sexta-feira, 29 de março de 2013

Significado da Sexta-Feira da Paixão:



Muitas pessoas, que não professam o catolicismo se perguntam o que significa o dia de hoje. Eis um resumo bastante conciso que tenta explicar de maneira clara a data e seu significado.
Essa data remete os católicos a uma série de episódios que tem inicio com a Última Ceia na Quinta-Feira de Lava-Pés. A Semana Santa busca refletir sobre os últimos dias da vida de Jesus que estão detalhados nos evangelhos e no livro dos Atos dos Apóstolos.
Segundo a bíblia, após ter ceado (jantado) com os seus discípulos, Jesus foi traído por Judas Iscariotes, que trouxe soldados romanos que prenderam Jesus e o levaram para que Pilatos o julgasse. O representante romano, preferiu não se intrometer nessas questões e passou o caso de Jesus para que a multidão decidisse. O povo judeu (que morava na Judéia) decidiu pela crucificação. Meio mais cruel e exemplar de castigar os delitos naquela época. Jesus foi condenado por se dizer rei dos judeus. Algo como falsidade ideológica nos dias de hoje. O que mais chama a atenção é o fato de ele ter permanecido firme em seu propósito e em nenhum momento recuar do seu castigo. 
A sexta-feira santa é o dia em que Jesus teria morrido. Antes disso, ele foi humilhado publicamente, num lugar que hoje é conhecido como Via Dolorosa, em Jerusalém, no Estado de Israel. Ele foi obrigado a carregar uma cruz pesada de madeira pelas ruas de Jerusalém. Foi espancado, torturado, colocaram nele uma coroa de espinhos, despiram-no, cuspiram-no, quando Jesus teve sede, deram-lhe fel e vinagre.
A morte de Jesus se deu na cruz às três horas da tarde, por essa razão. No dia de hoje, nesse horário, se faz uma adoração da cruz e a Igreja não celebra a missa, como sinal de profundo respeito e luto.
Sendo assim, a tradição católica pede a abstenção de carnes, o jejum, a oração e a penitência, em respeito a morte do filho de Deus, que ressucitará liturgicamente no Domingo de Páscoa, rompendo as barreiras da morte. 

Estação Pinacoteca (Museu da Resistência):

Entre 1964 e 1984, o Brasil viveu sob uma ditadura militar. Ou seja, um governo que impunha sobre a sociedade suas condições. Não havia democracias. Ninguém tinha voz ou vez. 
As pessoas não podiam se manifestar publicamente contrárias ao governo, correndo o risco de perder a própria vida. Nesse período, os contrários ao governo foram perseguidos, torturados e mortos. Muitos, desapareceram. Suas famílias jamais puderam enterrar seus corpos. 
Diante disso, muitos se viram obrigados a fugir do país. Políticos, artistas e intelectuais foram se exilar em várias partes do mundo. Não podiam sequer ter contato com seus familiares, porque o serviço nacional de informação interceptava suas mensagens.
Os livros de História que narram com precisão esse período dão uma pequena noção da crueldade a que muitos brasileiros foram submetidos pela coragem de desafiar um governo forte, militar. Em 1968, o ano que não terminou, Zuenir Ventura relata os fatos que geraram a implantação da ditadura no final da década de 60. Ele escreve de maneira bastante clara e concisa a cerca de fatos como a morte de um estudante no Rio de Janeiro, a briga entre universitários da USP e do Mackensie em São Paulo, o congresso da UNE no interior paulista, etc.
Em São Paulo, foi criado o Museu da Resistência que fica na Estação Pinacoteca (na Estação Júlio Prestes, na Luz). Desde 2006, é possível visitar o local que já abrigou o DOI-CODI, onde muitos foram presos e torturados. No Museu há uma intensa programação que visa refletir sobre a ditadura. Sempre há palestras e momentos de reflexão.
O visitante, pode sentir por si mesmo a energia pesada daquele ambiente. Ver as celas e ouvir em fones de ouvido os relatos de quem viveu esses momentos que constam das páginas mais lamentáveis da História recente do Brasil. 
É uma visita indicada pra todo aquele que quiser valorizar a liberdade que se tem. Infelizmente, muitos não sabem  utilizá-la e partem para a libertinagem.



