tortura psicológica e física que ele sofreu e a impossibilidade de realizar seus anseios políticos, diante do momento da ditadura."
(Nataly - 3ºC)

"Após ser torturado, Frei Tito nunca mais foi o mesmo. Torturas não só físicas, mas também psicológicas, fizeram com que ele ficasse perturbado, confuso de sua fé."
(Fernanda - 3ºB)

"A perda da fé de Tito ocorreu devido ao grande número de torturas que ele sofreu. Isso fez com que ele ficasse perturbado, não tendo consciência do que estava fazendo."
(Tiago Grobas - 3ºB)

"Devido ao sofrimento que passou, com as torturas, as fugas, o medo e etc. Tudo aquilo se agravou em Tito, o terror que se instalou dentro de si o traumatizou, a depressão estava o levando a loucura. Com essa instabilidade mental, Deus já não faz mais sentido."
(Tauane - 3ºA)

"Frei Tito perdeu sua fé após sofrer diversas torturas, ele perdeu a fé na vida, no homem e na sociedade, pois na época em que viveu, não havia liberdade e ele acabou pensando que era inútil e que não podia modificar a situação."
(Gabriela - 3ºA)

2 - Como agiam os militares com relação aos opositores?

"Agiam com crueldade, sempre repreendendo, torturando, perseguindo e zombando dos opositores."
(Jéssica Mendes - 3ºC)

"Eles agiam de forma cruel, fazendo com que seus opositores se submetessem à tortura e às humilhações."
(Tamires Santos - 3ºC)

"Os militares perseguiam, torturavam, matavam, desapareciam com pessoas e faziam várias coisas ruins contra aqueles que não eram a favor do sistema."
(Ana - 3ºB)

"Eles torturavam fisica e mentalmente, matavam e impunham medo e terror aos opositores."
(Lígia - 3ºC)

"Com violência, sem dó nem piedade, além da tortura psicológica, os opositores eram espancados como se fossem animais e também várias pessoas foram alvejadas."
(Valéria - 3ºA)

"Os militares perseguiam, agrediam e torturavam as pessoas que acreditavam ser seus inimigos. Praticavam uma justiça abominável, sem respeito, sem humanidade."
(Gabriela -3ºA)

terça-feira, 11 de maio de 2010

O que é ser atriz, por Narjara Turetta:

Narjara Turetta conta como é ser atriz.

Muitos alunos em fase pré-vestibular, estão na dúvida sobre qual carreira seguir. Muitos sonham com o mundo das artes. Pensando nisso, enviei um questionário para a atriz Narjara Turetta, que gentilmente respondeu a todas as questões. A atriz tem uma carreira consolidada através de papéis de destaque. Atualmente, ela vive no Rio de Janeiro. Nos anos 80, emocionou a todos ao interpretar a filha da Regina Duarte em Malu Mulher. Em uma de suas mais recentes aparições, ela trabalhou ao lado de Sônia Braga, em Páginas da Vida, novela de Manoel Carlos, exibida na Globo em 2006. Vejamos o que ela tem a dizer para quem pensa em ser atriz:

Luana Ensina - O que a levou a escolher a profissão de atriz? Quando isso aconteceu?

Narjara Turetta - Com 2 anos eu queria ser cantora. Mas eu via as crianças na tv e pedia para minha mãe me levar lá! Com 3 anos e meio fiz meu primeiro comercial e aos 4 anos e meio fiz um programa da TV Record chamado "A Grande Ginkana" (1971) onde eu entrava para dizer monólogos e apresentar os palhaços Arrelia e Pimentinha, tudo isso em São Paulo, onde nasci.

Luana Ensina - Quais as experiências mais marcantes ao longo da sua carreira?

Narjara Turetta - Os testes que fiz foram marcantes. O primeiro, aos 4 anos, para novela "Pingo de Gente" e que não passei por ser muito pequena! Me frustrou demais, saí chorando! Queria MUITO! Depois, os testes para minha primeira novela na Tupi, "Papai Coração" e para "Malu Mulher", ambas eu fiz! E a oportunidade de ainda criança atuar com Regina Duarte, Paulo Goulart, Marília Pera, Gianfrancesco Guarnieri, Dina Sfat e tantos outros!

