quarta-feira, 20 de março de 2013

Alteridade e etnocentrismo:


O princípio de alteridade, em ciências sociais, parte do pressuposto de que o indivíduo, ao mesmo tempo que é igual a qualquer outro homem, possui características próprias que o tornam diferente das outras pessoas. Assim, o homem percebe o outro com base em si mesmo.
A palavra alteridade, significa a visão que tenho do outro. Em outras palavras, é olhando para o outro que me percebo enquanto pessoa e vejo as diferenças que existem entre nós. Essas diferenças são inúmeras: culturais, religiosas, políticas, econômicas, sociais, etc. 
Em 1906, o sociólogo William G. Sumer, criou o conceito de etnocentrismo, segundo o qual, as pessoas terem a tendencia de se sentirem superiores frente aos outros grupos sociais. Para ele, é natural as pessoas tecerem comparação com as demais culturas, tendo como base a sua própria.
Embora esse termo tenha sido criado no século XX, o etnocentrismo foi visto na História desde a Antiguidade, quando os romanos chamavam os outros povos (invasores, muitas vezes) de "bárbaros". No Renascimento dos séculos XV e XVI, os europeus ao chegarem às Américas (dominá-la e explorá-la), chamavam os povos nativos de "selvagens", desconsiderando sua cultura e civilização.
Nos dias de hoje, nos percebemos diferentes dos outros grupos e estabelecemos comparações. Desse modo, entendemos como os chineses são diferentes de nós e como somos diferentes dos indianos, por exemplo.
A globalização tem rompido com as fronteiras no mundo. O problema é que ao mesmo tempo em que ela facilita a vida das pessoas, posto que os meios de comunicação tem encurtado distâncias e há alguns lugares padrão em todo o mundo (shoppings e lanchonetes, por exemplo), por outro, ela tenta sobrepor a cultura ocidental sobre a cultura oriental.
Outro grande engano do etnocentrismo é que sentindo-se melhor que os demais, surgem intolerâncias e preconceitos como o racismo, que prega a supremacia do negro sobre o branco. Essa falsa ideia gera violencia e muitas situações lamentáveis.
O fato é que é normal se perceber diferente dos demais indivíduos, como é fato, que somos iguais. Embora tenhamos cabelos, cutis, olhos diferentes ou crenças, convicções políticas divergentes, somos da espécie humana e nossas diferenças são o que nos tornam tão especiais e indispensáveis na vida de quem nos quer bem.

Um comentário:

  1. Parabéns Luana!
    Bom texto, sucinto e bem objetivo aos conceitos de alteridade e etnocentrismo. Se me permitires gostaria de utilizá-lo em sala de aula para jovens do 7ano.

    Um grande abraço!

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