quarta-feira, 20 de março de 2013

Alteridade e etnocentrismo:


O princípio de alteridade, em ciências sociais, parte do pressuposto de que o indivíduo, ao mesmo tempo que é igual a qualquer outro homem, possui características próprias que o tornam diferente das outras pessoas. Assim, o homem percebe o outro com base em si mesmo.
A palavra alteridade, significa a visão que tenho do outro. Em outras palavras, é olhando para o outro que me percebo enquanto pessoa e vejo as diferenças que existem entre nós. Essas diferenças são inúmeras: culturais, religiosas, políticas, econômicas, sociais, etc. 
Em 1906, o sociólogo William G. Sumer, criou o conceito de etnocentrismo, segundo o qual, as pessoas terem a tendencia de se sentirem superiores frente aos outros grupos sociais. Para ele, é natural as pessoas tecerem comparação com as demais culturas, tendo como base a sua própria.
Embora esse termo tenha sido criado no século XX, o etnocentrismo foi visto na História desde a Antiguidade, quando os romanos chamavam os outros povos (invasores, muitas vezes) de "bárbaros". No Renascimento dos séculos XV e XVI, os europeus ao chegarem às Américas (dominá-la e explorá-la), chamavam os povos nativos de "selvagens", desconsiderando sua cultura e civilização.
Nos dias de hoje, nos percebemos diferentes dos outros grupos e estabelecemos comparações. Desse modo, entendemos como os chineses são diferentes de nós e como somos diferentes dos indianos, por exemplo.
A globalização tem rompido com as fronteiras no mundo. O problema é que ao mesmo tempo em que ela facilita a vida das pessoas, posto que os meios de comunicação tem encurtado distâncias e há alguns lugares padrão em todo o mundo (shoppings e lanchonetes, por exemplo), por outro, ela tenta sobrepor a cultura ocidental sobre a cultura oriental.
Outro grande engano do etnocentrismo é que sentindo-se melhor que os demais, surgem intolerâncias e preconceitos como o racismo, que prega a supremacia do negro sobre o branco. Essa falsa ideia gera violencia e muitas situações lamentáveis.
O fato é que é normal se perceber diferente dos demais indivíduos, como é fato, que somos iguais. Embora tenhamos cabelos, cutis, olhos diferentes ou crenças, convicções políticas divergentes, somos da espécie humana e nossas diferenças são o que nos tornam tão especiais e indispensáveis na vida de quem nos quer bem.

segunda-feira, 18 de março de 2013

A decadência do liberalismo:


O excesso de liberdade, fez com que o liberalismo fosse pouco a pouco se deteriorando. Aos poucos, na luta desenfreada por lucros, as grandes empresas começaram a absorver as pequenas empresas. A guerra de mercado foi se transformando em uma guerra de fato, à medida que os países resolveram interferir, na tentativa de se tornarem potencias mundiais cada vez mais poderosas.
Isso já se apresenta no contexto do século XIX, em que as indústrias se desenvolveram grandemente e em pouco tempo, as disputas de mercado ficaram cada vez mais sérias. Isso eclodiu na Primeira Guerra Mundial, um conflito que durou 4 anos e que vitimou cerca de 9 milhões de pessoas.
Esse conflito foi gerado pelo imperialismo, ou seja, na tentativa dos países de tomarem para si cada vez mais territórios, onde pudessem efetivamente obter mais lucros. 
Tudo começa com o assassinato de Francisco Ferdinando, arquiduque da Áustria. No conflito, guerrearam de um lado a Tríplice Entente (Reino Unido, França e Império Russo) e do outro, a Tríplice Aliança (Império Alemão, Império Áustro-Hungaro e Reino da Itália). 
A guerra ganhou dimensões mundiais, pelo fato de aos poucos, diversos países se envolverem no conflito, ao lado de um ou outro grupo. O fim do conflito marcou o inicio de uma nova era, pois muitos  estados desapareceram e teve inicio uma nova página da História.
Contudo, as arestas não foram aparadas e ficou no ar todos os elementos capazes de fazer eclodir décadas depois a Segunda Guerra Mundial.
Entre as marcas desse conflito, surgiu o nacionalismo do século XX, que deu origem ao nazi-fascismo, sistemas totalitários, onde a Itália e a Alemanha foram submetidas a um regime governamental totalmente fechado, onde não podia sequer haver oposição e críticas ao governo sob pena de morte.