Luana Ensina - O que é preciso estudar para ser atriz/ator?

Narjara Turetta - Fazer uma faculdade de artes cênicas é fundamental. E depois disso, SEMPRE LER!! LER MUITO! O ator PRECISA ser muito bem informado, sempre! Ele precisa de bagagem para montar seus personagens e para dar entrevistas sem falar bobagens! Eu não fiz faculdade porque na minha época a profissão nem era reconhecida e eu comecei criança. Mas gostaria de ter me aprofundado!

Luana Ensina - Como é exercer um ofício artístico no Brasil? Há dificudades? Quais?

Narjara Turetta - Díficil como em qualquer lugar. As dificuldades são se manter na profissão e se fazer lembrado.

Luana Ensina - As artes dramáticas são uma importante contribuição para a Educação. O que você pensa a respeito disso.

Narjara Turetta - Penso que são importantes, sim. Ir ao teatro, ao cinema sempre!

Luana Ensina - Onde você desempenha sua atividade? Teatro, tv ou cinema? De qual você gosta mais?

Narjara Turetta - Geralmente mais na TV. Não fiz cinema ainda e teatro fiz pouco! AMO TV!

Luana Ensina - Que dica você daria a um pré-vestibulando que pensa em seguir a sua profissão?

Narjara Turetta - Ir MUITO ao cinema e ao teatro e ler peças para ver se REALMENTE é isso que deseja!

Luana Ensina -Deixe uma mensagem aos alunos da Profª Luana na E.E. Charles de Gaulle em São Paulo.

Narjara Turetta - Escolham bem aquilo que desejam seguir como profissão e o mais importante AMEM aquilo que vão fazer! Façam SEMPRE com amor! É MUITO bom fazer o que se gosta e AINDA receber para isso! Beijos! E LEIAM MUITO! SEMPRE!
Sinto-me honrada com o carinho dessa profissional que tem muita bagagem e talento e mesmo em meio aos seus afazeres, se dispôs a compartilhar com os alunos um pouco de sua experiência. Em meu nome e em nome dos alunos da E.E. Charles de Gaulle, muito obrigada. Quem quiser conhecer melhor o trabalho da atriz, pode começar pelo twitter:

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Confúcio e sua filosofia do amor:



Confúcio foi um filósofo chinês que viveu no século IV a.C.

O objetivo dessa atividade, foi levar os jovens estudantes a refletirem sobre a prática do bem na construção de uma sociedade mais justa e harmônica. Para Confúcio, filosofo chinês da Antiguidade, que viveu no século IV a.C. - no período das primaveras e outonos - os pequenos gestos de bondade poderiam construir um mundo melhor. Inspirados nesses preceitos, surgiram doutrinas religiosas e até mesmo técnicas arquitetônicas. Encontra-se abaixo a resolução dos alunos primeiro anistas frente a esse desafio:


1 - Confúcio elaborou a "filosofia do amor", na qual a sociedade só poderia ser melhor através da prática do bem. O que vocês pensam a esse respeito?


"Nós pensamos que o amor provém do bem e tudo o que provém do bem é bom. Ele está correto, porque se cada um pensar em fazero bem ou talvez até não fazer o mal em momento algum, assim pode até vir a melhorar a nossa sociedade."

(Adson, Diego, Jonatas e Kesley - 1ºE)


"Realmente é é verdade. Tudo fica melhor com amor e respeito, ainda mais, em uma sociedade que está sempre em guerra, o que tem que prevalecer é o amor, porém, nós seres humanos não convivemos só de amor e de respeito. Existem as brigas, os desentendimentos, o que atrapalha esse ambiente de paz, harmonia, etc."

(Aline, Andreza, Karen e Luan - 1ºE)

"Nós pensamos que ele está certo, pois é verdade que a sociedade só poderá melhorar através da prática do bem. Nós poderíamos respeitar mais o próximo, sempre pensar nos outros, deixar o egoísmo de lado." (Gustavo, Lucas Jacó, Abdon e Danilo - 1ºF)





2- Que ações vocês poderiam ter para fazer do convívio social algo melhor. Enumerem algumas dessas ações:


I - Respeitar o espaço dos outros.