Os pilares da sociedade, segundo Durkhein:


Muitas pessoas se perguntam o que sustenta de fato a sociedade. Essa é uma questão bem complexa, no entanto, a grosso modo, pode-se dizer que as bases fundamentais estão na família, na escola e na justiça. Todas elas, tem um mesmo objetivo: o de educar o individuo para que ele possa viver em sociedade.
Nesse sentido, são todos educadores. Os pais, os professores e os homens da lei. De maneiras diferentes, todos devem preparar o homem para a vida em sociedade. Analisemos, pois a função de cada um:

Família - é ela que gera o individuo e quem lhe ensina a sobrevivência e os valores fundamentais como a moral. É ela quem insere o homem de fato na sociedade. Cabe aos pais zelar pela educação de seus filhos, tanto no que tange a questões biológicas, quanto no aconselhamento e na correção de erros que a criança possa ter, a fim de preparar o individuo para a vida e para o convívio com as outras pessoas.

Escola - a função do jovem é formar o individuo, dando-lhe a conhecer o letramento, a matemática, as artes, as ciências, a fim de conceder liberdade de fato, posto que de posse desse conhecimento, a pessoa pode desenvolver suas habilidades e assim trabalhar, sobreviver e se relacionar com as demais pessoas livremente. 

Justiça - é responsável pela re-educação da pessoa que infringe as leis que são os códigos de conduta da sociedade. Sempre que as pessoas tem atos que violam o bem estar das demais pessoas, são retiradas do convívio social, sendo castigadas com prisão.

A grosso modo, esse era o pensamento de Émile Durkhein, que entre outras coisas, dizia que os fatos sociais deveriam ser tratados como coisas. Durkhein foi um dos fundadores da sociologia. Entre outras coisas, ele criou o principio de anomia. Ou seja, na ausência ou insuficiencia de leis, a sociedade passa a enfrentar graves problemas disciplinares, por exemplo.

As origens da burguesia:

Em nossas aulas, temos visto que aos poucos, com o final da Idade Média, a burguesia foi ganhando cada vez mais espaço. A pergunta que não quer calar: afinal, como surgiu a burguesia? Para responder a essa pergunta, devemos voltar à Idade Média, mais especificamente, no período do renascimento comercial e urbano que ocorreu entre os séculos XI e XII na Europa. 
A palavra burguesia, deriva de burgos, que eram pequenas cidades protegidas por muros. Essas cidades fortificadas surgiram por causa da violência medieval. Para sobreviver, os burgueses trabalhavam no comércio e realizavam serviços. Sua principal função era o negócio (a negação do ócio). Em outras palavras, eram bem diferentes do restante da sociedade, já que clero e nobreza, por exemplo, nada produziam. 
Assim, a burguesia era mal vista pelas outras classes sociais que compunham a sociedade medieval.Os burgueses, foram responsáveis, por exemplo, da disseminação de novos conhecimentos científicos, estes não mais repletos de crença religiosa.
A ascensão da burguesia se deu com o crescimento das cidades e as revoltas camponesas que foram minando pouco a pouco o sistema feudal. No decorrer da Idade Moderna, eles se firmaram como classe social à medida que sua força economica começou a se sobressair na nova sociedade que se formara.
Contudo, é na Revolução Francesa que os burgueses assumem lugar de destaque na sociedade e passam a ter relevancia no contexto social. Marx, em seus estudos, os apontava como classe dominante no século XIX.
Atualmente, o senso comum usa o termo burguês para identificar pessoas que tem posses. O que é certo, é que os burgueses são personagens fundamentais para a história da humanidade, a medida que protagonizaram cenas fundamentais. 
No entanto, eles trabalham para gerar a riqueza própria e não para melhorar as condições de vida das demais classes sociais. Por isso, as criticas aos burgueses é feita pelos trabalhadores há mais de um século.

sábado, 16 de março de 2013

Música gera protesto:



Com algumas raras exceções, todos gostam de música. Música é uma palavra grega, que significa, a arte das musas. Consiste em dar sentido ao silêncio, produzindo sons.

De sete notas músicas (dó, ré, mi, fá, sol, lá, si), são produzidas infinitas possibilidades musicais. No geral, todos os povos gostam de música e para produzir sons, o homem criou os mais variados instrumento ao longo da história.
O tipo de música que um povo escuta tem a ver com o contexto histórico e o nível social de determinada sociedade. Sendo assim, pode-se analisar o nível cultural, político, social e econômico das pessoas que escutam e interagem com os sons. Desse modo, a música constitui um documento para se entender uma determinada época.
No Brasil dos anos 60, por exemplo, muitos cantores da MPB faziam músicas de protesto contra o governo ditatorial. Geraldo Vandré e Chico Buarque, por exemplo, compunham canções que íam contra o sistema e denunciavam o cotidiano de opressão que se vivia no Brasil pós 64. 
Vejamos algumas dessas letras de protesto:

Pra não dizer que não falei das flores
(Geraldo Vandré)

(...)
Há soldados armados
Amados ou nãoQuase todos perdidosDe armas na mãoNos quartéis lhes ensinamUma antiga lição:De morrer pela pátriaE viver sem razão

Vem vamos embora,
que esperar não é saber
Quem sabe faz a hora, 
não espera acontecer
(...)


Nessa música, os soldados citados são uma referência ao Regime Militar, que a partir de 1964 instalou-se no poder no Brasil. As Forças Armadas além de promover a segurança no país, cuidavam da vida política do país. 


Cálice
(Chico Buarque)

(...)
Pai! Afasta de mim esse cálice
Pai! Afasta de mim esse cálice
Pai! Afasta de mim esse cálice
De vinho tinto de sangue

(...)

Nessa canção, Chico Buarque aludia a perseguição aos contrários ao regime que eram punidos duramente pelas autoridades. Sabe-se que muita gente foi torturada e morta pela Ditadura. Após o AI-5 (1968), Vandré fugiu do país e Chico foi exilado na Itália.
Dos anos 60 pra cá, muitos ritmos surgiram. Do pop ao rock, do pagode ao axé, do charme ao funk, do sertanejo ao brega. Existe uma infinidade de ritmos. 
Música é magia. Música é entretenimento, é festa, faz bem pra quem ouve. De qual música você gosta?

quarta-feira, 13 de março de 2013

Da renúncia de Bento XVI ao papado de Francisco I:


Desde fevereiro, temos visto e ouvido falar no papa. Figura emblemática da Igreja Católica Apostólica Romana, que tem valor histórico, social, político e religioso. Para os católicos, ele é visto como o representante de Deus na terra. Segundo a tradição católica, ele é sucessor de São Pedro, sendo o Bispo de Roma, a ponte entre o mundo temporal e o espiritual. A palavra papa, significa pai.
Para quem não é católico, o papa é visto como grande líder mundial. Ele é o chefe de Estado do Vaticano, o menor país do mundo, que se localiza dentro da cidade de Roma na Itália, inclusive, possuindo um exército próprio: a guarda nacional suiça.
O papa além de cumprir as suas obrigações sacerdotais (celebrar missas, por exemplo), atende outros chefes de estado e é uma liderança muito respeitada no mundo todo. Sua importância é tão grande, que ele muitas vezes interfere em conflitos entre os países, apaziguando tensões mundiais muitas vezes.
O papado teve sua origem na antiguidade e foi atravessando os séculos, tem uma história de quase dois mil anos e mais de trezentos homens. A escolha de um papa se dá por meio de uma reunião chamada de CONCLAVE, cujos membros são os cardeais.
A grande novidade dos últimos anos, foi a renúncia de Bento XVI, que em seiscentos anos foi o primeiro papa a renunciar, tornando-se PAPA HEMÉRITO. As razões para a renúncia estão ligada à fragilidade da saúde do papa, que no alto de seus 85 anos, vem enfrentando diversas doenças e que perdeu o vigor a a vitalidade, nos último anos. Ao sair do papado, Bento XVI deixou a igreja em sede vacante por 13 dias.
Para sucedê-lo, foi escolhido pelo conclave o papa Francisco I, cardeal Jorge Mário Bergoglio, arcebispo de Buenos Aires,  sua cidade natal. Francisco I é o primeiro papa latino americano e o primeiro jesuíta. O curioso é que no século XVI, os jesuítas ajudaram a colonizar a América Portuguesa, José de Anchieta, por exemplo, fundador de São Paulo era jesuíta. Um século mais tarde, os jesuítas foram expulsos do Brasil, obedecendo uma ordem papal. Agora, é um sacerdote da Companhia de Jesus que lidera a Igreja Católica.