II - Respeitar a opinião dos outros

III - Sermos mais tolerantes.

IV - Pensarmos em conjunto e não no bem individual.


(Amanda, Ana Carolina, Carine Castro, Fabiula e Letícia - 1ºE)



I - Ter respeito pelos outros.

II - Amar ao próximo.

III - Aceitar as diferenças.

IV - Não ter preconceito.

V - Não julgar.

VI - Ter consciência dos seus atos.


(Eduardo, Michele, Sabrina e Thais - 1ºE)

I - Respeito.

II - Amor ao próximo.

III - Disciplina.

IV - Compaixão.

V - Sinceridade.

VI - Solidariedade.

VII - Fidelidade.

VIII - Compreensão.

(Gustavo, Lucas Jacó, Abdon, Danilo - 1ºF)

Esquerda, direita e centro. Por que os partidos políticos são classificados assim?


Em ano eleitoral, nada melhor que orientar o corpo discente para que este perceba como se dá o jogo político. Para tanto, foram dadas aulas sobre a Revolução Francesa (novamente), sob o viés da política atual, para que os mesmo percebecem que ela não apenas inaugura a História Contemporânea, como também, é através dos ideais dela que o mundo conduz sua política, na maioria dos países.

Num primeiro momento, foi abordado o funcionamento do poder, que hoje, geralmente se divide da seguinte maneira, tomando como exemplo, o Brasil:


República Federativa do Brasil:


Poder Executivo - quem executa as leis: Presidente da República / Governador do Estado / Prefeito.

Poder Legislativo - quem elabora as leis: Senadores / deputados federais / deputados estaduais / Vereadores.

Poder Judiciário - quem cumpre as leis: Ministros/ Desembargadores / Juízes.


A próxima etapa, foi dedicada a reflexão em torno dos partidos políticos, que desde o final da ditadura, vem se multiplicando dia a dia. Que critérios são usados para definí-los? Critérios baseados nas reuniões da Convenção Nacional da Revolução Francesa. Os jacobinos, que ocupavam a parte esquerda do recinto e tinham ideais mais radicais ficaram conhecidos como esquerdistas.


"Os girondinos e os partidos de direita atuais (PSDB / DEM), são similares no tradicionalismo, não aceitando mudanças no modo de governar. Os girondinos eram formados pela grande burguesia mercantil, que tentava deter as radicalizações feitas pelo povo, procurando assim fazer acordo com o rei para o seu beneficio e bem estar. Podemos comparar isso à maneira de governar do PSDB e seus aliados, que mantém um governo movido em benefício próprio, tendo suas obras voltadas para a visibilidade de massa, sem no entanto, levar em conta o que o povo realmente precisa. O pântano, era o partido de centro, como o PV, hoje em dia, que apoia o que lhe é conveniente. E por fim, os jacobinos, são a esquerda, que ainda hoje se assemelham aos partidos de esquerda atuais (PT, PC do B, PSOL, etc.), que tem idéias revolucionárias e opiniões que apelam para mudanças pelo menos em tese."

(Nataly, Dayane e Indigleide - 3ºC)

O outro lado da vida de Euclides da Cunha:


Esse ano, é comemorado o centenário da morte de Euclides da Cunha, jornalista famoso por sua cobertura na Guerra de Canudos. O final da vida desse intelectual, se deu de maneira trágica: ele foi assassinado pelo amante de sua esposa Ana Ribeiro, Dilermando de Assis. O caso, na época, repercutiu grandemente na imprensa brasileira, mas, ao final do processo, Dilermando foi absolvido por legítima defesa.

Para desmistificar essa tragédia, refetiu-se nas aulas de PDH, o outro lado da vida do autor. O lado humano, em que a escritora Luiza Nassif Eluf, descreve em seu livro Matar ou Morrer, como sendo a verdadeira face de Euclides, um marido negligente e pai ausente, homem preocupado com seu status social, nem um pouco afetuoso.

Vejamos o que os alunos de terceiro ano produziram a esse respeito:

"Na verdade Euclides da Cunha não era aquele bom moço, aquele herói que todos pensam. A prova disso, é que sua esposa tinha um amante, isso prova que Euclides não era carinhoso e não dava a devida atenção a sua família."