segunda-feira, 11 de março de 2013

Cultura híbrida:

Nos últimos séculos, após a revolução industrial, o mundo vem perdendo suas fronteiras cada vez mais, isso graças ao avanço das novas tecnologias, principalmente àquelas relacionadas aos meios de comunicação, que permitem o contato entre pessoas de continentes diferentes. Se uma notícia demorava na Antiguidade cerca de 4 anos pra atingir todo o Império Romano, nos dias atuais, ela chega em tempo real.
Sendo assim, há um processo de aculturação que leva traços culturais de uma cultura a outra. Néstor Garcia Canclini, elaborou um estudo no qual ele chama isso de hibridismo cultural. Segundo ele, se os meios de comunicação (rádio, tv, telefone e internet) transmitem e massificam a cultura, por outro lado,  eles não impedem que haja a cultura regional.
Dessa forma, somos levados a ter determinado comportamento cultural, como o uso de calça jeans, que nos anos 50 foi simbolo de rebeldia. Esse uso é ressignificado (não somos rebeldes pelo simples fato de a usarmos).
Porém, isso não impede os pernambucanos de cultivarem a sua cultura do carnaval (frevo, caboclinho, maracatu, etc). Mesmo assim, os pernambucanos usam jeans e ouvem as mesmas músicas que os jovens de Paris, Londres ou Nova Iorque, por exemplo.


Karl Marx e os modos de produção:


Intelectual alemão (filósofo, historiador, economista, cientista político e jornalista), que desenvolveu uma teoria econômica embasado na História. Sua metodologia é chamada de MATERIALISMO HISTÓRICO.Marx foi buscar na História o entendimento da Economia capaz de levar à compreensão do capitalismo. Em sua teoria ele foi buscar o conhecimento a cerca de cada MODO DE PRODUÇÃO, ou seja, a maneira como o homem se organizou econômica e socialmente ao longo do tempo. Assim, ele estabeleceu a possibilidade de o capitalismo ter um fim e de haver um novo modo de produção.
Vejamos a visão marxista a respeito da economia ao longo do tempo:

Comunismo primitivo - nas primeiras comunidades humanas, o homem pré-histórico vivia em comunhão. Ou seja, tudo era de todos, já que não existia a figura do Estado para regular a vida em sociedade. Não havia o acúmulo de excedentes, por exemplo.




Escravismo - com o aparecimento do Estado, surgiu a disputa entre os homens e um sentimento de alteridade, no qual um homem começou a se impor sobre o outro. Surge a escravidão e o uso do trabalho sem a devida recompensa. O escravo era uma propriedade privada de seu senhor. Há uma coisificação do outro, tido como um instrumento, um ferramental e nada mais. Esse sistema vigorou na Grécia e em Roma.




Feudalismo - sistema caracterizado pela relação de senhorio e servidão. Vigorou na Europa por um milênio aproximadamente. A economia nesse caso era autossuficiente, tendo a produção voltada para o consumo e a sociedade era estamental, ou seja, sem mobilidade, nascia-se senhor ou servo.




Capitalismo - é um sistema social e econômico, que diferente do feudalismo, tem suas relações fundamentadas no trabalho assalariado, no acumulo de bens, na possibilidade de mobilidade social e na propriedade privada. A riqueza garante poder ao homem, não sendo mais vista como pecado da usura e avareza. O homens adquire tudo o que possui graças ao dinheiro, que lhe garante das necessidades básicas aos luxos. No desejo de possuir cada vez mais dinheiro, surgem as guerras e a exploração do homem sobre o homem.



Socialismo - para Marx, as crises (rotineiras no sistema capitalismo) acabariam com o capitalismo, nesse caso, o Estado deveria intervir na sociedade para redistribuir as riquezas, acabando com as desigualdades. Na visão marxista, essa seria uma etapa intermediaria sócio econômica, preparatória para o Comunismo.