(Jaqueline - 3ºA)

"Perante a sociedade da época, Euclides era um grande homem, jornalista renomado e um exemplo de pai e de esposo. Porém, na realidade do convívio familiar as coisas eram bem diferentes, ele era um homem frio, só se importando com as aparência e não com os sentimentos de quem realmente importava."

(Cássia Priscila - 3ºA)

"Euclides da Cunha foi um grande autor, que realizou grandes obras, porém, assim como todo ser humano tem defeitos, Euclides também tinha."

(Leonardo Cardoso Mendes - 3ºB)

sábado, 8 de maio de 2010

Profissão Jornalismo por Eloy Nunes:

Eloy Nunes, jornalista que revela como é sua profissão.

O terceiro ano do Ensino Médio é a fase de uma das escolhas mais díficeis para o jovem. Ele deve decidir que profissão seguir, entre as milhares de opções disponíveis em faculdades, centros universitários e universidades. Um curso universitário, implica não apenas na formação formal do jovem, muito mais que isso, representa a carreira que irá sustentá-lo e com a qual ele ira colaborar com a sociedade. As profissões, muito mais que escolhas individuais, possuem uma função social. Por isso elas tem relevância na vida de todos.
Dentre as muitas profissões existentes, há o jornalismo, que consiste em produzir informações para que as pessoas tenham acesso ao conhecimento e ao que acontece, seja no entretenimento, na economia, nos esportes, na política ou em outras áreas. Para conhecer melhor essa profissão, enviei um questionário pelo Twitter, ao jornalista Eloy Nunes, que gentilmente aceitou respondê-lo. Através das respostas dele, é possível desvendar um pouco desse universo. Vejamos o que ele respondeu:

Luana Ensina - O que te levou a optar pelo Jornalismo? Você teve dúvidas ao prestar o vestibular?

Eloy Nunes - De criança, ao vestibular, pensei em fazer várias coisas, mas já nas minhas brincadeiras fui revelando talento para a mídia. Brincava de fazer rádio, fazia o jornalzinho do prédio, da familia, me jogava no chão fingindo estar morto para assustar a empregada (risos) Bons tempos... Daí, o jornalismo foi o caminho sem volta e o teatro, sempre por perto, espreitando. Cheguei a ser pressionado a fazer Direito. Porém, meu talento venceu a barreira da família. Tive de provar muitas coisas até pouco tempo, aliás, de que estaria no rumo certo. E olha que em casa tenho pai que foi cantor de rádio, tia poetisa, tia artista multifacetada, primo pintor... mesmo assim foi difícil!

Luana Ensina - Como é o cotidiano profissional de um jornalista?

Eloy Nunes - Tem de estar alerta, ler muito e ter raciocínio dinâmico. Sempre buscar, saber as novidades, manter contatos, ampliar percepções e divulgar tudo isso. Infelizmente, é um mercado que tem pago muito pouco aos profissionais e exigido sempre muito. Claro, existem as celebridades que acabam ganhando cem vezes o que é pago ao baixo clero; mas é assim em qualquer função, e o dom não consegue se calar.

Luana Ensina - Cite os momentos mais significativos de sua carreira.

Eloy Nunes - Sou um dos currículos mais absurdos do país. Fiz de um tudo e não exagero. Vou citar algumas coisas: fui repórter da TV Globo, no Rio de Janeiro, das rádios CBN e Globo AM; apresentador do programa de auditório Surpresa e Meia na TV Bandeirantes, em 2000, ao vivo, em rede nacional; o mesmo aconteceu no no SBT, ano passado, no Olha Você, aonde em 1995, fui repórter freelancer do extinto Aqui Agora. Além disso, apresentei programas na Band News, informeciais, campanhas publicitárias como o Jornal Carrefour e estou no Grupo MixTV, há cinco anos apresentando varejo. Antes, fiz o AutoShop, na TV Gazeta. Sou de Belém do Pará e, até 1994, quando me mudei pra São Paulo, ao me formar em Jornalismo, fui apresentador da TV Globo e TV Manchete, trabalhei em quatro rádios por lá, fui colunista social, etc. Para provar a diversidade que me caracteriza, fui redator da Revista Contigo!, cantei em banda de pop rock, fui backing vocal do Edson Cordeiro, apresentei campanhas publicitárias, fiz peças de teatro, etc. Ampliei meus talentos e fui descobrindo outros caminhos, muitos, aliás. Considero-me muito mais preparado hoje, justamente por ter agido assim. A gente não sabe o que o futuro nos reserva, e digo o mesmo pra mim agora. O que virá?! Não sei responder e nem quero. O gostinho do suspense faz tudo se tornar bem melhor!