Comunismo - seria a etapa da perfeição sócio econômica,, em que o Estado não mais interviria na sociedade, posto que as pessoas dividiriam de maneira natural os produtos que fossem necessários para  a sua sobrevivência  sem a necessidade de interferência do Estado, muito menos do acumulo de excedentes de qualquer natureza.



sábado, 9 de março de 2013

Poesia de Vinicius de Moraes - pra ler e se deliciar:



Vinicius de Moraes foi um intelectual, um boêmio  um amante da vida e das mulheres. De diplomata e cidadão responsável nos anos 40 à compositor boêmio da bossa nova nos anos 50 e 60. Um homem de múltiplas facetas. Muito sensível às paixões. Casou nove vezes. Vivia intensamente seus amores.
Sua obra é bastante variada e inclui literatura, teatro, cinema e música. Um dos principais parceiros do poetinha foi o grande Tom Jobim.
Para quem quiser conhecer e saber um pouco mais sobre Vinicius de Morais, recomendo o site www.viniciusdemoraes.com.br que disponiiliza a biografia e a obra desse ilustre brasileiro, figura cativa nos livros didáticos, onde se destacam sonetos clássicos do poema nacional que marcam pela beleza e sobretudo pela profundidade de suas palavras tão bem colocadas.
Aqui, destaco um poema que sintetiza grandemente esse homem que amava as mulheres que por isso mesmo, nunca conseguiu dedicar-se a uma só a vida inteira, mas que lhes deu amor eterno enquanto durou o relacionamento. É para ler e se deliciar:

O namorado das ruas:

Eu sou doido por Alice
Mas confesso que a meiguice
De Conceição me alucina.
Lucília não me dá folga
Porém que amor é Bambina!
Por Olga já fiz miséria
Perdi dinheiro e saúde
Mas quando a Maria Quitéria
Apareceu, eu não pude...
Mais tarde, dona Florinda
Quase me pega, que uva!
Depois foi a viúva Dantas:
Nuca vi coisa mais linda
Do que o morro da Viúva.
Em seguida foram tantas
Que já nem estou mais lembrado
Foi Tereza Guimarães
Foi Carolina Machado.
Hilda tinha tanto fogo
Que eu, fraco, sem poder mais
Mudei para Botafogo
Meus casos sentimentais.
Minha dona Mariana
Que saudades da senhora...
Como foi bom seu convívio
Depois que deixei a Aurora!
Foi por essa ocasião
Que eu, numa questão de dias
Namorei tantas Marias
Quantas encontrei à mão.
Primeiro Maria Amália
E logo Maria Angélica
Que larguei por Marieta
Por achá-la um tanto bélica.
Maria do Carmo deu-me
Momentos a não esquecer
E a bela Maria Paula...
Morei nela de morrer.
Estela... de minha vida
Nunca vi coisa mais nua
Nem mais ardente; foi ela
Quem mostrou-me o olho da rua.
Em Ana Teles perdi
Os meus versos mais profundos
Depois passei-me para Alcina:
Como adorava os baldios
Que existiam nos seus fundos!
E Irene... como era triste!
No entanto, tão bem calçada...
Nela gastei muito alpiste
Para a sua passarada.
Mas se me disserem: poeta
Qual o nome mais amado
Das ruas que conheceu?
Eu tanto tempo passando
Ó minha Joana Angélica
Iria dizer o teu.

Visita ao Museu - Museu do Anchieta:

Tudo na vida tem sua origem. Pessoas, coisas, lugares, produtos. Partindo desse principio  fica fácil perceber o surgimento de São Paulo. A maior cidade brasileira nasceu aos vinte e cinco de janeiro de 1554. Surgiu do projeto de evangelização dos jesuítas que queriam catequizar os selvagens das Américas, o Novo Mundo.
A cidade multicultural surgiu em torno da fundação de um colégio (na verdade uma cabana) de pau a pique, contendo 90 m². Entre os fundadores do colégio estava o Pe. José de Anchieta, hoje considerado beato pela Igreja Católica.
O Museu do Anchieta ou Museu do Pateo do Colégio foi fundado em comemoração ao IV Centenário da cidade de São Paulo, em 1954. Sus localização é privilegiada, estando construído sobre o sítio histórico que rememora a fundação da cidade, próximo à Praça da Sé e a Igreja de São Bento, na Rua Boa Vista.
As obras expostas referem-se a cidade de São Paulo, à arte sacra e à pintura dos séculos XVII, XVIII e  XX. É uma visita imperdível para quem quer conhecer de fato a história da capital paulista e ver como era a cidade colonial. Os ingressos são a preços populares.


sexta-feira, 8 de março de 2013

A respeito do 08 de março:



Todos os anos, em 08 de março, se comemora o dia internacional da mulher. A data alude uma mobilização de mulheres trabalhadoras ocorrida em Nova York, em 1857. Na ocasião, cerca de 129 mulheres paralisaram seu trabalho numa indústria têxtil a fim de reivindicar melhores condições de trabalho, bem como a diminuição da sua jornada de trabalho (14 horas diárias), além disso, elas exigiam o direito à Licença Maternidade.
Para conter o protesto, a polícia e os donos da fábrica agiram de maneira dura. Trancaram as mulheres na fábrica e atearam fogo. Todas as 129 morreram carbonizadas.Desde então, o 08 de março é um dia de luta pelos direitos das mulheres. Incansáveis guerreiras que travam uma luta diária que envolve uma dupla ou tripla jornada.
A respeito do dia da mulher, realizei uma atividade de dissertação a respeito da mulher, vejamos a produção de alguns alunos da 8ªA:

A mulher se dedica muito aos filhos e à família, limpa e passa o pano na casa, faz a comida e cuida de si mesma... o homem deve tratar a mulher com respeito e cuidar dela... eu me dedico a minha mãe o máximo possível, gosto muito dela e nunca quero tratá-la mal... dedico a minha mãe o máximo possível da minha vida e nem mesmo quero desapontá-la. Mãe te amo do mundo do meu coração.
A mulher é uma pessoa muito querida pelos filhos e guerreira. Minha mãe é uma guerreira que batalha por si mesma e pelos filhos.

(Diego Carvalho de Souza)



As mulheres de hoje em dia criaram uma independencia que antigamente nenhuma outra tinha coragem, Atualmente, as mulheres trabalham e criaram certa igualdade social com os homens, por mais que ainda hoje haja diferenças.
As mulheres devem ser respeitadas, mas ainda existem muitos casos de violencia contra a mulher, dentro de casa, nas ruas, estupros e muito mais. Hoje isso é considerado crime e existem delegacias especificas para isso, porém, ainda são poucas.
Mulheres foram feitas para serem respeitadas e amadas, porque elas são mães, donas de casa, trabalhadoras, sentem muitas dores e é por todos esses motivos que elas merecem amor e não agressões.
(Bianca Lima dos Santos)



quarta-feira, 6 de março de 2013

Desenhos maravilhosos:

Abro espaço aqui para registrar os desenhos das alunas Adriely Batista e Joice, do 1º A e 3º B, respectivamente:


Poço - Adriely (1ºA)


Àrvores - Adriely (1ºA)


Rapaz - Adriely (1ºA)


Skatista - Adriely (1ºA)


Mulher - Joice (3ºB)


`Palhaço que chora - Joice (3ºB) 



Rapazes barbados - Joice (3ºB) 

 Parabéns pelo talento. Sempre que quiserem o blog Luana Ensina estará a disposição de vocês para divulgar os seus dons e talentos.

Poesia cinética - atividade da Profª Andréia Teixeira:

Mais uma vez, venho fazer um registro de uma atividade da Profª Andréia Teixeira. Dessa vez, trata-se da poesia cinética, na qual a poesia é posta em movimentos, com palavras que mais parecem desenhos do que poesia (na maneira formal como a concebemos).
Dessa vez, o destaque vai para a atividade da aluna Camila Pires do 1º A que retratou Garota de Ipanema nas curvas de uma mulher. A atividade ficou muito interessante e revela a criatividade da aluna e o trabalho diferenciado da professora que sempre usa da criatividade em sua abordagem didático-pedagógica.