Luana Ensina - Que dificuldades já se apresentaram no seu cotidiano profissional? Foi possível aprender com elas?

Eloy Nunes - A gente sempre aprende com as dificuldades ou desiste. Eu não evitei muitas delas e desafiei a mim mesmo. Cresci. Sou melhor justamente por isso. Porém, já quase enlouqueci! (risos) Acho que ainda não foi dessa vez! Fico muito chateado com gente falsa que faz questão de prejudicar e dificultar tudo. Também me frustra projetos que se encerram como o Olha Você, ano passado, no SBT. Tudo o que você sonha de uma hora para a outra vai para o chão. Isso não se faz com um cachorro, que dirá com profissionais sérios. Respeito o senhor Silvio Santos, mas ali ele me perdeu, pois feriu os meus ideais. Isso já aconteceu antes, claro, em outras emissoras, com outras pessoas envolvidas, mas cito o Olha Você por ser recente e ainda estar falando dentro de mim. Mas um dia eu perdoo. Logo, logo, até porque um coração vivo vive melhor.

Luana Ensina - Além de jornalista, você desenvolve outras atividades. Quais são?

Eloy Nunes - Sou autor de teatro e publicidade na TV, fiz pouca novela, mas já fiz, no SBT e . Fui locutor de rádio, redator, escrevo contos no meu blog, já cantei profissionalmentquase na Globo (risos). Fui locutor de rádio, redator, escrevo contos, mantenho um blog de contos, já cantei profissionalmente e muito mais... Não impeço a vida de me surpreender. Estou sempre aberto e anseio por novidades. Acho que vivo melhor assim. Sou imprevisível até para mim mesmo.

Luana Ensina - Que conselhos você daria a um jovem em fase de pré-vestibular?

Eloy Nunes - Viva sua energia. Tente descobrí-la. Daí virão a coragem, o rumo, o talento, o brilho... Ninguém é você. Só você é você e só vôcê sabe ser você. Faça o melhor por você. Fazendo tudo isso, todos perceberão que você é feliz, e consequentemente, fará feliz a todos. Quer objetivo melhor na vida do que ser feliz? Então seja muito feliz e pronto. Ponto. Boa sorte na sua existência, ela não é simples para ninguém, mas pode ser sábia, instigante, animada... Vá viver, rapaz! Vá viver, moça! : )

Agradeço enormemente a esse profissional talentosíssimo que aceitou partilhar um pouco de si. Que as palavras de Eloy Nunes inspirem a todos os alunos que estão em busca de sua felicidade profissional. Para quem quiser ler seus contos, basta acessar :

http://eloynunes.zip.net/

Dia das mães:

Como se sabe, o mês de maio é dedicado às mulheres que tem a dádiva divina de gerar a vida e assim, trazer ao mundo novas pessoas, para darem continuidade a sociedade e aprimorar o aprendizado do homem ao longo dos séculos. Ser mãe é colaborar diretamente para a existência da História. É possibilitar que o homem se aprimore como espécie, como ser social, como gente, enfim.
Em nome do enorme sentimento que une o nascidouro a quem lhe gerou. Alunos do 3ºC se dedicaram a fazer flores de EVA para homenagear quem lhes deu a vida. Coordenados pela Profª Edna, fizeram com muita dedicação uma lembrança singela que simboliza o afeto que sentem por suas mães.
Parabéns a todas as mães, em seu dia especial, embora, todos os dias sejam perfeitos para aproveitar ao lado de pessoas especiais como vocês!

domingo, 18 de abril de 2010

Minha vida:


O objetivo dessa atividade é mostrar aos alunos a relação entre a História e a vida das pessoas, traçando um paralelo entre história pessoal e história do mundo. Ambas, tem a função de compreender que não se está totalmente pronto, mas que se é parte de uma construção que envolve todo um processo.
Assim como a cidade em que vivemos tem uma origem e uma evolução, contada pela história através de relatos, documentos, fontes, etc.; as pessoas tem uma história relatada em seus albuns de fotografias, onde se percebe uma série de mudanças, até chegar ao tempo presente. Alunos do primeiro ano, foram incentivados a escrever sua história pessoal, a fim de entender esse processo, através de si mesmos. Segue abaixo os trechos mais relevantes dessa atividade:

"As superações são muitas, mas acho que uma das mais importantes é o fato de estar aqui hoje! (..) Todos passamos por muitas coisas, e cada uma delas mesmo achando desnecessárias, às vezes acabam sendo muito importante em nossas vidas. Pois vejo que a cada dia que passa, aprendemos mais, pois tudo que está a nossa volta já passou por várias mudanças até chegar aqui hoje".
(Tábata Felício - 1ºG)

"A vida parece demorada mais não é, parece fácil, mas não é."
(Stefanie Pinho de Souza - 1ºG)

"Pra começar, nessa vida, temos que aprender muitas coisas. Quando era um bebê, tive que primeiro aprender a engatinhar para depois aprender a andar. (...) Ao longo desse tempo, também aprendi muito e tive muitas descobertas, uma delas é que o mundo é uma arte e se aprendermos a interpretá-la de maneira correta, podemos conseguir realizar todos os nossos objetivos e obter dessa interpretação muito conhecimento."
(Dayane Ferreira - 1ºF)

"Sou uma garota de 15 anos, que ao longo do tempo aprendeu a viver, a ver o mundo como ele é, a ter que escolher dois caminhos: do bem e do mal. É claro que eu escolhi o caminho do bem. Mas, qualquer rumo que eu tomar na vida, sempre vai ter alguma pessoa que pensa diferente de mim, que faz coisas diferentes. (...) Eu sou hunana, eu tenho o direito de errar."
(Thauana Coltri - 1ºF)

"Eu mudo sem nada mudar e isso nunca ficou tão claro como agora."
(Laís Regina - 1ºF)

"Assim como a História, que procura por meio da ciência desvendar os mistérios de povos antigos, animais antigos, a vida das pessoas na antiguidade e a cada dia que passa descobre povos novos, que tiveram na Terra há milhares de anos, a minha vida é assim: sempre querendo aprender e desvendar os mistérios da VIDA."
(Jhonatan Pereira - 1ºF)

domingo, 11 de abril de 2010

Cidadania em foco: o que é greve, sindicato e pelego?












O mês de março de 2010, foi um mês atípico. Ao invés de aulas de História, os alunos tiveram aulas de cidadania, ao acompanhar de perto a greve de muitos professores da E.E. Charles de Gaulle. Sendo assim, a volta à rotina não poderia ser diferente. Os dias parados devem ser discutidos e refletidos, para que os alunos entendam como se desenrola um processo grevista e entendam expressões que foram destacadas ao longo de todo esse período.

A greve é o exercício da cidadania de todo trabalhador. A constituição brasileira, assegura esse direito a seus cidadãos. Para assegurar uma profunda reflexão a esse respeito foi pedido que os alunos se reunissem em grupo para pesquisar os temas relativos à greve (greve, sindicato e pelego) e elaborar cartazes, como forma de conscientizar seus colegas de outras séries e períodos.

O resultado foi muito gratificante, pois em todas as salas, o corpo discente se envolveu a fim de fazer o melhor cartaz. Cumprida a primeira etapa do trabalho, veio o momento de expor as atividades no pátio, para que todos se conscientizassem a respeito do significado do movimento grevista. Os cartazes, fizeram muito sucesso e foram lidos por toda a comunidade escolar. Sendo assim, é cuprida a função social da greve que é também a de chamar a atenção da sociedade para a situação desconfortável pela qual passam os trabalhadores.

O meu sincero agradecimento a todos os envolvidos nessa atividade.