Parabéns às duas.

terça-feira, 5 de março de 2013

Ideologia Liberal:



"O poder emana do povo." Com essa frase, os liberais justificavam sua doutrina. No liberalismo, o voto era fundamental. No parlamento estava o centro de sua politica, pois é aí que se faziam as leis e através delas, podia se estabelecer as ideias liberais.
Essa doutrina e concepção atravessaram todo o seculo XVIII e chegaram até os nossos dias. Na constituição brasileira atual, por exemplo, essa frase abre o conjunto de leis brasileiras. Isso demonstra o poder da ideologia liberal.
O poder emana do povo. Essa frase indica que é a partir dos eleitores (povo) que está a base do poder moderno. Ao contrário do absolutismo, onde somente o rei tinha o poder nas mãos. Sendo assim, desde o inicio os liberais mostraram sua diferença politica tanto na visão, quanto no método.
Outra frase importante nesse contexto é: "Laissez faire, laissez passer." (Deixai fazer, deixai passar.). Essa frase mostra que para a visão de mundo liberal era preciso deixar que a produção efetivamente acontecesse e que os produtos circulassem. Quem determinaria quais seriam os mais necessários seria o mercado.
O mercado, na visão de Adam Smith, seria a mão invisível da sociedade. Ele controlaria por si mesmo as necessidades e daria a regulação necessária.
Por fim, os liberais pregavam que com a liberdade de mercado e de atuação no mesmo, seria garantida a paz mundial. Em outras palavras, com todos preocupados com os negócios, não haveria tempo para entrar em conflitos. Será?

segunda-feira, 4 de março de 2013

Liberalismo: o jeito de ser liberal

Em meados do século XVIII, surge uma nova teoria político-econômica e social. Trata-se do LIBERALISMO, doutrina que previa essencialmente a liberdade entre os homens. Seu surgimento se deu em torno da crítica ao ABSOLUTISMO, no qual era o rei o detentor de todo o poder que regia todos os campos da sociedade.
Para os liberais, era preciso que os indivíduos tivessem liberdade para explorar o MERCADO. Nesse momento, o individualismo começa a ganhar espaço. Já não importa a origem familiar das pessoas. O que conta é a sua capacidade de enriquecimento. 
Isso se refletiu na PROPRIEDADE PRIVADA. As pessoas passaram a ter em suas casas uma vida particular. Diferente do que acontecia na Antiguidade onde a vida pública se sobressaia à particular. Foi no conforto de casa que as pessoas passaram a encontrar seu abrigo. 
Além disso, começa-se a pregar a importância de haver a instituição privada também no mundo dos negócios. É nesse momento que o CAPITALISMO ganha uma nova fase: a CONCORRENCIAL. 
Os liberais pregavam o fim dos monopólios  ou seja, a liberdade dada a consumidores e produtores de fazer circular seus produtos. Essa era uma crítica direta ao absolutismo, cuja função econômica era justamente conceder monopólios.
O liberalismo coincide justamente com a Revolução Industrial, que além de dinamizar a produção, trouxe como grande novidade o trabalho assalariado. Neste caso, o trabalhador vende a força de trabalho para o patrão.


O processo de socialização:


Como já foi registrado em posts anteriores, o ser humano é um ser social. Mas, o que o torna sociável? O processo de socialização, no qual, a pessoa humana é levada a integrar-se aos grupos sociais, desde a mais tenra idade.
A família é a primeira a socializar uma pessoa, a medida em que vai ensinando ao bebê a maneira como ele deve portar-se e quais as atitudes são permitidas e quais não são. Assim, ao longo da vida, a pessoa vai aprendendo a conviver e a ter um comportamento adequado que lhe garanta não apenas a simpatia dos demais, como também a sua sobrevivência.
Socializar é antes de tudo ter a consciência de que como seres humanos que somos, devemos viver com os nossos semelhantes e saber que o comportamento e as experiencias adquiridas na infancia e juventude, servem como ponto de partida para a nossa vida adulta.
O processo de socialização é bem amplo e envolve todos os grupos dos quais fazemos parte, além da família, tem a igreja e a escola, por exemplo. Devemos em cada um dos grupos aprender a nos comportar adequadamente. O fato é que em qualquer lugar onde estejamos o respeito é fundamental, mesmo nas diferenças e adversidades.